Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Portugal: Partidos de Centro-Esquerda/Esquerda somam 50% das intenções de voto! Direita Neoliberal chega a 38%! - Marcos Doniseti!

Portugal: Partidos de Centro-Esquerda/Esquerda somam 50% das intenções de voto! Direita Neoliberal chega a 38%! - Marcos Doniseti!
Antônio Costa é o líder do Partido Socialista Português, que defende uma mudança prudente para o país. 
Pesquisa mostra que 44,3% dos portugueses querem um governo de Esquerda para o país, contra apenas 34,3% que desejam um governo de Direita. Forças progressistas somam 50% das intenções de voto, contra 38% da Direita Neoliberal. Quase 58% dos portugueses dizem que situação atual do país é 'Pior' (39,8%) ou 'Muito Pior' (18%) do que era em 2011. 

A eleição que será realizada neste Domingo, em Portugal, para o Parlamento do país, poderá terminar com a vitória dos partidos de Centro Esquerda (Partido Socialista) e de Esquerda (CDU e Bloco de Esquerda). 

Mas também poderá acontecer de que nenhum partido consiga obter a maioria absoluta no Parlamento, levando à formação de um governo de coalizão. E mesmo este poderá acabar sendo inviabilizado, pelas razões que apontarei na sequência. 

Pesquisa realizada pela 'Intercampus' divulgada ontem (01/10) e postada no site português 'Público' (que é conservador) mostrou os seguintes resultados:

Coligação PSD/CDS-PP (Direita Neoliberal) 37,2%;
PS (Partido Socialista = Centro-Esquerda) 32,9%;
CDU (coligação do Partido Comunista e dos Verdes) 8,8%;
Bloco de Esquerda (Socialista/Esquerda) 7,9%;
Outros partidos 6,5%;
Branco/Nulo 6,7%.

Somando-se as intenções de voto dos partidos Socialista, CDU e Bloco de Esquerda, temos um total de 49,6%, contra apenas 37,2% da coligação de Direita Neoliberal (PSD/CDS-PP).

Uma outra pesquisa, feita pela Universidade Católica, mostrou resultados muito semelhantes, que foram os seguintes:

Coligação PSD/CDS-PP (Direira Neoliberal) 38%;
PS (Partido Socialista = Centro-Esquerda) 32%;
CDU (coligação do Partido Comunista e dos Verdes) 9%;
Bloco de Esquerda (Socialista/Esquerda) 9%.

Com essa divisão de votos, porém, nenhum partido ou coligação conseguirá obter a maioria absoluta e Portugal poderá cair numa situação de fragmentação política tão grande que inviabilizará a formação de um novo governo. Na eleição de 2011, a coligação de Direita (PSD/CDS-PP) alcançou a maioria absoluta, mas a crise econômica e social na qual o país mergulhou nos últimos anos derrubaram a popularidade do governo neoliberal português. 

Tais políticas de arrocho neoliberal fracassaram, tanto que a Dívida Pública de Portugal continua aumentando. Tal dívida está em 229,1 Bilhões de Euros, o que representa 130,2% do PIB, o que significa, claramente, que é uma dívida impagável. 

Somente a Grécia e a Itália possuem, na União Europeia, uma dívida pública maior do que a de Portugal (a dívida grega é de 177% do PIB). 
Catarina Martins lidera o Bloco de Esquerda, que tem quase 8% das intenções de voto. Suas propostas vão no sentido de se colocar um fim às políticas de arrocho neoliberal, priorizando a geração de empregos, o aumento de salários e pensões e os investimentos na área social, promovendo a adoção de políticas anticíclicas.
A única possibilidade mais concreta, com estes resultados mostrados nesta pesquisa, seria um governo que unisse as forças de Centro-Esquerda (Partido Socialista) e de Esquerda (CDU e Bloco de Esquerda). 

Mas não sei se tais forças políticas conseguiriam superar as suas diferenças (que não são pequenas) e elaborar um programa mínimo em torno do qual pudessem formar um novo governo para o país e que promovesse o abandono das políticas de arrocho que tanto prejuízo já causaram aos trabalhadores e ao povo de Portugal. 

