Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Porque a 'Nova Direita' é reacionária e golpista e não tem nada de 'liberal'! - Marcos Doniseti!

Porque a 'Nova Direita' é reacionária e golpista e não tem nada de 'liberal'! - Marcos Doniseti!
Após as sucessivas vitórias de governos progressistas na América Latina, os EUA passaram a financiar grupos direitistas, reacionários e golpistas, que visam desestabilizar tais países, a fim de inviabilizar as políticas nacionalistas e reformistas que os mesmos adotaram.
Algumas pessoas dizem por aí que esta 'nova direita' que surgiu na América Latina e no Brasil nos últimos anos seria formada por organizações liberais.

Este fenômeno se desenvolveu, principalmente, após a ascensão dos governos nacionalistas e reformistas na região (Chávez, Lula, Dilma, Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa, Pepe Mujica) e que implementaram uma séria de políticas que visam promover o fortalecimento do papel do Estado na economia e na área social, com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a justiça social.

Mas tais organizações não são liberais coisa alguma. Elas são reacionárias, elitistas, golpistas, entreguistas e atacam a própria concepção de Democracia, que prega o respeito à alternância de diferentes forças políticas e sociais no governo, desde que devidamente consagradas nas urnas, pela vontade popular.

Para estes 'liberais', a Democracia só é válida quando os direitistas e reacionários vencem eleições. Quando é a esquerda ou a centro-esquerda, nacionalista e reformista, que vence, daí as eleições não valem mais nada e eles passam a defender movimentos golpistas para se derrubar tais governos (eleitos democraticamente). Isso já aconteceu, inúmeras vezes na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, e, agora, essa onda golpista chegou ao Brasil, com a patética tese da defesa do Impeachment de Dilma.

Oras, um liberal autêntico respeita sempre o resultado das eleições e jamais participa de tentativas de Golpes de Estado, que terminam por rasgar a Constituição e implantar Ditaduras. 



Na Venezuela, a pobreza e a pobreza extrema tiveram uma significativa redução durante os governos de Hugo Chávez. 
Assim, elas não aceitam, de fato, as regras do regime Liberal Democrático, a não ser quando os resultados lhes são favoráveis.

E no aspecto econômico, elas também não são liberais, pois criticam a atuação do Estado apenas quando a mesma se faz em benefício dos mais pobres e dos assalariados.

Mas quando se trata de usar dinheiro público para ajudar a salvar grandes empresas privadas (bancos, indústrias, etc), daí eles ficam em silêncio total e absoluto.

Exemplo disso é o fato de que nenhum desses 'liberais' de araque jamais critica o fato de que os governos dos EUA e da União Europeia injetaram quase US$ 20 trilhões nos sistemas financeiros privados de suas economias, a fim de evitar a total quebradeira dos mesmos, visto que eles literalmente faliram após o início da crise neoliberal global de 2007-2009. O governo britânico chegou a estatizar totalmente o sistema financeiro do país, a fim de evitar a sua quebradeira e, com isso, assumiu as dívidas e obrigações do mesmo.

Desta maneira, o governo britânico praticamente dobrou a sua dívida pública, pois as dívidas e obrigações do sistema financeiro privado falido passaram para o Estado.

E depois os mesmos 'liberais' hipócritas passaram a defender que o Estado cortasse fortemente os gastos sociais, a fim de diminuir o endividamento público, que havia crescido rapidamente devido à operação de salvamento do setor financeiro privado.

Com isso, sobrou para os trabalhadores britânicos e de outros países desenvolvidos a responsabilidade por pagar a conta de uma crise econômica que foi provocada pelos grandes capitalistas, que foram os grandes estimuladores da especulação financeira desenfreada que se apossou das economias dos países ricos desde, principalmente, os anos 1970, quando começaram a ser adotadas as políticas de desregulamentação financeira pelos governos neoliberais e que ganharam muita força, tornando-se hegemônicas, após as vitórias eleitorais de Margaret Thatcher (1979), no Reino Unido, e de Ronald Reagan (1980), nos EUA.

Logo, para tais 'liberais' fajutos e hipócritas, o Estado pode, sim, intervir na economia, desde que seja única e exclusivamente em benefício dos interesses do Grande Capital. Já quando se trata de beneficiar aos mais pobres e assalariados, daí isso já não é tolerado, pois se trata de 'populismo'. 


A taxa de pobreza despencou no Brasil entre 2003 e 2012, caindo de 35,75% para 15,93% no período. 
Aqui no Brasil, por exemplo, os ditos 'liberais' criticam o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, entre outros programas sociais de distribuição de renda, mas nunca fizeram uma crítica sequer ao fato de que o governo FHC injetou o equivalente a 2,5% do PIB (algo em torno de R$ 138 bilhões atualmente) para salvar bancos privados falidos por meio do Proer.

Assim, para os 'liberais' hipócritas, 'populismo' bom é apenas aquele que beneficia aos mais ricos e aos grandes capitalistas. 'Populismo' para os capitalistas pode, mas para os trabalhadores, jamais.

Haja hipocrisia. 


Link:

Nova Direita cresce na América Latina com financiamento externo (dos EUA)

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2015/06/nova-direita-cresce-com-financiamento-de-conservadores-3960.html

Brasil, Venezuela e Equador lideram a redução da pobreza na América Latina:

http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2013/12/brasil-venezuela-e-equador-tem-melhor-ritmo-de-reducao-da-pobreza-na-a-latina-1577.html

Venezuela: Pobreza diminuiu fortemente durante o governo de Hugo Chávez:

http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130_venezuela_social_cj_cq.shtml

Governo de Evo Morales aumenta salário mínimo, reduz pobreza e promove forte crescimento econômico:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/39239/ao+assumir+3+mandato+na+bolivia+evo+reforca+demanda+de+saida+ao+mar+voltar+ao+pacifico+com+soberania.shtml

Equador: Governo de Rafael Correa reduziu pobreza de 38,3% para 25,8% em 8 anos:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/equador-tira-13-milhao-de-pessoas-da-pobreza-em-oito-anos.html

Peru: Governo de Ollanta Humala reduziu a pobreza de 30,8% para 22,7% entre 2011-2014:

http://www.notimerica.com.br/politica/noticia-peru-reduz-pobreza-uem-em-tres-anos-20150424182839.html

Nenhum comentário: