Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 8 de março de 2015

Um Golpe de Estado em andamento no Brasil! - por Marcos Doniseti!

Um Golpe de Estado em andamento no Brasil! - por Marcos Doniseti!

A Direita Reacionária e Golpista tupiniquim sempre usou o discurso anti-corrupção (contra Vargas, JK, Jango e, agora, Lula e Dilma) mas os maiores escândalos da história brasileira se deram quando o país foi governado pelas mesmas Direitas. Deve ter sido 'mera coincidência'... 

Porque não se aprova uma verdadeira Reforma Política no Brasil, com a adoção do financiamento público e colocando-se um fim ao financiamento privado das campanhas eleitorais, promovendo-se o fortalecimento dos partidos políticos, aprovando-se o fim das coligações para as eleições legislativas e criando-se a cláusula de barreira para poder ter representantes no Poder Legislativo? 

Isso não acontece porque temos um movimento golpista em andamento em nosso país.

E para que o Golpe de Estado venha a ser vitorioso é necessário, antes de mais nada, desmoralizar as instituições Democráticas, principalmente o Parlamento e os Partidos Políticos. 

Sem que isso aconteça, não há golpe possível de ser levado adiante. 

Logo, não se aprova o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais, o que seria fundamental para moralizar a prática política no Brasil, justamente para que a ideia de uma Democracia Representativa seja totalmente desmoralizada em nosso país, para que a população possa dizer que 'todos os políticos são iguais e que nenhum deles presta'.

Portanto, os golpistas apostam, claramente, no 'quanto pior, melhor'.

E para isso aconteça é necessário ir criando, gradualmente, as condições necessárias para que, na eventualidade de um Golpe de Estado ser deflagrado, a população assista passivamente, 'bestializada', à vitória do mesmo, sem oferecer qualquer resistência ao mesmo.

O golpe contra Jango, por exemplo, aconteceu em 1964, mas começou a ser planejado e executado em 1961, logo após a sua posse na Presidência da República. 

Foram necessários três anos de preparação, criando-se as condições minimanente satisfatórias para que o Golpe de 01 de Abril de 1964 fosse vitorioso. 


Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma: Todos estes govenantes promoveram o fortalecimento do papel do Estado na economia e na área social e reforçaram a soberania nacional. E justamente são eles, na história do país, os que mais sofreram ataques da Grande Mídia e da Oposição reacionária, elitista e golpista. 

Durante esse período as Direitas golpistas apelaram para vários recursos que, agora, mais de 50 anos depois de derrubar o governo Jango, voltaram a utilizar, tais como:

1) O discurso anti-comunista, mesmo sabendo que Jango nunca tinha sido comunista na vida e que Lula e Dilma também não o são; 

2) O discurso anti-corrupção, hipócrita e oportunista, como sempre, já que não faltam envolvidos em irregularidades com o dinheiro público entre os golpistas e reacionários de plantão (a Privataria Tucana que o diga...); 

3) Os ataques à atuação do Estado na economia, dizendo que o mesmo é 'obsoleto, ineficiente e corrupto'.

Obs: Entre 1961-1964 as mesmas Direitas Golpistas também trataram de se preparar para travar uma guerra civil, quando o golpe estourasse, pois elas estavam convencidas de que Jango e as Esquerdas iriam resistir ao mesmo e com armas na mão. 

E daí o plano golpista previa que os EUA iriam intervir militarmente no Brasil (em favor dos golpistas, é claro) e instalariam um governo paralelo com sede em Minas Gerais (comandado por Magalhães Pinto) e que teria o imediato reconhecimento oficial do governo ianque. 

Até mesmo navios dos EUA foram enviados ao Brasil tão logo o movimento golpista teve início, em 31/03/1964. Esta foi a 'Operação Brother Sam', pela qual os EUA chegaram a enviar navios para trazer, principalmente, combustíveis ao movimento golpista brasileiro, já que o governo Jango controlava a Petrobras. 

