Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O governo Dilma, o Congresso Nacional e a estabilidade política! - Marcos Doniseti!

O governo Dilma, o Congresso Nacional e a estabilidade política! - Marcos Doniseti!
Tal como o Presidente Lula, Dilma também teve que fazer alianças e acordos políticos para ter maioria no Congresso Nacional e poder governar. Sem isso, não se governa o país. Simples assim.
Essa reforma administrativa que tivemos melhorou muito a situação política do governo Dilma, sem dúvida alguma. 

Com isso, essa palhaçada golpista do Impeachment já era e teremos um mínimo de estabilidade política.

Mas penso que não teremos um rolo compressor do governo federal em todas as suas iniciativas, não, pois o PMDB é mestre em 'criar dificuldades, para obter facilidades'. 

Porém, pelo menos, agora, temos uma garantia de que Dilma poderá governar e conseguirá concluir o seu mandato. Antes não tínhamos certeza nem de uma coisa e nem de outra. 

E isso permitirá que o país volte a crescer e já a partir de 2016. 

Desta maneira, com uma situação econômica, social e política bem melhor do que a atual, Lula terá grandes chances de se eleger novamente Presidente da República em 2018. 

E que na próxima eleição para o Congresso Nacional as Esquerdas progressistas não se esqueçam de um dos grandes aprendizados da crise política atual: Sem uma bancada de Senadores e Deputados Federais progressista numerosa, forte e unida, o governo federal continuará sendo refém das legendas conservadoras, principalmente do PMDB.

Então, as esquerdas progressistas devem se preparar desde já para eleger uma grande bancada no Congresso Nacional, que diminua consideravelmente a dependência, existente atualmente, que o governo Dilma tem do apoio das legendas conservadoras para se aprovar qualquer projeto de lei, medida provisória ou até para barrar projetos retrógrados e que são prejudiciais aos trabalhadores e aos setores representativos e progressistas da sociedade brasileira (caso da redução da maioridade penal, da aprovação do PL 4330 na Câmara dos Deputados, do Estatuto da Família, entre outros). 

Neste sentido, a proibição do financiamento privado de campanhas eleitorais é um fato extremamente positivo, pois irá diminuir a força do poder econômico (das grandes empresas) nas eleições e irá beneficiar as candidaturas apoiadas por movimentos sociais que contam com uma militância ativa e organizada (sem-terra, sem-teto, estudantil, sindical, LGBT, feministas, etc). 

Se a eleição para o Congresso Nacional (que tem a última palavra em todos os assuntos) em 2018 não for considerada uma prioridade absoluta por parte das esquerdas progressistas, na próxima legislatura (2019-2022) as Esquerdas continuarão minoritárias no Parlamento federal.
Ulysses Guimarães foi o grande responsável pela elaboração da Constituição de 1988, que é nitidamente Parlamentarista. A nova Constituição transferiu a última palavra, em todos os assuntos, para o Congresso Nacional, obrigando todos os Presidentes da República a formar governos de coalizão amplos para ter maioria no Legislativo e, desta maneira, poder governar.
Com isso, muitos eleitores progressistas irão fazer as mesmas reclamações que fazem hoje dos acordos e alianças políticas que o governo Dilma é obrigado a fazer para ter maioria no Legislativo federal e, assim, poder governar o país.  

E isso acontecerá mesmo que Lula se eleja Presidente do Brasil novamente. 

Assim, ou as Esquerdas democráticas e progressistas aprendem a ganhar eleições para o Congresso Nacional ou continuaremos dependendo do apoio do PMDB, PP, PR, PTB e de outras legendas conservadoras para poder governar e pagaremos um alto preço por isso. 

E daí não reclamem quando Lula tiver que entregar inúmeros cargos (ministérios, estatais) para contar com o apoio destes partidos.  

Será que as Esquerdas progressistas brasileiras irão aprender a lição do erro cometido em 2018, quando muitos dos seus quadros mais populares não se candidaram à Câmara dos Deputados, o que resultou na diminuição de suas bancadas, tornando o governo Dilma fortemente dependente de fazer alianças com legendas conservadoras para poder governar? 

Links:

Dilma promove reforma administrativa para obter estabilidade política:

https://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/199255/Dilma-acomoda-PT-PMDB-e-PDT-e-conclui-reforma.htm

O Presidencialismo de coalizão e o Parlamentarismo de negócios:

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Pior-que-o-presidencialismo-de-coalizao-e-o-parlamentarismo-de-negocios%0A/4/32914

Dilma e o seu desconforto com o Presidencialismo de Coalizão:

http://www.blogdosarafa.com.br/?p=12808

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