Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 2 de julho de 2015

As crises econômicas e o segundo mandato de Dilma! – Marcos Doniseti!

As crises econômicas e o segundo mandato de Dilma! – Marcos Doniseti!
Vendas do comércio varejista brasileiro dobraram entre 2003-2012 (uma década), o que foi resultado das políticas de inclusão social e de geração de empregos dos governos Lula e Dilma. 

Crises econômicas fazem parte do DNA do Capitalismo, que passa por ciclos de expansão (crescimento) e de contração (recessão) da atividade econômica. O economista russo Nikolai Kondratiev já explicou como isso funciona.

Brasil: Uma década de crescimento e o estouro da crise global em 2008!

O Brasil passou por um período de expansão que durou, essencialmente, de 2004 a 2013 (10 anos). Foi o mais longo período de crescimento econômico que o país vivenciou desde a crise da Dívida Externa de 1981-1982.

Este ciclo econômico expansivo teve como características principais:

1) Rápido crescimento da economia mundial;

2) Crescimento acelerado do comércio internacional;

3) Forte valorização das commodities (minério de ferro, petróleo, cobre, alimentos como a soja, milho, suco de laranja, etc) em função, principalmente, da crescente e acelerada demanda chinesa pelas mesmas.

E é claro que este fenômeno beneficiou a todos os países que são grandes exportadores de commodities, e o Brasil, é claro, faz parte desta lista, que inclui também a Venezuela, Argentina, Chile, países da OPEP e países africanos.

Nesta década de crescimento econômico que ocorreu no Brasil, tivemos apenas uma pequena interrupção no 4o. trimestre de 2008/1o. trimestre de 2009, que foi fruto da virtual paralisação da economia mundial neste período, em decorrência da falência de todo o sistema financeiro privados dos EUA (em 2008) e da UE (em 2009) e que secou a oferta de crédito em toda a economia mundial.

Nesta época (que já parece tão distante...) o mundo esteve à beira de uma nova Grande Depressão, que somente foi evitada em função das medidas drásticas adotadas pelo governo Obama e pelo FED (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, que é uma instituição privada) e que implicaram, essencialmente, na salvação (pelo Estado) de todo o sistema financeiro privado ianque e, depois, europeu.

No total, os governos dos EUA e da UE gastaram cerca de US$ 20 trilhões para efetuar a operação de salvamento de seus respectivos sistemas financeiros, o que é equivalente a um terço do PIB mundial.

Assim, todo o sistema financeiro ocidental foi salvo, basicamente, por meio da transferência de suas dívidas e obrigações para o Estado (lembram-se dos Bancos Centrais comprando os 'ativos tóxicos', que não valiam nada, das instituições financeiras privadas?).
O Citigroup foi uma das instituições financeiras privadas que foram salvas pelo governo dos EUA após o estouro da crise de 2007-2008, que levou à falência todo o sistema financeiro privado da maior economia mundial. Na época, o governo dos EUA injetou US$ 20 bilhões na instituição e esta chegou a demitir 50 mil funcionários.
Desta maneira, o Estado 'obsoleto, ineficiente, corrupto' (segundo os neoliberais), salvou o Capitalismo de uma crise que teria sido infinitamente pior do que a Grande Depressão dos anos 1930, evitando a sua queda final.

As políticas anticíclicas keynesianas dos governos Lula e Dilma tiveram sucesso, mas atingiram um limite!

Tal retração da economia brasileira, no entanto, foi momentânea e durou apenas um semestre, e foi seguida de uma rápida recuperação devido ao conjunto de políticas anticíclicas keynesianas adotadas pelos governos Lula e Dilma, que promoveram medidas como:

1) Reduções de impostos (de automóveis, linha branca, móveis, computadores, material de construção civil, etc), que baratearam os preços de produtos largamente consumidos pela população. Com isso, estimulou-se fortemente a demanda interna, fazendo com que os investimentos privados não fossem interrompidos;

2) Elevação de investimentos públicos. Exemplos: criação do Minha Casa Minha Vida, elevados investimentos da Petrobras no pré-sal, obras de infraestrutura (rodovias, usinas hidrelétricas, ferrovias, aeroportos), vide expansão do PAC (que foi criado em 2006);