A participação ativa dos EUA no Golpe para derrubar Jango foi uma das principais razões que levou o então presidente brasileiro a optar pela não resistência ao Golpe, pois o mesmo estava convencido de que a guerra civil iria matar milhares de pessoas e que o país correria o sério risco de se dividir, tal como aconteceu no Vietnã (onde surgiram e existiram dois Vietnãs enquanto a guerra perdurou).


Uma das maiores campanhas populares da história do Brasil - O Petróleo é Nosso - levou à criação da Petrobras e do monopólio estatal do petróleo, contribuindo para o desenvolvimento econômico, industrial, científico, tecnológico e social do país. E o Regime de Partilha, que estatizou 75% da renda liquida do pré-sal e determina que somente a Petrobras pode extrair o mesmo, agora desempenha o mesmo papel. E é justamente por isso que a oposição elitista, reacionária, golpista e entreguista promove uma gigantesca campanha contra a Petrobras e defende o fim do Regime de Partilha, com o objetivo de privatizar a empresa e entregar o pré-sal para as petrolíferas estrangeiras, como a Exxon e a Chevron, por exemplo. 

E nestas circunstâncias, o governo Jango (o mesmo que foi eleito Vice-Presidente da República democraticamente) seria considerado como sendo um 'governo usurpador'. Se necessário, os EUA e os golpistas tupiniquins financiados pelos ianques estavam dispostos, até, a vietnamizar o país, com o governo imperialista dos EUA apoiando o governo golpista a fim de derrotar a Resistência, tal como apoiavam o governo fantoche do Vietnã do Sul para que o mesmo derrotasse os vietcongs e o governo de Ho Chi Minh no Vietnã do Norte. 

Atualmente, o Golpe, no Brasil, já está em andamento, sendo planejado e executado de forma gradual, tal como ocorreu entre 1961-1964. 

No cenário político brasileiro atual, além de se promover a desmoralização das instituições da Democracia Representativa (principalmente do Parlamento e dos Partidos Políticos) e de se inviabilizar uma Reforma Política verdadeira, temos o desenvolvimento, também, de uma agressiva campanha contra a Petrobras e contra as maiores construtoras do país em nome de um suposto 'combate à corrupção'. 

Obs: Tem que ser muito ingênuo para acreditar que a Grande Mídia e a oposição reacionária, entreguista e golpista tupiniquins desejam 'combater a corrupção'. 

Afinal, grande parte dos seus principais líderes já sofreram denúncias graves de corrupção quando governaram e aonde ainda governam. A compra de votos para se aprovar a reeleição em benefício de FHC, a 'Privataria Tucana', o 'Mensalão Tucano' de Minas Gerais e a 'Lista de Furnas' que o digam... Isso só para citar alguns casos, é claro. E a Grande Mídia brasileira foi uma das maiores beneficiárias da Ditadura Militar, que liquidou com veículos de comunicação que concorriam com a Globo, Veja, Folha e Estadão (exemplos: Correio da Manhã e Última Hora). 


Jornal 'O Globo' apoiando e festejando a posse de Castelo Branco. A 'Globo' nunca deixou de apoiar a Ditadura Militar, a mesma que sempre a beneficiou. E agora ela tenta inviabilizar e derrubar uma Presidenta reeleita democraticamente, com o voto de mais de 54,5 milhões de brasileiros. 'Globo' e Democracia: Nada a Ver!

Tal campanha contra a Petrobras e as construtoras nacionais visa enfraquecer o governo Dilma, tirando do mesmo dois elementos que são fundamentais para a execução das políticas anti-ciclícas keynesianas que os governos de Lula e da própria Dilma implantaram a partir, principalmente, do início da crise global de 2008. 

Sem a Petrobras e sem as construtoras, por exemplo, os governos Lula e Dilma jamais teriam como realizar as grandes obras de infra-estrutura e no pré-sal (usinas hidrelétricas, refinarias, construção naval, rodovias, aeroportos, plataformas e navios petrolíferos, etc) e que fazem parte do PAC. E sem o PAC e sem a Petrobras não há política social-desenvolvimentista e anti-ciclíca keynesiana que possa ser implantada no país.

