Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Espanha: PSOE nega apoio para Rajoy (PP) continuar governando! - Marcos Doniseti!

Espanha: PSOE nega apoio para Rajoy (PP) continuar governando! - Marcos Doniseti!
Pablo Iglesias (Podemos) e Pedro Sanchez (PSOE) tem a possibilidade de iniciar um diálogo visando o fortalecimento do campo progressista espanhol para uma bastante provável nova eleição, que deverá se realizar no começo de 2016. Izquierda Unida, ERC e outra forças políticas progressistas deveriam se integrar ao processo, visando derrotar e derrubar o governo neoliberal do PP, que tantos males já causou aos espanhóis. Basta de arrocho!


A eleição espanhola de domingo passado terminou com os seguintes resultados:


PP 123 deputados;
PSOE 90 deputados;
Podemos 69 deputados;
Ciudadanos 40 deputados;
Outros  28 deputados. 

Obs: Congresso de Deputados da Espanha tem 350 integrantes.

Cesar Luena, secretário do PSOE, disse que os socialistas não darão apoio à formação de um novo governo por parte do PP (direita neoliberal).

Sem o apoio do PSOE, o PP não governará a Espanha, pois o atual primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy, não conseguirá obter maioria absoluta no Parlamento do país.

Embora o PP tenha sido o partido mais votado na eleição de Domingo, o mesmo elegeu apenas 123 deputados, sendo que são necessários 176 para conseguir a maioria absoluta. E mesmo que conseguisse o apoio do Ciudadanos, não teria a maioria absoluta, pois este novo partido direitista elegeu 40 deputados e a soma total das duas legendas chega a apenas 163.

O secretario do PSOE declarou que o partido defende a mudança de rumo e de políticas na Espanha e que o mesmo representa uma alternativa ao governo conservador do PP. Ele também disse que o líder do partido, Pedro Sanchez, já está se preparando para disputar novas eleições em 2016.

Provavelmente, o PSOE conta que, numa próxima eleição, será possível obter mais votos do que o PP e que este perderá apoio até lá, pois ficará claro aos espanhóis que este não tem condições de continuar governando a Espanha.

A realização de uma nova eleição em 2016 é possível, sim, porque a lei espanhola diz que, após a realização da eleição, o partido vencedor tem um período de 2 meses para formar um novo governo e caso isso não aconteça, será realizada uma nova disputa.

Assim, o cenário político espanhol, que ficou muito fragmentado com a forte redução da votação dos dois partidos mais fortes tradicionais (PP e PSOE) do país. Afinal, eles conseguiram conquistar pouco mais de 50% dos votos totais, quando, antigamente, conseguiam entre 75% e 80% dos votos. 


Desta maneira, o cenário político espanhol ficou muito mais instável.

Isso é fruto da crise econômica e social que se abateu sobre o país após 2008, quando estourou a crise global.

Na época, o país era governado pelo PSOE (José Luís R. Zapatero era o Primeiro-Ministro) e o mesmo tomou as primeiras medidas de arrocho, neoliberais, e de caráter privatizante, que foram radicalizadas e aprofundadas pelo governo do PP (Mariano Rajoy), eleito em 2011. Tais políticas fizeram da Espanha o país com a segunda maior taxa de desemprego da UE (está em 21,2%, sendo que entre os jovens ela passa de 47%).

Assim, os dois partidos mais tradicionais se enfraqueceram, ao mesmo tempo em que surgiram novas formações políticas (Podemos, que elegeu 69 deputados, e Ciudadanos, que elegeu 40 deputados), bem como tivemos o fortalecimento de agrupamentos regionais e nacionalistas. 


Há poucos meses tivemos, em Portugal, a realização de eleições para o Parlamento e cujos resultados se assemelham aos da Espanha. Na terra de Camões os partidos conservadores também foram os mais votados, mas ficaram muito longe de obter a maioria absoluta. 

E no fim das contas as forças políticas progressistas lusas (PS, Bloco de Esquerda, PCP-PV) iniciaram um processo de diálogo que resultou na posse de um governo de Centro-Esquerda, que desfruta de maioria absoluta no Parlamento e que está comprometido em enterrar as políticas de arrocho, que tantos prejuízos causaram aos portugueses (taxa de desemprego de 11,9%, sendo que entre os jovens ela passa de 40%). Agora mesmo o novo governo de Portugal anunciou o aumento do salário mínimo para 530 Euros (era de 505) para 2016. 

Na Espanha, o grau de fragmentação política, ideológica, regional, étnico e nacional é muito maior do que em Portugal, sem dúvida alguma. 


Mas seria muito importante que ocorresse, desde já, um diálogo e uma aproximação entre as principais forças políticas progressistas espanholas (PSOE, Podemos, IU, ERC, entre outras), a fim de se fortalecerem para disputar uma nova eleição em 2016 (que deverá acontecer, sim) e, desta maneira, ter condições de derrotar a Direita Neoliberal e formar o novo governo do país, que, tal como já começou a acontecer em Portugal, enterre as políticas de arrocho de caráter neoliberal.

Que assim seja.