3) Aumento de salários e dos gastos sociais, com aumentos reais anuais para o salário mínimo, aumento do orçamento do Bolsa Família, criação do ProUni e expansão do Fies (as despesas com o programa cresceram fortemente, chegando a R$ 13,4 bilhões em 2014), entre outras medidas que elevaram os gastos sociais públicos;

4) Desoneração da folha de pagamento, que implicou em renúncias fiscais significativas (de R$ 21,5 bilhões apenas em 2012) por parte do Governo Federal, a fim de sustentar o nível de emprego da economia brasileira em um contexto de grave crise mundial;

5) Aumento da oferta de crédito e diminuição dos juros pelos bancos públicos (BB, CEF, BNDES), que conquistaram participação de mercado que, antes, pertencia aos bancos privados. Aliás, este é um dos principais motivos que leva o sistema financeiro a odiar a Presidenta Dilma, mesmo obtendo lucros astronômicos. Somente o Banco Itaú, em 2014, obteve um lucro de R$ 20,4 bilhões.

Obs: E mesmo assim uma das herdeiras do Banco Itaú participou de manifestações no início deste ano exibindo cartazes dizendo ‘Fora Dilma’. Provavelmente ela deve pensar que o lucro anual de R$ 20 bilhões, apenas para o Itaú, é pouca coisa.

Tais medidas permitiram a continuidade do crescimento econômico brasileiro, mesmo que num patamar inferior ao de antes da crise, embora isso tenha acontecido com todas as outras economias que continuaram crescendo (China, Índia, México).

Com o sucesso das políticas anticíclicas adotadas pelos governos Lula e Dilma, o Brasil terminou 2014 com a menor taxa de desemprego da sua história (4,8% na média anual) e o salário mínimo atingiu, em Janeiro de 2015, o maior poder de compra dos últimos 50 anos.

Cenário econômico mundial ruim por muitos anos obriga o governo Dilma a promover ajuste econômico a partir de 2015!

O problema, no entanto, é que a diminuição do ritmo de crescimento econômico brasileiro afetou negativamente a arrecadação de impostos o que, combinado com o agravamento da situação econômica mundial (uma Grande Recessão nos países ricos), a valorização do Real, a desvalorização de outras moedas, redução de custos de produção em outros países, a desvalorização das principais commodities de exportação do país (minério de ferro, soja, milho), fizeram com que a situação das contas públicas e externas brasileiras piorasse sensivelmente, principalmente em 2014.
Em apenas uma década a China tornou-se o maior mercado de exportações para o Brasil, ultrapassando os EUA e a Argentina.
No ano passado, o déficit público nominal chegou a 6,6% do PIB e o déficit em transações correntes (contas externas) atingiu os 4,4% do PIB, números que são insustentáveis a curto e médio prazo. E isso obrigou o governo Dilma, já no final do primeiro mandato, a começar a discutir a necessidade de se promover um ajuste na economia, com o objetivo de reverter o processo de deterioração das contas públicas e externas que se verificou em 2014.

A crise e os países emergentes!

Nos anos seguintes ao início da crise, os governos de outros países emergentes também adotaram medidas de estímulo econômico, tipicamente keynesianas, a fim de combater a crise do neoliberalismo global e que ameaçava a toda a economia mundial com uma nova Grande Depressão e de proporções devastadoras.

O governo da China, por exemplo, aumentou fortemente os investimentos públicos (em grandes obras de infraestrutura: aeroportos, rodovias, usinas hidrelétricas), reduziu a taxa de juros e aumentou significativamente a oferta de crédito por parte dos bancos públicos.

Outros governos de países emergentes, pelo mundo afora, adotaram medidas semelhantes.

Com isso, durante um determinado período de tempo as economias emergentes conseguiram sustentar o crescimento da economia global, mas já em um ritmo menor em função da Grande Recessão (como a chamou o FMI) que se abateu sobre as economias dos EUA, União Europeia e Japão.

A Grande Recessão dos países ricos derruba o crescimento dos países emergentes!

Nos EUA, por exemplo, a taxa de desemprego chegou a 10% no ano de 2009, sendo que era de apenas 4,4%em 2007,  antes do estouro da chamada ‘bolha das hipotecas sub-prime’.

