Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Itália: M5S, partido com propostas anti-neoliberais, cresce e vence eleições em Roma e Turim! - Marcos Doniseti!

Itália: M5S, partido com propostas anti-neoliberais, cresce e vence eleições em Roma e Turim! - Marcos Doniseti!
Beppe Grillo, um humorista, criou um novo movimento político, o M5S, que rejeita as políticas neoliberais e de arrocho, defende maior transparência na gestão pública e quer renovar a classe política, abrindo espaço para novas e jovens lideranças. 
O M5S (Movimento 5 Stelle; Movimento 5 Estrelas) foi o grande vencedor do segundo turno das eleições municipais italianas, que se realizaram neste Domingo (20/06). Ele conquistou as prefeituras de Roma e de Turim. 

A candidata do M5S, Virgínia Raggi, vereadora há apenas dois anos, venceu a eleição para a prefeitura de Roma com 67,2% dos votos. Turim foi outra cidade conquistada pelo M5S, cuja candidata, Chiara Appendino, obteve 54,6% dos votos. 

Tal partido foi fundado em 2009, sendo uma nova e crescente força política que se desenvolveu na Itália, que é um dos país mais atingidos pela crise mundial que começou em 2008, após a falência do Lehman Brothers.

Entre as principais propostas do partido, que foi fundado por um humorista (Beppe Grillo), estão:

1) A criação de um programa de ajuda financeira universal aos mais carentes;

Obs: Isso não lembra o Bolsa Família?;

2) O fim das privatizações;

Obs: Será que os neoliberais tupiniquins ficaram sabendo disso?;

3) O combate à evasão fiscal e aos crimes de 'colarinho branco';

Obs: Enquanto isso, aqui o PSDB e o PMDB tentam barrar as investigações contra a corrupção;
Razões do voto no M5S: Desgaste da classe política tradicional, desejo de transparência na gestão pública e fim das políticas neoliberais e de arrocho. 
4) A redução de impostos para pequenas empresas;

Obs: Já o governo ilegítimo e golpista de Temer quer fazer exatamente o contrário.
Como se percebe, tais propostas são tipicamente progressistas e jamais seriam apoiadas por um governo de Direita Neoliberal, como é o caso do governo golpista de Temer.

E vejam que a Itália enfrenta uma séria crise econômica e social desde 2008. Mas os italianos já se cansaram das políticas neoliberais e de arrocho que foram adotadas desde a eclosão da crise mundial.

Tais políticas neoliberais não resolveram absolutamente nada, muito pelo contrário, elas agravaram a crise e pioraram consideravelmente as condições de vida da população da União Europeia e, também, dos EUA.

A Itália possui 60,8 milhões de habitantes, PIB de US$ 2,1 trilhões e Renda per Capita de US$ 33.000 anuais (no conceito de Paridade de Poder de Compra).

Porém, a Itália também é um dos países europeus com elevada taxa de desemprego (11,7% em Abril deste ano, com quase 3 milhões de desempregados), sendo que entre os jovens essa taxa é de espantosos 36,9%. E a Dívida Pública chega a 132,7% do PIB, uma das maiores do mundo.

Obs: Para efeito de comparação, no Brasil a Dívida Pública Líquida é de 39% do PIB e a Dívida Pública Bruta é de 68% do PIB.

A Itália empobreceu em função da crise mundial que se iniciou em 2008 e o padrão de vida da população piorou.
Virgínia Raggi, do M5S, venceu com facilidade a eleição para a prefeitura de Roma, conquistando 67,2% dos votos. 
A Renda per Capita, por exemplo, era de US$ 38.000 em 2007 e caiu para US$ 33.000 em 2014 (queda 13,2%). A taxa de desemprego era de 5,7% em 2007 e está em 11,7% agora (expansão de 105,3%). A Dívida Pública também cresceu bastante, passando de 99,7% do PIB em 2007 para 132,7% em 2015 (aumento de 33,1%).

Esse empobrecimento ajuda muito a explicar o motivo pelo qual as forças políticas tradicionais do país estão se enfraquecendo, abrindo espaço para novas formações, como é o caso do M5S, que possui uma plataforma progressista e anti-neoliberal em questões econômicas e sociais.

Esse cansaço com as políticas neoliberais e de arrocho é generalizado na União Europeia.

Também há um grande desejo de renovação da classe política por parte do eleitorado, bem como existe uma forte demanda por transparência na gestão pública. 

A soma de crise política, econômica e social está permitindo a ascensão de novas forças políticas no cenário europeu (Bloco de Esquerda em Portugal, Podemos na Espanha, M5S na Itália), bem como a retomada de propostas progressistas por parte de forças políticas tradicionais (caso do Partido Socialista Português e do Partido Trabalhista britânico). 

Portugal já tem um governo progressista e anti-neoliberal, e que conta com a participação dos Socialistas, Comunistas, do Bloco de Esquerda e dos Verdes. E a Espanha é outro país onde as forças anti-neoliberais estão se fortalecendo, como as pesquisas mais recentes estão indicando uma grande chance de que o 'Unidos Podemos' venha a liderar a formação de um novo governo no país, junto com o PSOE. 
Matteo Renzi, líder do Partido Democrático (Centro-Esquerda), é o atual Primeiro-Ministro da Itália, liderando um governo em coalizão com a Centro-Direita. Seu governo enfrenta o desgaste provocado por vários anos de seguida crise econômica, pelo desemprego elevado e por um grave escândalo de corrupção na prefeitura de Roma. 
E agora esse fenômeno também está ocorrendo na Itália, onde o M5S adota, em questões econômicas e sociais, propostas essencialmente anti-neoliberais e de perfil progressista.  

A verdade é que o Neoliberalismo está sendo rejeitado nas urnas do mundo todo, principalmente na Europa. 

No Velho Mundo, em alguns países são forças políticas progressistas (de Esquerda e de Centro-Esquerda) que estão crescendo. Em outros países, são as forças de Extrema-Direita que na Europa, em muitos casos, também condenam as políticas de arrocho. É o caso, por exemplo, da Frente Nacional, de Marine Le Pen, na França, que divide a liderança das pesquisas para a eleição presidencial com Nicolas Sarkozy.

Somente a Grande Mídia e as forças reacionárias e golpistas tupiniquins é que insistem em defender um projeto neoliberal que fracassou em todos os países desenvolvidos e que está sendo repudiado pelos eleitores do mundo todo.  

Fora, Temer! Volta, Dilma! Reforma Política Já!

Links:

M5S cresce e vence eleições em Roma e Turim:


Propostas do M5S:


Itália: Dívida Pública:


Itália: Taxa de Desemprego:


Itália: Renda Per Capita:

Nenhum comentário: