Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 20 de setembro de 2015

Novo governo de Alexis Tsipras terá maioria absoluta no Parlamento grego! - Marcos Doniseti!

Novo governo de Alexis Tsipras terá maioria absoluta no Parlamento grego! - Marcos Doniseti!
O partido liderado por Alexis Tsipras, o Syriza, voltou a vencer uma eleição para o Parlamento grego, conquistando 35,5% dos votos e conquistando 145 cadeiras. Junto com os 10 deputados eleitos pelo ANEL (Gregos Independentes) ele terá maioria absoluta no novo Parlamento do país.
Algumas observações sobre a eleição para o Parlamento da Grécia que se realizaram hoje: 1) O Syriza terá 145 deputados no novo Parlamento grego. Junto com os 10 do ANEL (Gregos Independentes) o governo de Alexis Tsipras chegará aos 155 deputados, passando a ter maioria absoluta (são 300 deputados no total). Na eleição anterior, os dois partidos elegeram 162 deputados e, agora, conquistaram 155 cadeiras no Parlamento, uma pequena queda. Interessante observar que o partido criado pelos dissidentes do Syriza, o Unidade Popular (que rejeitou o acordo feito por Tsipras com a UE), teve apenas 2,8% dos votos e não elegeu nenhum deputado para o Parlamento grego (percentual mínimo para isso é de 3%). 2) Para ter enfrentado a UE com sucesso nas negociações sobre o novo acordo assinado com o bloco europeu, Alexis Tsipras teria que ter tido o apoio decisivo dos governos da França e da Itália, pelo menos. Mas isso não aconteceu. Isolado, ele ficou sem opção e acabou aceitando fechar um acordo que nem ele e tampouco o povo grego, de fato, desejava. O Syriza chegou a sofrer uma dissidência da sua ala mais esquerdista, sendo que 25 deputados saíram do partido e criaram uma nova legenda, a Unidade Popular, mas que fracassou nesta eleição, obtendo apenas 2,8% dos votos. Com isso, a UP não elegeu nenhum deputado para o Parlamento grego, pois somente partidos que alcancem os 3% dos votos tem direito a possuir representantes no mesmo. 3) O cenário político europeu está passando por mudanças e o novo governo de Tsipras poderá acabar se beneficiando com isso. Exemplo concreto desta possibilidade é a de que existe a perspectiva de vitória da oposição na eleição para o Parlamento espanhol, que será realizada em Novembro próximo. A oposição, representada pelo PSOE/Podemos/Izquierda Unida, somados, tem cerca de 47% das intenções de voto, contra uns 39% dos partidos mais conservadores (PP e Ciudadanos). A vitória da oposição na Espanha, com a possível participação do Podemos no novo governo, beneficiará o Syriza, pois existe uma grande afinidade política e ideológica entre o partido de Tsipras e o Podemos espanhol. No Reino Unido, o forte e tradicional Partido Trabalhista britânico acabou de eleger um líder da sua ala esquerdista, Jeremy Corbyn, para comandar a mais do que centenária legenda ligada aos sindicatos britânicos. E a sua vitória deu vida nova a um partido que havia estagnado e se afastado das suas lutas e posições históricas, em defesa do Welfare State (Estado de Bem-Estar Social), que os próprios Trabalhistas construíram no Reino Unido do pós-Guerra. Mesmo a rica Finlândia enfrenta a sua maior greve geral dos últimos 20 anos, contra as políticas de arrocho adotadas pelo governo conservador do país. E se a vitória da oposição realmente se confirmar na Espanha, então a UE terá que rever, sim, as suas políticas de arrocho. E Tsipras poderá se beneficiar com isso. No seu discurso de vitória, Alexis Tsipras disse uma frase bastante interessante, no qual falou que iria lutar 'para mudar as forças na Europa'. É mais do que evidente que Tsipras conta com uma mudança no cenário político europeu durante este seu segundo governo e que isso poderá vir a beneficiá-lo. Afinal, uma coisa é isolar a pequena Grécia. Outra coisa, bem diferente, é isolar a Espanha, que possui a quinta maior economia da UE.
O Syriza elegeu 145 deputados na eleição para o Parlamento grego, mesmo tendo perdido 25 deputados da legislatura anterior, que criaram um novo partido (o Unidade Popular, que teve apenas 2,8% dos votos e não elegeu nenhum deputado).
4) Na verdade, penso que os gregos deram uma grande demonstração de maturidade política nessa eleição. Depois do que a UE fez com o Alexis Tsipras, eu temia que ocorresse um grande crescimento do partido neonazista, Aurora Dourada, e também do Comunista (KKE), mas isso não aconteceu. Vejam no texto do site 'Esquerda.net' (ver link abaixo) que os resultados das eleições de Janeiro e de Setembro deste ano praticamente não se alteraram, mesmo com a abstenção tendo aumentado de 36% para 45%. O Syriza elegeu 149 deputados em Janeiro deste ano e 145 agora; O Nova Democracia (conservador) elegeu 76 deputados em Janeiro e 75 agora; O Aurora Dourada elegeu 17 deputados em Janeiro e 18 agora; O KKE (Comunista) elegeu 15 deputados em Janeiro e os mesmos 15 agora; O ANEL (Gregos Independentes) elegeu 13 deputados em Janeiro e 10 agora. As variações nos resultados das duas eleições foram mínimas, portanto; 5) Desde janeiro há uma tendência de queda na taxa de desemprego na Grécia (caiu de 25,6% para 25%). Aliás, a taxa de desemprego está diminuindo, gradualmente, na UE, inclusive na Espanha, que tem a segunda maior taxa do bloco. Precisamos, no entanto, esperar para ver se essa tendência irá continuar, devido à piora do cenário econômico mundial, principalmente nos países emergentes. Caso o nível de desemprego continue em queda na UE e na Grécia, isso também poderá fortalecer politicamente ao governo de Tsipras.

Links:

Syriza volta a vencer eleição para o Parlamento grego:


http://www.esquerda.net/artigo/syriza-vence-eleicoes-na-grecia/38742


Finlândia enfrenta a sua maior greve geral dos últimos 20 anos:


http://www.esquerda.net/artigo/finlandia-faz-maior-greve-geral-das-ultimas-duas-decadas/38719


O que significa a escolha de Jeremy Corbyn para ser o novo líder do Partido Trabalhista britânico:


http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/O-que-significa-a-vitoria-de-Jeremy-Corbyn-/6/34499


Pablo Iglesias dá as boas-vindas ao novo líder Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn:


http://www.esquerda.net/artigo/pablo-iglesias-bem-vindo-jeremy-corbyn-caminhemos-juntos/38614


Conheça as propostas de Jeremy Corbyn:


http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Conheca-as-propostas-do-novo-lider-do-trabalhismo-ingles/6/34484


Finlândia promove a maior greve geral das últimas décadas:


http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Finlandia-faz-maior-greve-geral-das-ultimas-duas-decadas/6/34550


Espanha: Partidos de oposição tem 47,2% das intenções de voto:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2015/08/espanha-pesquisa-eleitoral-mostra.html

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