Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 13 de setembro de 2015

O Brasil atual e as crises econômicas cíclicas do Capitalismo! - Marcos Doniseti!

O Brasil atual e as crises econômicas cíclicas do Capitalismo! - Marcos Doniseti!
As reservas internacionais liquidas do Brasil cresceram de US$ 16,3 bilhões (2002) para US$ 370,9 bilhões atualmente. Agora, elas são suficientes para pagar toda a Dívida Externa Bruta do país, que é de US$ 343,5 bilhões, e ainda sobrariam US$ 27 bilhões no caixa do Governo brasileiro. 
Vários economistas já comprovaram que a economia Capitalista passa por ciclos econômicos, que se dividem em ciclos de expansão (crescimento) e de contração (recessão) da atividade econômica. Um dos principais estudiosos do assunto foi um economista russo, Nikolai Kondratiev. 

O Brasil passou por um ciclo de expansão da sua economia que durou 10 anos (2004 a 2013) e agora está em um ciclo de contração, que provavelmente irá durar cerca de 2 anos (2014 e 2015). 

A função do governo Dilma, agora, é a de criar as condições necessárias para que um novo ciclo de expansão possa ter início, já a partir de 2016.

No próximo ano teremos uma queda significativa da inflação, tornando possívei o início de um processo de redução da taxa Selic, e um aumento do superávit comercial (que já retornou em 2015, quando o mesmo deverá ficar em torno de US$ 15 bilhões).

Também teremos, já a partir de 2015, uma redução do déficit externo, devido crescimento do superávit comercial, à queda dos gastos de turistas brasileiros no exterior e a redução das remessas de lucros para fora do país. 

Os planos de investimentos já anunciados pelo governo Dilma (em Energia e em Infra-Estrutura - rodovias, ferrovias, portos, aeroportos - que somam investimentos de mais de R$ 380 bilhões, sendo R$ 186 bilhões em Energia e R$ 198 bilhões em Logística), o lançamento do Minha Casa Minha Vida 3, o Plano Safra que contará com recursos 20% maiores em relação à safra 2014/2015 (chegando a R$ 216 bilhões para a safra 2015/2016) também irão contribuir para a retomada do crescimento econômico.
Classes sócio-econômicas brasileiras passaram por significativas mudanças durante os governos Lula e Dilma, com a classe C crescendo de 65,9 milhões para 118 milhões (crescimento de 79%). Isso foi resultado do crescimento econômico, da geração de empregos e das políticas de inclusão social adotadas no período.
A atual crise mundial começou em 2007 com a crise das hipotecas subprime e que se aprofundou muito em 2008, quando tivemos a quebra do banco de investimentos ianque Lehmon Brothers, o colapso dos esquemas de aplicações financeiras desreguladas (fundos de hedge, derivativos, etc) e a quebra de todo o sistema financeiro privado da Europa e dos EUA.

Tal crise ainda está longe de terminar e os fatos recentes demonstram que ela ingressou em uma nova etapa, tal como indicam a forte queda dos preços das commodities e do petróleo, o desmoronamento da bolha especulativa nas Bolsas chinesas, a recessão ou forte desaceleração em todas as principais economias emergentes (Rússia, China, América Latina, Oriente Médio, etc). 

A questão é: Em que situação o Brasil se encontra atualmente para poder enfrentar essa que é a pior crise mundial desde a Grande Depressão dos anos 1930?

Afinal, vejam que, mesmo com as dificuldades que enfrentamos atualmente, ainda possuímos uma série de indicadores econômicos e financeiros altamente positivos, aos quais a Grande Mídia esconde na cara-dura.

Vamos postar alguns deles aqui, comparando com a situação econômica e financeira que o Brasil possuía em 2002, para se ter uma ideia melhor a respeito disso:

1) Inflação:

2002 = 12,5%;
2015 =   9,5%.

2) PIB:

2002 = US$ 459 bilhões (13o. PIB mundial e 4o. das Américas);
2014 = US$ 2,3 trilhões (7o. PIB mundial e 2o. das Américas).

3) Taxa de Juros (Selic):

2002 = 25% ao ano;
2015 = 14,25% ao ano.
Taxa média anual de desemprego despencou de 12,3% em 2002 para 4,8% em 2014. Em 2015, até Agosto, ela está em 6,4%.
4) Desemprego:

2002 = 12,6% (média anual);
2015 = 6,4% (média anual até Agosto).

5) Reservas Internacionais Líquidas:

2002 = US$ 16,3 bilhões (pagavam apenas 4 meses de importações);
2015 = US$ 370,9 bilhões (pagam 18 meses de importações).

6) Exportações:

2002 - US$ 60,4 bilhões;
2014 = US$ 225 bilhões.

7) Corrente de Comércio (Exportações + Importações):

2002 = US$ 109 bilhões;
2014 = US$ 455 bilhões.

8) Dívida Pública Líquida:

2002 = 60,4% do PIB;
2015 = 33,6% do PIB.

9) Investimentos Externos Produtivos no Brasil:

2002 = US$ 14,1 bilhões;
2014 = US$ 66,0 bilhões.

10) Relação Dívida Externa Bruta/Reservas Internacionais Líquidas:

2002 = Dívida Externa Bruta de US$ 210 bilhões (45,8% do PIB); 
Reservas Internacionais Líquidas de US$ 16,3 bilhões (3,6% do PIB); 
O Brasil era Devedor Externo Líquido em US$ 194 bilhões. 

2015 = Dívida Externa Bruta de US$ 343,2 bilhões (14,6% do PIB); 
Reservas Internacionais Líquidas de US$ 370,9 bilhões (15,8% do PIB); 
O Brasil é Credor Externo Líquido em US$ 27,7 bilhões (1,2% do PIB). 
A Dívida Pública Líquida caiu fortemente durante os governos Lula e Dilma, passando de 60,4% do PIB (2002) para 33,6% do PIB em 2015. 
Como se percebe, atualmente o Brasil está muito mais forte para enfrentar os efeitos da crise mundial iniciada em 2007/2008 e cujos efeitos atingiram com força ao país principalmente a partir de 2014. 

Mas, a partir de 2016 deveremos ter o início de um processo de recuperação da atividade econômica, principalmente a partir do segundo semestre. 

Daí,com as principais variáveis econômicas novamente equilibradas e sob controle (inflação em queda e contas públicas e externas em melhor situação) o país poderá dar início a um novo ciclo de expansão da atividade econômica. 

E desta maneira poderemos dar continuidade às políticas de inclusão social e de distribuição de renda que foram implementadas pelos governos Lula e Dilma entre 2003-2014 e que foram responsáveis, entre outras coisas, em fazer com 40 milhões de pessoas ascendessem para a classe C e outras 10 milhões subissem para as classes AB, bem como pelo fato do Brasil ter praticamente erradicado a pobreza extrema e ter saído do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em sua história. 

Links:

Reservas Internacionais Líquidas do Brasil em 10/09/2015:

https://www.bcb.gov.br/?RP20150910

Governo Federal irá ampliar os subsídios para famílias que ganham até R$ 2.350 mensais no Minha Casa Minha Vida 3:

http://blog.planalto.gov.br/governo-amplia-subsidios-para-familias-com-renda-de-ate-r-2-350-no-minha-casa-minha-vida-3/

Dados econômicos e financeiros do Brasil (histórico):

http://www.ipeadata.gov.br/

Banco Central - Setor Externo:

http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT

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