Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Espanha: Podemos apresenta proposta de formar governo de coalizão com PSOE e IU! - Marcos Doniseti!

Espanha: Podemos apresenta proposta de formar governo de coalizão com PSOE e IU! - Marcos Doniseti!
Marisa Matias (à esquerda) e Catarina Martins (à direita), líderes do Bloco de Esquerda, partido político progressista de Portugal, junto com Pablo Iglesias (ao centro), do Podemos espanhol. 

O Podemos, partido político progressista espanhol liderado por Pablo Iglesias, apresentou ao PSOE a proposta de formar um governo que enterre as políticas neoliberais e de arrocho implantadas pelo governo de Mariano Rajoy (PP, direita neoliberal).

O Podemos defende hoje, na Espanha, um plano de governo social-democrata, de centro-esquerda, tipicamente keynesiano, que o PSOE assinaria embaixo há algumas décadas. O Podemos quer adotar políticas que gerem empregos qualificados, protejam os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, interrompa as privatizações e recupere o valor dos salários e dos benefícios previdenciários. 

Há algumas décadas o PSOE assinaria embaixo de medidas como essas, mas depois que as políticas neoliberais se tornaram dominantes no mundo, a partir dos governos Reagan-Thatcher, e que a Espanha entrou para a UE (em 1986) e para a Zona do Euro (1999), o PSOE ficou muito mais conservador do que era.

Aliás, este foi um fenômeno que atingiu outros partidos socialistas e trabalhistas europeus, que originalmente eram de esquerda e de centro-esquerda. 

Os partidos socialistas da França (com Mitterrand), Grécia (Pasok, de Papandreou), Itália (PSI, de Bettino Craxi), Trabalhista britânico (de Tony Blair), também passaram pelo mesmo processo, adotando as políticas da chamada 'Terceira Via', que fazia inúmeras concessões ao Neoliberalismo. 

No caso do PSOE, quem comandou esse processo, que levou o partido a ficar muito mais conservador, foi o ex-primeiro-ministro Felipe González. 
Pedro Sanchez, líder do PSOE, e Pablo Iglesias, líder do Podemos, decidiram dialogar para tentar formar um governo de coalizão que adote políticas progressistas para a Espanha. Alberto Garzón, líder da Izquierda Unida, também apoia a iniciativa. 

Inclusive, foi no governo de José Luíz R. Zapatero (PSOE), em 2009-2011, que se tomaram as primeiras medidas neoliberais e de arrocho, que aumentaram fortemente o desemprego, as desigualdades sociais, a pobreza e o desemprego na Espanha. 

Com isso, grande parte do eleitorado que votava no PSOE antigamente migrou para o Podemos, principalmente os jovens dos grandes centros urbanos, de onde vêem grande parte dos seus líderes, militantes e eleitores. Pablo Iglesias e Íñigo Errejón, que são professores universitários. 

A juventude dos principais centros urbanos espanhóis é o segmento que mais foi atingido pelas políticas de arrocho neoliberal. A taxa de desemprego entre os jovens espanhóis é de 47,5%. e migrou maciçamente para o Podemos. 

O Podemos, liderado por Pablo Iglesias, está, de fato, oferecendo ao PSOE a chance de um renascimento, que lhe permitirá retornar à uma postura política mais próxima de suas origens progressistas. 

O líder do PSOE, Pedro Sanchez, demonstra vontade de dialogar e formar um governo progressista para a Espanha, mas enfrenta resistência de segmentos mais conservadores dentro do partido. 

A Europa está assistindo, nos últimos anos, a um processo de renovação das forças progressistas, com a criação de novas forças políticas. Estes são os casos do Bloco de Esquerda (Portugal) e do Podemos (Espanha), que estão revitalizando a Esquerda europeia, por meio da recuperação dos valores de justiça social pelo qual esta tanto lutou durante a sua história mais do que centenária. 
Taxa de desemprego na Espanha está em 21,2%, mas entre os jovens ela chega a espantosos 47,5%. 
Mas uma característica importante deve ser ressaltada em relação a estas novas forças políticas da Esquerda europeia, que é o fato de que elas não são radicais ou extremistas (como a Grande Mídia tenta passar, de forma desonesta e mentirosa) e aceitam dialogar com as tradicionais forças de Esquerda e de Centro-Esquerda do Velho Mundo, como são os casos do tradicionais Partidos Trabalhistas e Socialistas europeus.

Assim, por exemplo, após a realização da eleição para o Parlamento português (em Outubro de 2015) o Bloco de Esquerda foi o maior defensor de um diálogo que unisse todas as forças progressistas de Portugal (o próprio BE, os Comunistas, Socialistas e os Verdes) a fim de derrubar o governo da direita neoliberal que, entre 2011 e 2015, tinha adotado medidas de arrocho que prejudicaram imensamente os trabalhadores, os jovens e os pensionistas do país. 