Na União Europeia a crise do neoliberalismo global levou a uma brutal recessão e o desemprego disparou, passando dos 10%, sendo que ainda se encontra em um patamar próximo deste índice sete anos depois que a crise começou.

Os governos da Grécia, Espanha, Irlanda e Itália praticamente faliram após o estouro da crise neoliberal global de 2007-2008.

Na terra de Sócrates e Platão o ano de 2014 terminou com uma taxa de desemprego de 25,8% (entre os jovens ela é de 50%) e uma dívida pública de 175% do PIB. Entre 2009 e 2014 o PIB grego desabou mais de 29%, caracterizando claramente uma Grande Depressão. Na Espanha a taxa de desemprego ainda se encontra em um patamar altíssimo, de 23,8%, típico de países que enfrentam os efeitos de uma Depressão econômica.

E a operação de salvamento do sistema financeiro privado também gerou um forte aumento do endividamento público. Em vários países, a injeção de recursos públicos para salvar o sistema financeiro privado chegou a dobrar a dívida pública, que se aproximou (e em alguns países ultrapassou) dos 100% do PIB.
Entre 2007 e 2013 o PIB do Brasil cresceu 17,7%, enquanto o dos EUA se expandiu apenas 6,3% e o da Zona do Euro caiu 2,1%. 
Em alguns países, o nível de endividamento público atingiu um patamar literalmente impagável. Na Grécia ele está em 175% do PIB, na Itália o mesmo é de 132,1% do PIB e em Portugal ele é de 130,2% do PIB e na Irlanda o mesmo atinge os 109,7% do PIB.

Mesmo os EUA possuem uma dívida pública gigantesca, de 101,5% do PIB. O país somente não entra em uma crise econômica brutal porque o mundo todo financia tal endividamento, por meio da compra de dólares e de títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA. Se não fosse por isso, mesmo a terra do Tio Sam, que é a nação mais rica e poderosa do mundo, já teria desmoronado numa crise de gigantescas proporções.

Os EUA ainda iniciaram um processo de recuperação nos últimos anos, mas o mesmo ainda é incerto, pois se dá numa situação em que a taxa real de juros da economia ianque é negativa, o que é feito para se estimular o crescimento econômico e a geração de empregos.

Mas a questão é: O que acontecerá quando o FED voltar a elevar a taxa de juros? A recuperação econômica dos EUA, que ainda não é total (a taxa de desemprego é de 5,5%, índice superior aos 4,4% de 2007), mesmo sete anos após a falência do Lehman Brothers, terá continuidade ou o país mergulhará novamente em recessão?

Somente notórios malucos podem acreditar que tais dívidas públicas (como as da Grécia, Espanha, Irlanda, Itália, e Portugal) possam vir a ser pagas. Não há como fazer isso, a não ser impondo políticas econômicas e sociais draconianas e verdadeiramente criminosas contra a população destes países, e que irão gerar desemprego, pobreza e miséria em massa, como já está acontecendo, aliás. Vide o caso da Grécia.

Mesmo na Espanha, que é um país muito mais rico do que o dos gregos, um terço das crianças já vive abaixo da linha da pobreza e 10% das crianças espanholas já vivem em situação de pobreza extrema.

Com o agravamento da situação econômica e social dos EUA, União Europeia e Japão, cuja crise continua até os dias atuais, mesmo as economias emergentes acabaram sofrendo os efeitos da Grande Recessão que se abateu sobre os países mais ricos que, somados, representam 54% do PIB global.

Desta maneira, mesmo um país como a China, que cresceu em torno de 10% ao ano ou mais durante muito tempo (chegou a 11,4% em 2007) acabou sentindo os efeitos da Grande Recessão dos países ricos e, agora, seu ritmo de crescimento econômico caiu para 7,8% em 2012 e  despencou para cerca de 7% ao ano atualmente (que foi a taxa de expansão do primeiro trimestre de 2015).

Países emergentes desaceleram fortemente em função da crise dos países ricos!
Taxas de desemprego pelo mundo no início de 2015. A taxa brasileira é a menor da lista.
Assim, todos os países emergentes passaram por um rápido processo de desaceleração econômica a partir do agravamento e da continuidade da crise global, em especial, a partir de 2009.