Do iG:

Espanha: PSOE diz que não apoiará Rajoy na formação de novo governo conservador!

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-12-21/partido-que-ficou-em-2-lugar-nas-eleicoes-na-espanha-nao-apoiara-mariano-rajoy.html


Após eleição, Espanha vive nova era de instabilidade política:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/20/internacional/1450595514_074863.html

Novo governo português aumenta o salário mínimo para 530 Euros:

http://www.esquerda.net/artigo/salario-minimo-aumenta-em-janeiro-sem-reducao-da-tsu/40236

Rajoy quer apoio do PSOE para formar novo governo; PSOE rejeita iniciativa:

 http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-12-22-PSOE.-A-menina-danca-

sábado, 19 de dezembro de 2015

Espanha: Última pesquisa mostra Podemos em 2o. lugar, à frente do PSOE e se aproximando do PP! - Marcos Doniseti!

Espanha: Última pesquisa mostra Podemos em 2o. lugar, à frente do PSOE e se aproximando do PP! - Marcos Doniseti!
Segundo a mais recente pesquisa, o Podemos (Centro-Esquerda), liderado por Pablo Iglesias, já ultrapassou o PSOE e está em segundo lugar, diminuindo a diferença em relação ao PP.
A última pesquisa para a eleição na Espanha mostrou os seguintes resultados (em % de votos e no número de deputados que poderá vir a eleger para o Parlamento do país), indicando ainda o resultado de cada partido em relação à pesquisa anterior:

PP 26,6% (112-116) =
Podemos 21,5% (80-84) +1,4 p.p.
PSOE 20,1% (76-80) -0,7 p.p.
Ciudadanos 15,3% (45-49) -0,7 p.p.
Izquierda Unida 4% (1-3).

Como se percebe, o PP estabilizou e o Podemos é o único que está crescendo. PSOE e Ciudadanos estão em queda. 

Será que teremos uma grande, e positiva, surpresa, na eleição de amanhã na Espanha, até com uma possível vitória do Podemos ou então, com uma vitória do PP, mas com uma margem muito pequena de votos? Não é de se duvidar.

Avante, Podemos!

Links:

Podemos cresce na reta final e assusta PP e PSOE:

http://www.elperiodico.com/es/noticias/politica/recta-final-campana-nervios-ascenso-podemos-segunda-posicion-encuestas-sondeos-trackings-andorra-4760609#

Última pesquisa antes da eleição mostra Podemos em 2o. lugar, à frente do PSOE e se aproximando do PP:

https://twitter.com/isaranjuez/status/678335454098423808

Podemos cresce e aparece em 2o. lugar na última pesquisa antes da eleição:

https://twitter.com/Electograph/status/678334488544468992

Espanha: Podemos cresce na reta final da eleição! - Marcos Doniseti!

Espanha: Podemos cresce na reta final da eleição! - Marcos Doniseti!
Pablo Iglesias lidera o Podemos, partido de Centro-Esquerda que cresce fortemente na reta final da eleição espanhola e que poderá surpreender na eleição para escolher o novo governo do país.

Amanhã teremos a realização de eleições gerais para o Parlamento espanhol. Assim, o povo da terra de Dom Quixote irá escolher o seu novo governo. 

A pesquisa mais recente, realizada no dia 18/12, deu os seguintes resultados:

PP (Direita Neoliberal) 26,6%;
PSOE (Centro-Direita) 20,8%;
Podemos (Centro-Esquerda) 20,1%;
Ciudadanos ('nova' Direita) 15,5%;
Izquierda Unida (Esquerda) 4,4%;
Outros (forças políticas regionais, nacionalistas, etc) 12,6%.

O atual governo espanhol é do PP (Partido Popular), de direita neoliberal, e adotou uma série de medidas (redução de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários) que prejudicaram imensamente aos trabalhadores, aos mais pobres e à classe média, aumentaram a concentração de renda, o desemprego, as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria no país. 

Atualmente, a taxa de desemprego na Espanha é de 21,2%, a segunda maior da Europa (inferior apenas à grega, que é de 24,6%). Entre os jovens a taxa é ainda maior, chegando a inacreditáveis 47,7%. O número total de desempregados no país é de 4,1 milhões (isso num país que possui 46,4 milhões de habitantes. 

Com isso, o PP que havia vencido as eleições anteriores (Julho de 2011) com uma certa facilidade (obtendo 43,1% dos votos, contra 36% do PSOE), perdeu muita popularidade e, agora, tem cerca de 26,5% dos votos, sofrendo uma redução de cerca de 40% na sua votação. 

As mais recentes pesquisas diárias (trackings) divulgadas pelo jornal 'El Periòdic', de Andorra, mostram um crescimento do Podemos (Centro-Esquerda), que está empatado tecnicamente com o PSOE (Centro-Direita) em segundo lugar. 

O PSOE tem 20,8% das intenções de voto, enquanto que o Podemos tem 20,1%. Até o final de Novembro, o Podemos estava 5,4 p.p. atrás do PSOE (16% X 21,4%). 