Com isso, foi possível elaborar um plano de governo que uniu todas as forças progressistas lusas e que se comprometeram com a defesa da justiça social, com a recuperação do valor dos salários e das pensões, enfim, com a adoção de políticas de perfil nitidamente progressistas. E desta maneira, Portugal passou a ter um governo (liderado por Antônio Costa, do Partido Socialista) comprometido com a defesa e a manutenção dos direitos dos trabalhadores, dos jovens, dos aposentados, enfim, da imensa maioria da população. 

Agora, na Espanha, acontece o mesmo, com o 'Podemos' apresentando uma proposta de diálogo franco, aberto e democrático entre as principais forças da Esquerda e da Centro-Esquerda espanhola (Podemos, PSOE e Izquierda Unida), visando a formação de um governo que, tal como já aconteceu em Portugal, coloque em prática um conjunto de políticas progressistas. 

Na Grécia, também tivemos a formação do Syriza, liderado por Alexsis Tsipras, que também representa uma força política renovadora e progressista, mas que ficou totalmente isolado nas negociações com a Troika (nenhum governo, de qualquer outro país, o apoiou) e acabou sendo obrigado a adotar uma política à qual ele e a maioria do povo grego rejeitavam. 
Pablo Iglesias, Jean-Luc Mélenchon e Marisa Matias: Líderes da nova Esquerda europeia que está mudando o cenário político do Velho Mundo. 
Mas no caso de países como Portugal e, principalmente, Espanha será muito mais difícil para a Troika impor as suas políticas neoliberais e de arrocho. Isolar a Grécia, um pequeno país, é uma coisa. Isolar a Espanha, que é uma das maiores economias da União Europeia, é outra coisa, totalmente diferente. 

Portanto, a eventual formação de um governo progressista, anti-neoliberal e anti-arrocho, na Espanha representará um inegável fortalecimento das forças de Esquerda e de Centro-Esquerda na Europa e poderá influenciar os acontecimentos em outros países importantes do Velho Mundo (Itália, França, Alemanha, por exemplo). 

O PSOL, no Brasil, poderia ter se transformado num 'Podemos' ou em um 'Bloco de Esquerda' brasileiro, mas com a exceção de Jean Wyllys, os seus líderes preferem destilar um ódio estúpido, idiota e irracional ao PT, ao qual desejam destruir, em vez de dar prioridade em combater a direita neoliberal troglodita, entreguista, vende-pátrias e reacionária do PSDB-DEM-PPS e da Grande Mídia.

O Bloco de Esquerdam fez uma aliança com os Socialistas, os Comunistas e os Verdes e formou um governo progressista em Portugal. E agora o Podemos segue uma linha política semelhante e defende a formação de um governo de coalizão que reúna as forças progressistas da Espanha, incluindo o PSOE e a Izquierda Unida. 

Espero que forças políticas como o 'Podemos' e o 'Bloco de Esquerda' sirvam de inspiração para que tradicionais forças políticas europeias que, antigamente, eram mais progressistas, retornem à posturas e adotem programas de governo mais próximos de suas origens. E que elas também levem outras forças políticas, de outros países, e que se definem como sendo de Esquerda, a adotar posturas mais abertas ao diálogo, deixando de se comportar como se apenas eles fossem os bons, puros e honestos. 
Jeremy Corbyn (Partido Trabalhista britânico), Pablo Iglesias (Podemos) e Alexsis Tsipras (Syriza) são alguns dos principais líderes que estão renovando a Esquerda Progressista europeia e obrigando as forças políticas tradicionais a se renovarem. 
Será que as Esquerdas tradicionais, do Velho e do Novo Mundo, irão aprender as lições que o Podemos espanhol e o Bloco de Esquerda português estão ensinando?

Vamos torcer para que a resposta seja positiva. 

Links:

Podemos pode levar a Espanha a ter um governo progressista:

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/01/22/movimento-podemos-pode-levar-espanha-ter-um-governo-mais-esquerda/

Podemos defende um governo para enterrrar políticas neoliberais:

http://www.esquerda.net/artigo/podemos-propoe-formar-governo-da-mudanca-com-psoe-e-iu/40862

A Espanha e a Zona do Euro:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_Euro

Mariano Rajoy abre mão de tentar formar um governo por não ter maioria absoluta no Parlamento:

https://www.publico.pt/mundo/noticia/espanha-rajoy-recusa-formar-governo-depois-de-ser-convidado-pelo-rei-1721136

Resultados da eleição para o Parlamento de Portugal em 2015:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_legislativas_portuguesas_de_2
015
Grécia: Dívida Pública do país disparou após a crise de 2008, pois o Estado grego se preocupou em salvar os bancos privados falidos do país. 

Pedro Sanchez diz que eleitores do Podemos e do PSOE não compreenderiam se os dois partidos não se entendessem:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/espanha_podemos_quer_vice_presidencia_psoe_propoe_oito_pactos_e_diz_que_este_e_o_dia_de_rajoy.html

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