Então, talvez, em breve venhamos a ter novas eleições em Portugal.  

O curioso, no entanto, é que essa pesquisa também mostra que os portugueses estão muito insatisfeitos com a atual situação do país, que possui uma das maiores taxas de desemprego da União Europeia, de 12,4% em Agosto deste ano. Entre os jovens portugueses, a taxa de desemprego chega a espantosos 31,8% (Agosto de 2015).

E para se ter uma ideia da gravidade da crise econômica e social que Portugal enfrenta nos últimos anos, como resultado da adoção das políticas de arrocho neoliberal, basta dizer que 485 mil portugueses foram embora do país entre 2011 e 2015. Foram 101 mil em 2011, 121 mil em 2012, 128 mil em 2013 e 135 mil em 2014. 

Isso representa 4,6% da população total do país (de 10.460.000 habitantes). 

Segundo a pesquisa publicada no site 'Público), 44,3% dos portugueses querem um governo de Esquerda (35,9% querem um governo de Esquerda moderada e outros 8,4% querem um governo de Esquerda extremista). E apenas 34,5% dos portugueses desejam um governo de continuidade (de Direita Neoliberal, que governa o país atualmente). 

Outro dado interessante da pesquisa é que 39,8% dos portugueses entendem que o país está em situação 'Pior' do que em 2011 (quando tivemos a eleição anterior) e outros 18% dizem que a situação atual da nação portuguesa é 'Muito Pior' do que era em 2011. 

Assim, 57,8% dos portugueses dizem que estão insatisfeitos com a realidade atual do país. E apenas 18% dizem que Portugal, hoje, está em situação 'Melhor' do que em 2011. Aqueles que dizem que, atualmente, Portugal está em situação 'Muito Melhor' são apenas 1,7% (devem ser todos filhos, amigos e parentes de banqueiros e grandes especuladores, que lucraram muito com a crise portuguesa e mundial nos últimos anos). 
Jerónimo de Sousa lidera a coligação formada pelo PCP (Partido Comunista Português e pelo Partido Verde). As pesquisas dizem que ele terá cerca de 9% dos votos na eleição para o Parlamento. 
Assim, menos de 20% dos portugueses estão satisfeitos com a atual situação da Nação de Luís de Camões, Eça de Queirós e Fernando Pessoa. 

A pesquisa também mostra que as prioridades do próximo governo português devem ser:

A) A criação de empregos (para 83,5%); 
B) Recuperação do poder de compra das famílias (para 52%);
C) Baixar impostos (para 48,3%).

Estas prioridades comprovam o quanto os portugueses estão insatisfeitos com a situação econômica e social do país. 

Mas o mais interessante é que as pesquisas eleitorais não refletem este cenário de insatisfação dos portugueses, pois a coligação de Direita Neoliberal (PSD/CDS-PP) lidera as pesquisas mais recentes, embora não consiga a maioria absoluta dos votos em nenhuma delas. 

Será que as pesquisas eleitorais portuguesas estão certas? 

Ou será que elas foram feitas do mesmo jeito que se fizeram as pesquisas na Grécia, que mostravam empate entre o Syriza e o Nova Democracia, mas que terminaram com uma vitória tranquila do partido de Alexis Tsipras​ (com 7 p.p. de vantagem), que formou o novo governo grego em uma aliança com o partido dos 'Gregos Independentes', tal como já havia feito após a vitória na eleição de Janeiro de 2015? 

Isso é o que iremos descobrir no próximo Domingo, quando teremos a realização da eleição para o Parlamento português.

Mas se tivermos uma aproximação, por menor que seja, entre o resultado da eleição e o grau de insatisfação dos portugueses com a atual situação do seu país, então a oposição de Centro-Esquerda (PS) e de Esquerda (CDU e Bloco de Esquerda) deverá ser vitoriosa nesta eleição, obtendo a maioria absoluta dos votos. 

