Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Golpe da Direita Neoliberal, entreguista e vende-pátrias contra o governo Dilma! - Marcos Doniseti!

O Golpe da Direita Neoliberal, entreguista e vende-pátrias contra o governo Dilma! - Marcos Doniseti!
Participação do Brasil no comércio internacional cresceu consideravelmente durante os governos Lula e Dilma, o que contribuiu para a retomada do crescimento econômico do país a partir de 2004. 
1) Esse pessoal da direita neoliberal que pede o Impeachment de Dilma não tem moral alguma para falar qualquer coisa a respeito de corrupção. 

Primeiro porque inúmeros integrantes desse grupo estão muito enrascados com a Justiça, para dizer o mínimo. E quem não está nessa situação, poderá ficar em breve. 

Não preciso nem citar nomes. Basta ver o noticiário, o das redes sociais e dos blogs em especial, para se constatar isso;

2) Além disso, quem sabe, de fato, o que essa Direita Neoliberal entreguista propõe para o Brasil fica apavorado: privatização e desnacionalização da Petrobras, do pré-sal, do BB, da CEF e do BNDES, desmantelamento dos programas sociais (afinal, eles são 'populistas' e 'assistencialistas', segundo os neoliberais), arrocho salarial e eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários (já que é necessário reduzir o custo trabalhista), política externa totalmente submissa aos EUA, abandono do processo de integração da América Latina e dos BRICS. 

Este é um verdadeiro projeto de destruição do Estado Nacional brasileiro, que ficaria totalmente incapacitado para levar adiante qualquer projeto de desenvolvimento econômico e social para o país, e que mataria no ninho o processo de inclusão social e de melhoria da distribuição de renda iniciado pelo governo Lula e que teve continuidade no governo Dilma.

3) Com a destruição do Estado e o desmonte das políticas sociais, qualquer processo de crescimento econômico combinado com inclusão social estaria totalmente inviabilizado.

E o próprio processo de crescimento econômico, iniciado em 2004, também seria revertido. 

Até porque o aumento dos investimentos públicos, da oferta de crédito pelos bancos públicos (para investimentos e consumo) e a criação de políticas de inclusão social que tivemos nos governos Lula e Dilma foram dois dos elementos que mais contribuiriam para a expansão da economia brasileira entre 2004-2013. 

O Banco do Brasil, por exemplo, é o agente financeiro responsável pelo financiamento da agricultura brasileira (comercial, que é voltada para a exportação, e familiar, que abastece o mercado interno). O BNDES é o único banco ou agente financeiro que financia projetos de investimentos produtivos de longo prazo (usinas hidrelétricas, ferrovias, rodovias, etc). E a CEF é o banco que financia ou repassa recursos para inúmeros programas sociais (em habitação, saneamento básico, etc).
A pirâmide social brasileira passou por uma significativa mudança durante os governos Lula e Dilma, nos quais tivemos uma grande expansão das classes ABC. Estas eram 45,2% da população em 2003 e passaram a representar 75% em 2014.
Afinal, como é que a economia iria voltar a crescer com um governo de direita neoliberal que iria privatizar e desnacionalizar tudo, bem como iria desmantelar os programas sociais? 

O mais provável é que acontecesse no Brasil o mesmo que ocorreu com o governo ditatorial de Castello Branco, que adotou uma política neoliberal tão violenta que até mesmo a classe média que havia apoiado e comemorado a vitória do Golpe de 64 acabou se voltando contra a Ditadura e apoiou as manifestações estudantis de 1968. 

Também poderíamos vir a ter um cenário econômico e social muito semelhante com aquele que tivemos durante o governo Collor, que adotou um programa neoliberal radical (privatizações desnacionalizantes, arrocho salarial, corte drástico dos gastos públicos, etc) que jogou o país numa crise terrível (o PIB caiu 4,4% em 1990), dobrou a taxa de desemprego, quebrou grande parte do parque industrial do país, destruiu a competitividade da agricultura (que ficou sem acesso ao crédito agrícola). diminuiu o poder de compra dos trabalhadores em 40% e levou os filhos da classe média (que havia votado maciçamente em Collor no segundo turno, para poder derrotar Lula) para as ruas exigindo o seu Impeachment (foram os chamados 'caras-pintadas'). 

Então, um governo de Direita Neoliberal, com o projeto elitista e desnacionalizante que defende para o Brasil, jogaria o país numa situação tão ruim que, em 2018, o povo iria implorar pelo retorno de Lula.

Mas aí já seria tarde demais, pois até lá o Estado brasileiro já teria sido desmantelado, pois teríamos privatizações desnacionalizantes da Petrobras​, do pré-sal, BB, CEF, BNDES. As políticas de inclusão social seriam fortemente atingidas, sendo drasticamente reduzidas ou eliminadas. 

Também iria acontecer um total abandono, por parte do governo da Direita, do processo de integração latino-americana e o país acabaria deixando de fazer parte dos BRICS, adotando-se uma política externa de submissão total aos EUA. 

E sem falar que as reservas internacionais iriam virar pó e o país teria que recorrer ao FMI, que voltaria a governar o Brasil, tal como aconteceu durante o governo de FHC (emprestou US$ 86,5 bilhões do FMI-BID-Banco Mundia-Tesouro dos EUA entre 1998-2002). 

Daí, nestas condições, em 2018, simplesmente não haveria mais Estado Nacional e qualquer projeto de desenvolvimento econômico e social estaria inviabilizado. 

Lula ou qualquer outro governante de Centro-Esquerda/Esquerda progressista simplesmente não teria o que governar, pois o Brasil teria se transformado numa gigantesca terra devastada. 


A taxa de inflação nos governos Lula e Dilma ficou em 6% ao ano, em média, contra 9,5% durante os oito anos de governo FHC.
E daí milhões de brasileiros teriam que ir embora do país novamente, tal como aconteceu no período de 1990/2002, quando o Brasil chegou a ter o segundo maior número de desempregados do Mundo (atrás apenas da Índia) e exportamos milhões de trabalhadores para os EUA, Europa e Japão, onde faziam serviços pesados, sujos e mal remunerados para os padrões dos países desenvolvidos.

É isso que vocês querem para o Brasil? 

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