E a significativa desaceleração da economia chinesa foi fatal para a imensa maioria destes países, que já não tinham mais os benefícios do ‘ciclo das commodities’, período no qual a cotação das mesmas disparou no mercado internacional, beneficiando a todas as economias que são importantes produtoras e exportadoras das mesmas.

Como resultado do fim do ‘ciclo das commodities’, todas as principais economias emergentes passaram a crescer muito menos ou até entraram em recessão. A economia da América Latina, por exemplo, cresceu abaixo de 1,5% em 2014. E isso é muito importante para o Brasil, pois esta região é o maior mercado de exportação de produtos industrializados brasileiros. Países como Argentina e Venezuela são grandes clientes das indústrias brasileiras e qualquer crise que aconteça nestes dois países acaba prejudicando a economia brasileira, é claro. 

O grande problema dessa combinação de políticas econômicas anticíclicas, expansivas, nos países emergentes, e de políticas recessivas nos países ricos, é que isso gera crescentes desequilíbrios na balança comercial e no saldo de transações correntes (contas externas) ao longo do tempo.

Vejam o caso do Brasil, por exemplo. A nossa economia cresceu 17,7% entre 2007 e 2013 (dados do FMI), enquanto que a economia da Zona do Euro diminuiu 2,1% no mesmo período de tempo e a dos EUA se expandiu 6,3%.

Oras, é claro que em situação diametralmente opostas (Brasil crescendo e Zona do Euro em recessão e EUA crescendo muito menos do que o nosso país) ficou muito mais difícil para o Brasil sustentar o nível das suas exportações para a região do Euro e para os EUA e ficou mais fácil para que acontecesse o contrário, ou seja, que as exportações da Zona do Euro e dos EUA aumentassem para o Brasil.

Quando o Brasil tem relações comerciais relativamente livres com uma economia que cresce muito mais rapidamente do que a brasileira (exemplo: China), o nosso país se beneficia com isso, porque o ritmo de crescimento das exportações brasileiras é maior do que o das importações. E quando fazemos tal comércio com uma economia que cresce muito menos do que a brasileira (exemplo: EUA ou Zona do Euro), ocorre o contrário, ou seja, as importações aumentam mais rapidamente do que as exportações.
Entre 2008 e 2013, o PIB brasileiro cresceu 19,3%, bem acima da taxa do México, que chegou ao 10,7% no mesmo período de tempo e que é a única economia latino-americana cujo porte pode ser comparada ao da brasileira na região.
E como no período pós-crise global a economia do Brasil foi uma das que mais cresceu entre as principais economias mundiais (a expansão foi de 19,3% entre 2008-2013), enquanto que as maiores economias do mundo, no mesmo período de tempo, ou estavam em recessão ou crescendo muito menos do que a do Brasil, o expressivo superávit comercial brasileiro acumulado entre 2003 e 2013 se transformou em déficit em 2014.  

Com isso, a balança comercial brasileira, que acumulou um superávit de US$ 311 bilhões entre 2003-2013, tornou-se deficitária, pela primeira vez em mais de 10 anos, em 2014, quando o Brasil teve um déficit comercial de US$ 3,9 bilhões.

Tal resultado deficitário voltou a ser revertido em 2015, quando o fraco desempenho da economia brasileira e uma maior expansão da economia em outros países, junto com a desvalorização do Real frente ao Dólar (que passou a ser cotado em torno de R$ 3,10), promoveram o retorno do superávit comercial já no primeiro semestre de 2015 (de US$ 2,2 bilhões), sendo que apenas o superávit comercial de Junho deste ano foi de US$ 4,5 bilhões, o segundo melhor resultado da história para o mês.

Além disso, como o Real manteve-se bastante valorizado em relação às moedas de outros países por muitos anos seguidos, isso também contribuiu para um crescente aumento do déficit em transações correntes, pois tal valorização encareceu os produtos brasileiros e barateou os importados. Tal fenômeno foi agravado, ainda, pelo fato de que as principais economias mundiais promoveram significativas desvalorizações de suas moedas, a fim de aumentar as exportações e sair da crise.