Com isso, a atuação do Estado Brasileiro em favor dos mais pobres e do desenvolvimento econômico do país, bem como o próprio governo Dilma, ficariam inviabilizados. Desta maneira, o país passaria por uma gravíssima crise econômica e social, com grande aumento do desemprego e da pobreza no país, o que derrubaria fortemente a popularidade da presidenta Dilma. E isso tornaria possível a vitória do Golpe de Estado que se promove atualmente contra Dilma e contra as suas políticas social-desenvolvimentistas.  

Assim, com o Golpe em pleno andamento, falta apenas criar as condições necessárias para que o mesmo seja vitorioso, tal como se fez entre 1961-1964. 

E uma destas condições é a desmoralização das instituições e da classe política como um todo, o que já está em um processo bastante adiantado e acelerado. O noticiário político da Grande Mídia reacionária e golpista trata, apenas, de questões envolvendo corrupção. Falar sobre os grandes problemas nacionais e debater a respeito de possíveis soluções para os mesmos, que é bom, nada. 

Outra condição para que o movimento golpisa seja vitorioso é a criminalização e a destruição do PT e dos movimentos sociais de origem popular (sem-terra, sem-teto, LGBT, etc). Sem a existência de tais movimentos políticos e sociais, ficará muito fácil para que o Golpe de Estado direitista, entreguista e reacionário seja vitorioso, já que a resistência ao mesmo seria muito reduzida ou quase inexistente.

Assim, o povo brasileiro assistiria 'bestializado' a vitória de mais um movimento golpista em nosso país. 


Comício das Diretas-Já em São Paulo, em 25/01/1984, que a 'Rede Globo' divulgou como se fosse uma mera festa pelo aniversário da capital paulista. Esta é a Grande Mídia brasileira, sempre enganando e manipulando o povo brasileiro. 

E como parte dessa campanha anti-nacional e anti-popular, ataca-se, também, a intervenção do Estado na economia (que se dá via PAC, por exemplo), bem como aos programas de inclusão social e de distribuição de renda (ProUni, Minha Casa Minha Vida, Pronaf, Bolsa Família, aumento real anual para o salário mínimo, etc), que são viáveis apenas devido à ação estatal, caracterizando os mesmos como sendo 'irresponsáveis e populistas'. 

Obs: Já quanto ao Proer, no qual o governo FHC injetou o equivalente a 2,5% do PIB (cerca de R$ 125 bilhões atualmente) e que salvou instituições financeiras privadas falidas, e sem exigir nada em troca, não se fala coisa alguma, é claro. E que o governo FHC vendeu a parte boa do Bamerindus para o HSBC por apenas R$ 1, fala-se menos ainda. Assim, para as elites golpistas e reacionárias, a ação estatal é válida apenas quando se trata de preservar e defender os seus interesses e privilégios. Usar recursos públicos para beneficiar os mais pobres, para que eles possam comprar a casa própria, colocar os filhos na faculdade, viajar de avião, ter acesso aos bens de consumo duráveis e se alimentar bem? Ah, isso não pode, não.


O governo Jango sancionou a lei que criou o 13o. Salário no Brasil, em 1963. Mas o jornal 'O Globo' fez campanha contra o mesmo, dizendo que ele seria desastroso para o país. Esta é a 'Globo', sempre atuando contra os interesses do país e do seu povo. 

Logo, a política defendida pela Grande Mídia e pela oposição reacionária, entreguista e golpista têm como metas inviabilizar e destruir a Petrobras e as grandes construtoras nacionais, que são dois dos poucos setores da economia nos quais predomina o capital nacional (estatal na Petrobras e semi-estatal nas construtoras, já que o governo brasileiro é o maior cliente das mesmas) e que são essenciais para se promover o desenvolvimento econômico e social do país. 

