Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 3 de outubro de 2015

Eleição em Portugal: Forças progressistas caminham para formar o novo governo do país! - Marcos Doniseti!

Eleição em Portugal: Forças progressistas caminham para formar o novo governo do país! - Marcos Doniseti!

O 'Livre/Tempo de Avançar' apresentou propostas concretas para se estabelecer um diálogo entre as principais forças Progressistas de Portugal, visando elaborar um programa mínimo que unifique as mesmas e que leve à formação de um novo governo, que enterre as políticas de arrocho neoliberal adotadas pelo atual governo direitista do país. 
Neste domingo, teremos eleição para o Parlamento de Portugal. E as principais pesquisas demonstram, claramente, duas coisas:

1) A coligação de Direita Neoliberal, formada pelo PSD/CDS-PP, que governa atualmente o país, terá cerca de 38,5% dos votos (na média de 4 pesquisas recentes), ficando longe de obter a maioria absoluta no Parlamento (o que foi alcançado em 2011). 

2) Os partidos de Centro-Esquerda/Esquerda deverão atingir, somados, cerca de 50-51% dos votos (média das 4 principais pesquisas). O PS (Partido Socialista) tem 32%, CDU e Bloco de Esquerda alcançam 9% cada um e o 'Livre' fica em torno de 1%. 

Isso é o que indicam todas as principais pesquisas eleitorais realizadas em Portugal nos últimos dias.

Com isso, as forças políticas progressistas portuguesas terão maioria absoluta no Parlamento. O grande problema é a divisão existente entre os diferentes partidos e coligações de Esquerda/Centro-Esquerda (problema esse, aliás, que é mundial, certo?).

Neste sentido, concordo inteiramente com a proposta do Livre/Tempo de Avançar de se promover um amplo diálogo entre as forças Progressistas de Portugal para se tentar elaborar um programa mínimo, que possa unificar todas estas forças e, assim, formar um governo que abandone as políticas de arrocho Neoliberal que foram impostas ao povo português.

As principais forças da Centro-Esquerda e da Esquerda em Portugal são:

1) PSP = Partido Socialista Português, que deverá obter cerca de 32% dos votos neste Domingo;

2) Bloco de Esquerda = Liderado por Catarina Martins, é uma força política que está em ascensão e que tem cerca de 9% nas pesquisas mais recentes (no começo da campanha tinha apenas 4%);
Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, quer abandonar as políticas de arrocho neoliberal na Europa, priorizando-as as políticas sociais e preservando-se os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 
3) CDU - Coligação formada pelo tradicional PCP (Partido Comunista Português) e PEV (Verdes Ecologistas). Também tem cerca de 9% nas pesquisas mais recentes, tendo crescido entre 3 e 4 p.p. em relação ao início da campanha;

4) Livre/Tempo de Avançar - É um novo partido político de Esquerda, formado recentemente. Tem cerca de 1% nas pesquisas. 

Os líderes do 'Livre' são os responsáveis por apresentar a proposta de diálogo que visa unificar as forças Progressistas de Portugal para que elaborem um programa mínimo e formem o novo governo do país, visto que deverão ter, juntos, a maioria absoluta no Parlamento após a realização desta eleição (a não ser que todas as pesquisas estejam erradas). 

Caso essa unificação das forças Progressistas aconteça, então teremos mais um governo na União Europeia que deverá contestar as políticas de arrocho neoliberal que predominam no Velho Mundo atualmente.

E desta maneira o governo grego do Syriza não estará mais isolado, fato este que foi fatal nas negociações que o mesmo travou com a UE, que acabou se aproveitando do isolamento total de Alexis Tsipras na Europa para impor um novo pacote de resgate ao povo grego. 

E se esta unificação das forças progressistas lusas vier a acontecer, então tal fato deverá exercer uma razoável influência no resultado das eleições espanholas para o Parlamento, que serão realizadas no final deste ano. 

Segundo pesquisas recentes, os partidos de Centro-Esquerda (PSOE) e Esquerda (Podemos e Izquierda Unida) também deverão alcançar a maioria absoluta no Parlamento espanhol (com cerca de 48-49% dos votos).  

E se um governo que una as forças Progressistas for criado em Portugal, então isso poderá representar um novo impulso para que as mesmas forças venham a se unir na Espanha.

Aliás, parece que as principais lideranças da Esquerda portuguesa já estão se prontificando a participar de um amplo diálogo no sentido de se viabilizar a unificação de suas forças e, assim, formar o novo governo do país. Os principais líderes da Esquerda lusa já admitem iniciar um diálogo para que tal objetivo seja alcançado. 

