Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Espanha: PSOE, Podemos e IU poderão formar governo progressista! - Marcos Doniseti!

Espanha: PSOE, Podemos e IU poderão formar governo 
progressista! - Marcos Doniseti!
Pablo Iglesias, Pedro Sanchez e Alberto Garzón poderão liderar a formação de um governo progressista para a Espanha, que venha a enterrar as políticas neoliberais e de arrocho impostas pelo governo de direita neoliberal de Mariano Rajoy (PP). 
O líder do Podemos, Pablo Iglesias, defendeu a formação de um governo de coalizão, de perfil progressistas, com o PSOE e a Izquierda Unida. Iglesias propôs a realização de diálogos públicos e transparentes entre os líderes e representantes das três grandes forças políticas progressistas da Espanha, que são lideradas por Pedro Sanchez (PSOE), Pablo Iglesias (Podemos) e Alberto Garzón (IU). Os principais objetivos dessa proposta são a de derrubar o governo direitista e neoliberal liderado por Mariano Rajoy (PP) e formar um governo progressista, que venha a adotar políticas públicas que enterrem as políticas neoliberais e de arrocho, que tanto castigaram os trabalhadores e a classe média da Espanha e da Europa nos últimos anos. Como reconheceu o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, em 2010, "o capitalismo financeiro nos levou ao desastre. A crise teve efeitos devastadores no mercado de trabalho". Só para se ter uma ideia da atual situação econômica e social da Espanha, a taxa de desemprego é de 21,2% (somente a Grécia possui uma taxa maior na UE, de 25,6%), sendo que entre os jovens (15 a 24 anos) ela chega a 47,5%. É uma geração inteira de jovens espanhóis que tem o seu futuro bastante comprometido devido às irresponsáveis políticas de arrocho adotadas pelo governo de Mariano Rajoy, mas cuja implementação começou no governo anterior, de José Luís Rodrigues Zapatero (PSOE), que governou a Espanha entre . Atualmente, no entanto, o novo e jovem líder do PSOE, Pedro Sanchez, diz que tais medidas, adotadas por Zapatero, foram um erro e defende, agora, o fim das políticas de arrocho (redução de salários, eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários) que tantos prejuízos já causaram ao povo espanhol (principalmente aos jovens), que empobreceu bastante desde o estouro da crise global de 2008. Assim, tal como já acontece em Portugal, a Espanha poderá vir a ter um governo progressista em breve. Nas recentes eleições espanholas, o partido governista (PP) obteve apenas 28% dos votos e elegeu apenas 123 deputados (contra 186 na eleição de 2011). O PP liderado por Mariano Rajoy foi o partido mais votado, mas ficou muito longe da maioria absoluta (de 176 deputados) e não conseguiu formar um governo que tenha maioria no Parlamento, mesmo se aliando a outras forças políticas. O Ciudadanos, um novo partido de centro-direita e que defende ideias econômicas neoliberais semelhantes às do PP, teve apenas 13,9% dos votos e elegeu somente 40 deputados. Somados, PP e Ciudadanos tiveram 41,9% dos votos e elegeram menos deputados (um total de 163) do que o necessário para formar um governo majoritário (a maioria absoluta é alcançada com 176 deputados, já que o Parlamento espanhol tem 350 deputados). 
Situação econômica e social da Espanha piorou muito durante o governo neoliberal de Mariano Rajoy.
Por isso, Mariano Rajoy (líder do PP) e Albert Rivera (líder do Ciudadanos) não conseguiram apoio parlamentar suficiente para formar um governo com maioria no Parlamento, pois as demais forças políticas do país recusam-se a apoiar a continuidade do governo de Rajoy e do PP, que é muito impopular. Na eleição para o Parlamento espanhol, realizada em Dezembro de 2015, o PSOE teve 22% dos votos (elegeu 90 deputados), o Podemos chegou a 20,6% (elegeu 69 deputados) e a IU atingiu os 3,6% (elegeu 2 deputados). Outras forças nacionalistas ou de esquerda somaram 6,7% dos votos (elegeram 26 deputados). Somando todas estas forças políticas, dá um total de 52,9% dos votos e de 187 deputados (contra 163 de uma eventual aliança entre PP e Ciudadanos). Logo, caso estas forças políticas consigam se unir, elas terão maioria absoluta no Parlamento espanhol e governarão o país. Caso o novo governo progressista seja, de fato, formado, Iglesias defende a adoção de um conjunto de medidas que venham a beneficiar os segmentos da população espanhola que foram mais prejudicados pela crise e pelas políticas neoliberais e de arrocho. Assim, Iglesias quer o fim das políticas privatizantes, extinguir a política que promove a redução dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Iglesias também defende a adoção de políticas que estimulem a criação de empregos de qualidade (muitos jovens espanhóis que possuem curso superior completo, até com mestrado e doutorado, estão desempregados) e que não mexa nos direitos sociais dos espanhóis nas áreas da Saúde, Educação e Serviços Sociais. Iglesias também defende a adoção de uma política externa que estimule um projeto europeu que promova a democracia, os direitos sociais, a liberdade, a cooperação, o desenvolvimento e que condene o TTIP (tratado que está sendo negociado por EUA e UE e que é altamente prejudicial aos interesses dos trabalhadores).
Evolução da taxa de desemprego na Espanha mostra um grande crescimento após o estouro da crise de 2008. 
Agora, é aguardar como se dará o andamento do diálogo entre as forças progressistas espanholas e torcer para que elas consigam formar um governo que adote um programa mínimo que implemente políticas que beneficiem aos jovens, aos trabalhadores, aos desempregados, aos aposentados e pensionistas, enfim, ao povo espanhol, e não as elites capitalistas retrógradas parasitárias espanholas e europeias. Fora Rajoy! Fora PP! Basta de neoliberalismo e de arrocho! Links: Pablo Iglesias propõe a formação de um governo progressista com PSOE e IU: http://www.eldiario.es/politica/Pablo-Iglesias-ofrece-Gobierno-Sanchez-IU_0_476302566.html

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