Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 7 de julho de 2015

Brasil já enfrentou crises econômicas piores do que a atual! E superou todas! - Marcos Doniseti!

Brasil já enfrentou crises econômicas piores do que a atual! E superou todas! - Marcos Doniseti!

Investimentos estrangeiros na produção cresceram de forma expressiva nos governos Lula e Dilma. E isso aconteceu sem que fosse necessário promover privatizações, tal como ocorreu no governo FHC.

Muitos criticam as políticas de ajuste econômico adotadas pelo governo Dilma no início deste segundo mandato. Eu também não gosto delas, mas reconheço a necessidade das mesmas, a fim de se criar as condições necessárias para que o Brasil dê início a um novo ciclo de crescimento econômico sustentado, com inflação menor e contas públicas e externas equilibradas, que sejam financiadas sem maiores dificuldades.

Mesmo com a política de aumento da taxa Selic pelo Copom as taxas de juros reais no Brasil, hoje, são de 5% ao ano (taxa Selic menos a inflação acumulada em 12 meses), contra 12,5% no final do governo FHC. Eu adoraria fazer um empréstimo no banco pagando juros tão baixos.

O ajuste econômico atual é feito em função da necessidade de se reduzir o déficit público nominal (de 6,6% do PIB em 2014) e o déficit externo (em transações correntes, de 4,2% do PIB em 2014) e que subiram muito em 2014, depois de 7 anos de políticas anti cíclicas keynesianas, durante os quais os governos Lula e Dilma promoveram um grande aumento de investimentos públicos, desoneração da folha de pagamento, redução de juros e de impostos, aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos, aumento dos gastos sociais e dos salários reais.

Tais políticas sustentaram a atividade econômica brasileira após o início da crise neoliberal global em 2007-2008, que tiveram início com as crises das hipotecas subprime (que começou em 2007) e pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers (em 2008), o que fez com que o Brasil fosse o 3o. país que mais crescesse no mundo entre 2008 e 2013, entre as grandes economias mundiais, ficando atrás apenas da China e da Índia.



Taís níveis de déficit (público e externo) são insustentáveis a curto prazo e precisam ser reduzidos antes que um maciço processo de fuga de capitais afunde o país numa crise infinitamente pior (tal como aconteceu em 1998 e em 2002), caindo numa crise semelhante à da Grécia atualmente ou a da Argentina (em 2000-2001) ou então o obrigue, novamente, a ter que recorrer ao FMI devido à impossibilidade de continuar honrando os seus compromissos externos (tal como FHC em 1998, 2001 e 2002).

O maior problema de grande parte das Esquerdas radicais brasileiras, que fazem duras críticas às políticas de ajuste econômico adotadas pelo governo Dilma, é que elas não conhecem coisa alguma a respeito de macroeconomia, não fazendo a menor ideia de como a mesma precisa ser administrada. E se fazem ideia e a criticam, então é porque estão apostando no 'quanto pior, melhor', como faz a oposição midiática, reacionária, golpista e entreguista.,

É sempre bom lembrar: Crises econômicas são cíclicas no Capitalismo, algo que as Esquerdas parecem ter se esquecido. Em um momento de dificuldades, como é o atual, cabe ao governo Dilma criar as condições para se iniciar um novo ciclo de crescimento sustentado e não artificial (como aconteceria caso tais déficits fossem mantidos no patamar atual a fim de estimular a atividade econômica).

E é exatamente isso que o governo Dilma está fazendo neste momento.

Não é a primeira vez que o Brasil enfrenta uma crise desse tipo.

O governo Lula herdou uma crise econômica e financeira muito pior do governo FHC e fez um ajuste econômico ainda mais duro do que o atual entre 2003-2005.

Mas ao fazer isso o seu governo criou as condições necessárias para que o Brasil iniciasse um novo ciclo econômico de crescimento sustentado que durou 10 anos (2004 a 2013).

Nesta década de crescimento, que começa no governo Lula e continua no primeiro mandato de Dilma, tivemos os seguintes resultados:

1) O Brasil se tornou a 7a. maior economia mundial (o PIB do país cresceu de US$ 459 bilhões, em 2002, para US$ 2,2 trilhões em 2013);

2) O Brasil acumulou reservas internacionais de US$ 371 bilhões (a 6a. maior do mundo, sendo que eram de apenas US$ 16,3 bilhões em 2002). Somente China, Japão, Arábia Saudita, Suíça e Taiwan possuem reservas superiores às do Brasil;

3) O Brasil reduziu a taxa de desemprego para o menor patamar da sua história, fechando o ano de 2014 com uma taxa média anual de 4,8%, contra 12,6% em 2002, quando tínhamos o segundo maior número de desempregados do mundo (11 milhões), ficando atrás apenas da Índia;

4) O Brasil reduziu a inflação (que caiu de 12,5% em 2002 para 6% ao ano, em média, entre 2004-2014, ficando 11 anos seguidos dentro das metas determinadas pelo CMN);

5) O Brasil tirou 40 milhões de pessoas da miséria, ampliou consideravelmente o mercado consumidor do país. Exemplo: As vendas de carros zero km chegaram a quase 14 milhões entre 2011-2014, o maior patamar da nossa história;

6) O Brasil recuperou a capacidade de investimento do Estado (vide a criação do PAC), iniciando uma nova era de construção de grandes obras com muitos investimentos em infra estrutura (usinas hidrelétricas, aeroportos, ferrovias, rodovias), algo que não acontecia desde a crise da dívida externa do início dos anos 1980, ainda no governo militar de João Figueiredo;

7) O Brasil atraiu o maior volume de investimentos externos produtivos da sua história durante os governos Lula e Dilma, somando US$ 476 bilhões: Foram US$ 217 bilhões em oito anos de governo Lula e mais US$ 259 bilhões apenas no primeiro mandato de Dilma;

8) O Brasil praticamente eliminou a pobreza extrema, segundo informou o Banco Mundial, e pela primeira vez em sua história o país saiu do Mapa da Fome da ONU.

Já superamos crises até piores do que a atual e o mesmo irá acontecer agora. E com isso iremos iniciar um novo ciclo de crescimento econômico sustentado que irá dar continuidade ao processo de inclusão social, distribuição de renda e melhoria das condições de vida da população.

Links:


Dívida Pública Líquida caiu para 33,6% do PIB em Maio de 2015:

https://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC

ONU: Brasil superou o problema da fome, que diminuiu 82,1% entre 2002 e 2013:

http://www.revistaforum.com.br/blogdascidades/2014/09/16/nacoes-unidas-brasil-superou-o-problema-da-fome/

Brasil encerrou 2014 com a menor taxa de desemprego da história:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/01/brasil-encerra-2014-com-menor-taxa-de-desemprego-ja-registrada.html

Balança Comercial do Brasil entre 1993 e 2015:

http://br.advfn.com/indicadores/balanca-comercial/brasil

Banco Mundial: Brasil praticamente erradicou a pobreza extrema:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/23/politica/1429790575_591974.html

Ascensão da classe C promove revolução social no Brasil:

http://www.cartacapital.com.br/mais-admiradas/como-a-ascensao-da-classe-c-causou-uma-revolucao-social-2482.html


PIB mundial, por países (listagens do FMI, Banco Mundial e CIA):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal

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