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda (deverá ter cerca de 9% dos votos, mas está em ascensão) disse que "o Bloco está empenhado em permitir a viabilização de um governo de Esquerda". Já o líder da CDU (coligação entre Comunistas e Ecologistas), Jerónimo Sousa, por sua vez disse que estará disponível, após a eleição, para um diálogo com as outras forças progressistas. 


Tal como aconteceu, na Grécia, a Dívida Pública de Portugal disparou após a adoção das políticas de arrocho impostas pela Troika. 
Antônio Costa, líder do Partido Socialista (que deverá ser o mais votado entre as forças progressistas, com cerca de 32% dos votos) afirmou que um governo de seu partido irá seguir uma linha diferente daquela que é imposta pelo governo da Alemanha aos demais países da UE. 

E é claro que tal postura do líder do PSP abrirá caminho para estabelecer um amplo diálogo com as demais forças progressistas de Portugal. 

Além disso, o Syriza voltou a vencer a eleição para o Parlamento grego, mesmo após ter assinado um novo pacote de resgate com a UE, ao qual resistiu o quanto pôde, mas que acabou aceitando em função do total isolamento em que ficou no bloco europeu, como já foi dito aqui. Mas Alexis Tsipras deixou claro que uma eventual mudança no cenário político europeu, em favor das forças progressistas anti-arrocho neoliberal, poderá vir a mudar da Grécia.  

Recentemente também tivemos a eleição de um líder progressista (Jeremy Corbin) para comandar o Partido Trabalhista britânico, que desde a vitória de Tony Blair (1990) havia abandonado a defesa do Welfare State (Estado de Bem-Estar Social) e adotado a defesa de uma 'Terceira Via' neoliberal que fracassou inteiramente em tirar suas economias da crise e em melhorar a vida dos trabalhadores. 

De fato, o que temos visto, agora, em toda a Europa, é a virtual falência dessa 'Terceira Via' neoliberal, que, inclusive, foi a responsável por dar início, em vários países (Espanha, por exemplo) as políticas de austeridade, que estão se tornando cada vez mais impopulares em toda a UE. 

Assim, parece que temos um cenário cada vez mais claro na União Europeia, no qual os governos de Direita neoliberal perdem sucessivas eleições, deixando de ter a maioria no Parlamento, e as forças de Centro-Esquerda e de Esquerda, mesmo divididas, tornam-se majoritárias no Poder Legislativo de vários países. 

Neste sentido, a formação de um governo português progressista, que elabore um programa mínimo que resulte na implementação de políticas favoráveis ao crescimento econômico, à justiça social, à preservação dos direitos sociais, trabalhistas e prevideciários e que abandone as políticas de 'austeridade', que tantos prejuízos já provocaram aos trabalhadores e aos mais pobres na rica Europa, fortalecerá ainda mais aos partidos e movimentos políticos e sociais europeus que, cada vez, mais denunciam os efeitos sociais e econômicos catastróficos das políticas neoliberais de arrocho. 

Os trabalhadores de todo o mundo agradecem. 

A luta continua!
A taxa de desemprego total em Portugal está em 12,4% e entre os jovens ela atinge os 31,8%. O desemprego elevado fez com que 485 mil portugueses abandonassem o país entre 2011 e 2014, o que representa 4,6% da população total (10.460.000).

Links:

Antônio Costa diz que um governo do PSP seguirá caminho alternativo ao imposto pela Alemanha:

http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-legislativas-2015/ps-procurara-na-europa-caminho-alternativo-ao-do-senhor-schauble-costa_n863097

Jerónimo Sousa (líder da CDU) adota um discurso mais suave em relação ao Partido Socialista:

http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-legislativas-2015/jeronimo-de-sousa-em-tom-mais-suave-com-o-ps_a862922

Livre/Tempo de Avançar defende unificação das forças progressistas de Portugal:

http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-legislativas-2015/apelo-a-entendimento-para-alternativa-de-esquerda-marca-ultimo-comicio-do-livre-tempo-de-avancar_a862863

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, diz que Bloco está disposto a participar de um governo de Esquerda:

http://expresso.sapo.pt/legislativas2015/2015-10-02-Catarina-Martins-Aceitamos-a-responsabilidade-de-ser-parte-de-uma-solucao-para-salvar-Portugal-

Pesquisas eleitorais mostram forças progressistas com 50% dos votos:

http://www.legislativas2015.pt/tag/sondagens/

Taxa de desemprego em Portugal sobe para 12,4% em Agosto:

http://www.rtp.pt/noticias/economia/taxa-de-desemprego-em-portugal-subiu-para-124-em-agosto_v862603

Crise levou 485 mil portugueses a irem embora do país entre 2011 e 2014:
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/portugal_lidera_emigracao.html

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