A questão é saber se isso irá realmente se confirmar e, caso a resposta seja positiva, se as forças mais progressistas da política portuguesa conseguirão se unir para formar um governo que abandone as políticas neoliberais de arrocho e promova a adoção de políticas de geração de empregos e de aumento do poder de compra das famílias, que são justamente as duas maiores reivindicações da população de Portugal neste momento. 

Catarina Martins, líder do 'Bloco de Esquerda', disse que está disposta a dialogar com o Partido Socialista, liderado por Antônio Costa, mas que não abrirá mão de repudiar medidas que representem cortes nos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 

Que assim seja. 


A Dívida Pública de Portugal cresceu fortemente após o estouro da crise neoliberal global em 2008, passando de 72% do PIB (2008) para 129% do PIB (2013). Atualmente, a dívida pública lusa representa 130,2% do PIB.
Obs: Sou neto de portugueses (meu avô paterno era português). E se eu votasse em Portugal, o meu voto seria dado ao Bloco de Esquerda, liderado por Catarina Martins. 

Links:

Pesquisa mostra insatisfação dos portugueses e diz que maioria da população prefere um governo de Esquerda. 

http://www.publico.pt/legislativas2015/sondagens/1-outubro

Pesquisa: PSP, CDU e Bloco de Esquerda somam 50% das intenções de voto, contra 38% da Direita Neoliberal:

http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-legislativas-2015/sondagem-com-simulacao-em-urna-mostra-paf-seis-pontos-acima-do-ps_n862718

Taxa de desemprego em Portugal sobe para 12,4% em Agosto:

http://www.rtp.pt/noticias/economia/taxa-de-desemprego-em-portugal-subiu-para-124-em-agosto_v862603

Portugal poderá ter um governo minoritário a partir desta eleição:

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4812522

Bloco de Esquerda apresenta as suas críticas às políticas de arrocho neoliberal e apresenta as suas propostas para governar Portugal:

http://www.esquerda.net/artigo/catarina-martins-bloco-e-forca-que-vai-fazer-diferenca/38978

Antônio Costa, líder do PSP, defende uma mudança prudente para Portugal:

http://rr.sapo.pt/noticia/35733/antonio_costa_em_entrevista_eleitorado_vai_fazer_escolha_prudente_votar_ps

Programas de governo do PSP, CDU e Bloco de Esquerda são conciliáveis?

http://observador.pt/2015/10/01/psbe-pspcp-estes-programas-sao-conciliaveis/

Dívida Pública de Portugal aumentou em 2015:

http://www.esquerda.net/artigo/divida-publica-subiu-3300-milhoes-desde-final-de-2014/38985

Dívida Pública de Portugal é de 130,2% do PIB:

http://economico.sapo.pt/noticias/divida-publica-sobe-para-2291-mil-milhoes-em-agosto_230477.html

Portugal possui a terceira maior dívida pública da UE:

http://observador.pt/2015/07/22/portugal-tem-a-terceira-maior-divida-publica-da-ue/

Taxa de desemprego entre os jovens portugueses chega a 31,8% em Agosto de 2015:

http://www.publico.pt/economia/noticia/populacao-empregada-regista-o-maior-recuo-desde-novembro-de-2012-1709457

Portugal: 485 mil pessoas foram embora do país entre 2011 e 2015 (4,6% da população total do país):

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/portugal_lidera_emigracao.html

Jerónimo de Sousa diz que nenhum partido ou coligação conseguirá obter a maioria absoluta nesta eleição para o Parlamento:

http://www.legislativas2015.pt/2015/09/14/jeronimo-de-sousa-vaticinou-que-nao-havera-maioria-absoluta/

PCP apresenta as suas propostas para governar Portugal:

http://www.legislativas2015.pt/2015/05/27/pcp-apresentou-os-eixos-essenciais-do-programa-eleitoral/

Catarina Martins: "O PS já disse alguma coisa sobre as condições em que quer dialogar?':

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4811980

Após 4 anos de governo da Direita Neoliberal, Portugal continua sem conseguir o Grau de Investimento:

http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2015/05/05/portugal-diz-que-grau-de-investimento-e-importante-para-conseguir-mais-investidores.htm

Vídeos do Bloco de Esquerda:




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