E outras economias, como as da União Europeia, passaram a reduzir substancialmente os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, a fim de se reduzir os seus custos de produção e aumentar a competitividade de suas economias.

Neste contexto, cresceram substancialmente os gastos de turistas brasileiros no exterior (ultrapassaram os US$ 25 bilhões em 2013 e em 2014, totalizando US$ 51,6 bilhões em apenas dois anos) e o superávit comercial brasileiro se transformou em déficit em 2014.

Segundo mandato de Dilma: O ajuste Econômico e as perspectivas de retomada do crescimento econômico!

Agora, com o encarecimento do Dólar, tanto as viagens para o exterior como os produtos importados ficaram muito mais caros e, com isso, o superávit comercial voltou com força e as despesas de brasileiros no exterior diminuíram bastante em 2015, sendo que somente em Maio deste ano os gastos de turistas brasileiros no exterior caíram 37,4% em relação ao mesmo mês de 2014.

Nos quatro primeiros meses de 2015, o superávit primário chegou R$ 32,5 bilhões, o que representa quase 49% da meta prevista para todo o ano, o que configura uma possibilidade concreta de que tal meta (de 1,2% do PIB ou R$ 66 bilhões) seja atingida.
Obras da Usina de Belo Monte, que faz parte do PAC e é financiada pelo BNDES. Ela será a quarta maior usina hidrelétrica do mundo quando estiver funcionando a plena carga. Ela irá gerar energia suficiente para 60 milhões de pessoas, mais do que as populações da Argentina e do Chile somadas (dá um total de 59 milhões). 
Portanto, o ano de 2015 já aponta para o início de uma recuperação econômica e financeira do Brasil, puxada pelo crescente superávit comercial que, junto com a diminuição sensível de gastos de turistas brasileiros no exterior, irão resultar numa forte diminuição do déficit em transações correntes. Desta maneira, o grau de confiança na economia brasileira, tanto por parte de investidores brasileiros, como de estrangeiros, irá aumentar, contribuindo para o aumento dos investimentos produtivos no país.

Além disso, a previsão de inflação do mercado financeiro (boletim Focus) para 2016 está em 5,5%, mas para o Banco Central a estimativa de inflação para o final do ano que vem é ainda menor, de 4,8%, aproximando-se cada vez mais do centro da meta, que é de 4,5%.

E o governo Dilma também aumento, neste ano, em 20% a oferta de crédito para agricultura, tanto a empresarial, como a familiar, apontando para um novo recorde na produção de grãos do país em 2016.

Já em 2015, a safra de grãos do Brasil atingiu um novo recorde histórico, ficando em torno de 204 milhões de toneladas (segundo o IBGE), acumulando um crescimento de 110,3% em relação aos 97 milhões de toneladas produzidos em 2002.

Com essa combinação de cotação realista para o Real (em torno de R$ 3), inflação menor em 2016, volta do superávit comercial, forte redução do déficit externo e grande aumento dos investimentos em infraestrutura (veja o caso do pacote de concessões de quase R$ 200 bilhões anunciado, pelo governo Dilma, recentemente para o setor), estão sendo criadas as condições para a retomada do crescimento econômico brasileiro a partir de 2016, ainda de uma forma mais tímida, e de maneira mais intensa a partir de 2017.

Além disso, mesmo com todas as incertezas econômicas mundiais (vide a crise da Zona do Euro), o Brasil foi o quinto país que mais recebeu investimentos externos produtivos em 2014, chegando a US$ 62 bilhões e ficando atrás apenas da China, EUA, Reino Unido e Cingapura. E caso o ajuste econômico feito por Dilma dê bons resultados, as perspectivas são de que tal valor se mantenha elevado e até venha a crescer.
Enquanto o Salário Mínimo subiu 75% acima da inflação entre 2003-2015, o desemprego despencou e fechou 2013 em 5,5% e 2014 em 4,8% (média anual), que foi a menor taxa da história do país. 
Ainda mais que a Presidenta Dilma está procurando intensificar as relações comerciais e a atração de investimentos externos com as principais economias mundiais. O recente acordo para receber US$ 53 bilhões em investimentos chineses, os acordos fechados com o México e a recente viagem bem sucedida aos EUA, onde pôde apresentar e divulgar as oportunidades de investimento que o Brasil tem a oferecer aos empresários dos EUA, também demonstra, claramente, o inegável potencial de retomada do crescimento econômico por parte do Brasil.

