Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Movimento social argentino lutará contra o triunfo do Neoliberalismo, defendido por Macri! - Marcos Doniseti!

Movimento social argentino lutará contra o triunfo do
Neoliberalismo, defendido por Macri! - Marcos Doniseti! 
Mauricio Macri, ao lado de Domingo Cavallo, que comandou a economia argentina no governo Carlos Menem e de Fernando De La Rua, época em que o país mergulhou na pior crise econômica de sua história. Em 2001, a taxa de desemprego na Argentina chegou a espantosos 25%. Atualmente, ela está em 6,6%. 
Uma eventual vitória de Maurício Macri para a Presidência da Argentina seria péssima não apenas para o povo argentino, principalmente para os trabalhadores e para os mais pobres, como também seria catastrófico para o processo de integração latino-americana.
Macri é um empresário milionário, neoliberal e cujo eleitorado é composto, em grande parte, por eleitores das classes média e alta fortemente conservadoras.
Estas atacam duramente aos programas sociais implantados pelos governos de Nestor e Cristina Kirchner, com críticas semelhantes àquelas que se faz ao Bolsa Família, MCMV, ProUni e demais programas de inclusão social criados pelos governos Lula e Dilma e que também são duramente atacados pela Direita neoliberal troglodita brasileira, dizendo que os mais pobres que são beneficiados pelos mesmos acabaram se acomodando e que os mesmos não tem vontade de trabalhar.
Obs: Se isso é a verdade, então como é que os reacionários argentinos explicam que a Argentina tenha uma taxa de desemprego de apenas 6,6%? Enquanto isso, na Espanha, que adotou políticas de arrocho neoliberal, ela é de 21,2%. 
E esse mesmo eleitorado, reacionário e elitista de Macri, ataca até mesmo a cor da pele, a origem social e até o cabelo liso e negro de grande parte dos eleitores de Daniel Scioli, que são originários das camadas populares do país.
Por aí já é possível ter uma boa ideia de como seria um eventual governo de Macri: neoliberal, entreguista, privatista e totalmente contrário aos interesses dos trabalhadores e inteiramente submetido à vontade dos EUA e do grande capital financeiro globalizado.
O problema é que a diferença entre Daniel Scioli e Mauricio Macri foi bem menor do que até mesmo as pesquisas de boca de urna indicavam, ficando em cerca de 2,8 p.p-. (36,9% para Scioli e 34,1% para Macri; o 3o. colocado, Sergio Massa, 21,3%).
E se isso aconteceu, então isso significa que Scioli perdeu apoio entre os eleitores assalariados e de menor renda, das camadas populares, que estão demonstrando uma clara insatisfação com a situação atual do país, que sofre os efeitos de uma fortíssima crise econômica mundial, que começou em 2008 e que ainda está longe de terminar. 
A taxa de pobreza extrema na Argentina chegou a 29,2% em 2002 e a taxa total de pobreza atingiu os 45,5% no mesmo ano. Nos governos de Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) elas despencaram. 
É necessário que a campanha de Scioli procure entender quais são as razões dessa insatisfação e procure dialogar com essa parcela do eleitorado, a fim de recuperar o apoio perdido.
Sem isso, muito dificilmente Scioli será vitorioso. E daí teremos um governo neoliberal e submisso aos interesses dos EUA em pleno Mercosul e Unasul, enfraquecendo o processo de integração latino-americano e que poderá, também, participar do processo de desestabilização dos governos progressistas da região.
Portanto, é fundamental que o movimento social e popular argentino participe intensamente da campanha eleitoral no segundo turno, em favor de Scioli, que representa a continuidade do projeto dos Kirchner (Nestor e Cristina) de fortalecimento da soberania, de promoção do desenvolvimento econômico e da justiça social e da intensificação do processo de integração latino-americana. 
Vamos à luta, hermanos!

Links:

Movimento social argentino lutará contra o neoliberalismo, representado por Macri:

Evolução da taxa de desemprego na Argentina entre 1999 e 2013:

Argentina e a pior crise econômica de sua história:

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