Assim, enquanto o PSOE ficou estabilizado (com 0,6 p.p. a menos), o Podemos iniciou uma arrancada, que o colocou em situação de empate técnico com o PSOE. 

O PSOE era, originalmente, um partido progressista de Centro-Esquerda, mas quando estourou a crise mundial de 2008, a Espanha foi duramente afetada e o governo do então primeiro-ministro Zapatero que se adotou as primeiras medidas de austeridade, como a redução de benefícios sociais, trabalhistas e previdenciários, a realização de privatizações, entre outras. 

Com isso, o PSOE também perdeu muita popularidade e, agora, o partido tem dificuldades para obter, pelo menos, 20% dos votos nestas eleições, sendo ameaçado pelo Podemos. O seu líder, Pedro Sanchez, tentou apresentar a sua candidatura como um símbolo de mudança segura para o país, mas tal discurso não entusiasmou o eleitorado. Quem deseja mudança, mesmo, votará no Podemos, na Izquierda Unida e em forças políticas nacionalistas regionais que também são críticas da austeridade. 

Enquanto isso, o PP manteve o 1o. lugar nas pesquisas, tendo um ligeiro crescimento desde o final de Novembro, passando de 23,9% para 26,6%. 

E o Ciudadanos (Direita), que chegou a ameaçar o 2o. lugar do PSOE no final de Novembro (tinha 21% contra 21,4% do PSOE), caiu dos 21% para 15,5% na pesquisa mais recente. Como o seu eleitorado tem um perfil mais conservador, tudo indica que ele foi vítima de um 'voto útil' a favor do PP. E uma parte do seu eleitorado, entre os jovens, deve ter migrado para o Podemos. 

Nos dias anteriores à realização da eleição, as pesquisas são proibidas na Espanha. 

Mas um jornal de Andorra, 'El Periòdic', quebrou essa restrição, publicando trackings diários. Como o jornal não fica na Espanha, a Justiça e o Governo da Espanha nada puderam fazer para impedir a divulgação das pesquisas. 

E tais pesquisas são divulgadas e repercutidas na Espanha, o que está beneficiando o Podemos, que é o único partido que está em ascensão nas preferências da população.

Bem vindo ao maravilhoso mundo da globalização e da Internet...

Caso o resultado da eleição seja, pelo menos, parecido ao da última pesquisa divulgada pelo 'El Periódic', a Espanha entrará numa era de fragmentação política inédita desde o fim da Ditadura de Francisco Franco e da Redemocratização do país (1975-1976).

Desde então, o cenário político espanhol tem sido dominado pelo PSOE e pelo PP, que se alternam no poder, obtendo vitórias eleitorais que lhes permitiram governar sozinhos, sem necessidade de se aliarem a outras forças políticas. Era um bipartidarismo de fato. 

A penúltima pesquisa realizada para o 'El Periòdic' mostra uma luta acirrada pelo 2o. lugar na eleição, entre o PSOE e o Podemos. PP será o mais votado, mas ficará muito longe de obter a maioria absoluta e terá que conseguir o apoio de outras forças políticas para poder continuar governando a Espanha. 


Já nas eleições europeias de 2014, o PP e o PSOE perderam, somados, 5,1 milhões de votos, chegando a apenas 49,9% do total (contra 81% nas eleições anteriores). E nas eleições regionais e municipais realizadas em Maio deste ano a votação somada do PP e do PSOE foi bem inferior às de 2011, ficando em cerca de 52% dos votos.

Agora, as pesquisas feitas nos últimos dias dão 47,4% aos dois partidos (somados). 

Assim, mesmo que um deles seja o mais votado, o mesmo não terá maioria absoluta no Parlamento, obrigando-se a participar de um governo de coalizão com outras forças políticas, o que os obrigará a ter que fazer concessões aos partidos aliados.

Com isso, o bipartidarismo chegou ao fim na Espanha e uma nova era de incertezas e de mudanças está começando na terra do Barcelona e do Real Madrid. 

Assim, a Espanha terá que mudar, pois os dois partidos identificados pela adoção de políticas de austeridade não terão mais apoio suficiente para governar sozinhos. 

Basta de Austeridade! Muda, Espanha! Avante, Podemos!

Links: 

Pesquisas na Espanha (2015) mostram crescimento do Podemos na reta final:

http://sondeos.elperiodic.ad/quinto-sondeo.html

Desemprego na Espanha:

http://pt.tradingeconomics.com/spain/unemployment-rate

Resultado das eleições na Espanha entre 2008 e 2011:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_gerais_na_Espanha_em_2011

Eleição europeia na Espanha em 2014 - Resultados:

http://www.mas.org.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=857:espanha-a-nova-situacao-aberta-apos-as-eleicoes-europeias&catid=38:estado-espanhol&Itemid=474

Zapatero adota medidas de austeridade:

http://www.esquerda.net/artigo/zapatero-anuncia-novas-medidas-de-austeridade

Eleições municipais de 2015 teve forte avanço do Podemos:

http://pt.rfi.fr/europa/20150525-podemos-avanca-na-espanha-e-vence-eleicoes-municipais-em-barcelona