Desta maneira, em 2016 poderemos ter o início de um novo ciclo de crescimento econômico para o Brasil e que poderá durar, talvez, mais uma década, principalmente se o cenário econômico mundial melhorar bastante nos próximos anos e o governo do país não cair, novamente, nas mãos dos tucanos e da direita neoliberal, que são especialistas em levar o Brasil à falência, obrigando-o a recorrer ao FMI sucessivas vezes, tal como aconteceu durante o governo FHC.

E desta forma teremos a garantia de que estarão criadas as condições, políticas e econômicas, para que possa dar continuidade e aprofundar as políticas de inclusão social e de distribuição de renda implantadas nos governos Lula e Dilma.

Tais políticas foram as grandes responsáveis por melhorar as condições de vida da população, resultando, até mesmo, na virtual eliminação da pobreza e da fome no país, tal como apontaram, recentemente, o Banco Mundial e a ONU.

E com o início de um novo ciclo econômico expansivo e sustentado, tal processo poderá continuar sem maiores turbulências.

Que assim seja.
Os investimentos sociais passaram a ser prioritários a partir dos governos Lula e Dilma, crescendo quase 80% em termos reais entre 2003 e 2011.

Links:

Ciclos de Kondratiev:


Preço da tonelada do minério de ferro poderá cair para menos de US$ 50 em 2015:


Dívida Pública da França cresce e chega aos 97,5% do PIB:


Brasil: Salário Mínimo atinge o maior poder de compra dos últimos 50 anos:


Brasil: Taxa de desemprego atinge menor patamar da história (4,3% em Dezembro e 4,8% na média anual):


Espanha: Pobreza extrema atinge 10% das crianças e um terço já vive abaixo da linha da pobreza:

http://politica.elpais.com/politica/2015/06/05/actualidad/1433502782_556542.html


Em 2002 o Brasil tinha o 14o. maior PIB mundial. Em 2013, já possuía o 6o. maior PIB do planeta.
Dívida Pública da Grécia e de outros países:

EUA: Taxa de desemprego em Maio de 2015 é de 5,5%:


PIB Mundial:


Crescimento econômico da China em 2007 foi de 11,4%:


China: Crescimento econômico de 2012 foi de 7,8%:


China: PIB cresce 7,4% em 2014, o menor patamar em 24 anos:


China: Crescimento econômico ficou em 7% no 1º. Trimestre de 2015:


México: País sofre com desaceleração econômica:


Chile: Crescimento econômico de 2014 é o menor em 5 anos:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0J21R920141118


Investimentos da Petrobras no pré-sal crescem de maneira expressiva e a produção de petróleo e gás natural passou de 549 mil barris diários em Maio de 2014 para 896 mil barris diários em Maio de 2015, acumulando um expressivo crescimento de 63,2% em apenas um ano. 
América Latina: PIB da região cresce abaixo de 1,5% em 2014:


PIB do Brasil cresce mais do que a dos EUA desde 2008:


Marcio Pochmann: Em 2014, economia mundial segue fragilizada:


Brasil: Déficit comercial em 2014 foi de US$ 3,9  bilhões:


Brasil registra superávit comercial de US$ 2,2  bilhões no primeiro semestre de 2015:


Gastos de turistas brasileiros no exterior diminuíram 37,4% em Maio de 2015:


Gastos de turistas brasileiros no exterior batem em recorde em 2014, atingindo os US$ 25,6 bilhões (contra US$ 25 bilhões em 2013):


Governo Dilma lança o maior Plano Safra da história do país (R$ 187 bilhões):


Desoneração da folha de pagamento gerou benefícios de R$ 21,5 bilhões em 2012:

Gastos com o Fies chegaram a R$ 13,4 bilhões em 2014:


Superávit primário de Janeiro a Abril de 2015 chega a R$ 32,5 bilhões:

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