Desta maneira, será possível promover a paralisação dos grandes investimentos públicos que se realizam atualmente na área da infra-estrutura. Ou alguém imagina que será possível construir, ampliar e modernizar usinas hidrelétricas, refinarias, rodovias, ferrovias e aeroportos sem o PAC, sem a Petrobras e sem as construtoras nacionais? 

E sem a Petrobras e sem o controle do petróleo do pré-sal pelo Estado Brasileiro também será impossível aumentar os investimentos na educação e na saúde que serão financiados pelos recursos originários do pré-sal (royalties). Além disso, o Regime de Partilha reserva 75% da renda liquida do pré-sal para o Estado Brasileiro. 

E o mesmo também prevê que tais recursos, que serão da ordem de trilhões de Reais ao longo dos próximos 30 anos, serão destinados a setores como educação, saúde, ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura. 


Em Dezembro de 2014, a Petrobras superou a marca de 700 mil barris diários produzidos no pré-sal. E a Grande Mídia dizia que jamais seria produzido coisa alguma...

E os governos Lula e Dilma também adotaram a política de Conteúdo Nacional, que determina que 65% das peças e componentes usados na construção das plataformas e dos navios petroleiros sejam fabricados no país. E com o forte aumento dos investimentos para viabilizar a expansão do pré-sal (da qual já se extrai mais de 700 mil barris diários e isso apenas pouco mais de sete anos após a sua descoberta) tal política viabilizará o desenvolvimento industrial de uma série de setores. Exemplo disso é a indústria de construção naval, que teve um crescimento expressivo nos governos Lula e Dilma, passando de 3 mil funcionários em 2002 para 81 mil funciuonários atualmente. 

Com isso, sem a Petrobras e sem as grandes construtoras, o projeto social-desenvolvimentista implantado por Lula e Dilma estará definitivamente destruído e derrotado e o país mergulhará numa grave crise econômica e social, com consequências mais do que previsíveis: aumento do desemprego, arrocho salarial, aumento da pobreza. Desta maneira, seria possível jogar a população contra o governo Dilma, criando-se as condições necessárias para aprovar o Impeachment da atual governante brasileira. 

E é claro que depois de tudo isso ficará muito fácil, aos eternos entreguistas tupiniquins, entregar o pré-sal para as petroleiras estrangeiras, tal como os principais lideres do PSDB (FHC, Serra, Aécio) e a Grande Mídia já defendem de forma pública e explícita. 

Assim, a política neoliberal e direitista é, resumidamente: Para os EUA, para o capital especulativo global e para a elite reacionária tupiniquim, tudo. Para a classe média intermediária e baixa, para os pobres e para os miseráveis, nada. 


Livro do historiador brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira mostra como o governo Jango foi sabotado e inviabilizado pela ação golpista dos EUA e das Direitas reacionárias, entreguistas e golpistas, as mesmas que apoiaram o Golpe de 1964 e que sustentaram uma Ditadura Civil-Militar de 21 anos de duração. 

E para conseguir atingir tais objetivos, vale tudo, até mesmo promover um Golpe de Estado contra um governo recentemente reeleito. 

É esse o país que desejamos construir?

Não Passarão!


Links:

Produção do pré-sal ultrapassa os 700 mil barris diários em Dezembro de 2014:

http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/registramos-recorde-de-producao-diaria-e-superamos-patamar-de-700-mil-barris-dia-operados-no-pre-sal.htm

A Rede Globo e o comício das Diretas-Já em 1984 em SP:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Os-30-anos-do-comicio-que-a-Globo-transformou-em-festa-/4/30084

Serra prometeu entregar o petróleo do Pré-Sal para a Chevron:

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/93008/Serra-prometeu-%C3%A0-Chevron-mudar-regras-do-pr%C3%A9-sal.htm

Escândalo do Banestado: US$ 24 bilhões foram enviados para fora do país de maneira ilegal:

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,stj-condena-15-por-fraude-no-caso-banestado,776041

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