Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 23 de julho de 2016

A ascensão dos trabalhadores, a classe média e o fascismo! - Marcos Doniseti!

A ascensão dos trabalhadores, a classe média e o fascismo! - Marcos Doniseti! 
As ditaduras de Hitler e Mussolini massacraram os partidos políticos e movimentos sociais esquerdistas (socialistas, comunistas, anarquistas, trabalhistas) existentes na Itália e na Alemanha. E justamente por seu caráter nitidamente anti-trabalhista é que o Fascismo e o Nazismo contaram com fortíssimo apoio da burguesia e  da classe média, pois elas rejeitavam totalmente a ascensão social, econômica, política e cultural dos trabalhadores e dos mais pobres. 
Sempre que os pobres e os assalariados melhoram de vida ou se mobilizam e se organizam para isso a classe média adere ao Fascismo.

Foi assim na Itália, com a classe média levando Mussolini ao poder (em 1922), na Alemanha, colocando Hitler no poder (em 1933) e também no Brasil, apoiando o Golpe de 64.

E agora ocorre o mesmo, com a maior parte da classe média tupiniquim apoiando a derrubada de Lula-Dilma-PT do governo em função das políticas de inclusão social e de distribuição de renda adotadas nos governos deles.

Somente idiotas, estúpidos e imbecis podem continuar acreditando que Dilma foi derrubada por causa da corrupção.

Ela foi tirada do cargo para que a CLT seja aniquilada, seja imposta uma Reforma Previdenciária prejudicial aos trabalhadores, a terceirização generalizada seja aprovada e os programas de inclusão social (Minha Casa Minha Vida, Fies, ProUni, PEC das Domésticas, aumento do poder de compra do salário mínimo) sejam destruídos.

Um exemplo disso é a política de aumento do poder de compra do salário mínimo adotada pelos governos de Lula e Dilma. 

Entre 2003 e 2016, o valor nominal do salário mínimo passou de R$ 200 para R$ 880, acumulando um reajuste de 340%. Se o valor do salário mínimo tivesse sido reajustado apenas com base na inflação acumulada do período (e considerando uma estimativa de inflação de 7% para 2016), o valor do mesmo seria de apenas R$ 457. 

Logo, o aumento do poder de compra do salário mínimo foi de 92,6% durante os governos Lula e Dilma. 

É para interromper estas políticas de inclusão social e de distribuição de renda dos governos Lula e Dilma que as forças mais reacionárias do país se uniram a fim de derrubar Dilma-Lula-PT do governo do país. 
Durante os governos Lula e Dilma o salário mínimo teve um grande aumento do seu poder de compra (de 92,6%), o que irritou profundamente a burguesia e a classe média brasileiras. Este foi um dos motivos que levou à união das duas classes sociais no movimento golpista que tirou Dilma, PT e Lula do governo do país.
Para os grandes capitalistas, a destruição da legislação trabalhista, a repressão aos movimentos sociais (sindical, camponês, estudantil, etc) e o fim das políticas de distribuição de renda vai baratear o custo da força de trabalho do país, permitindo um aumento brutal do processo de exploração dos trabalhadores pela burguesia. 

E para a classe média, tais medidas, profundamente reacionárias, o fim destas políticas de inclusão social vai destruir o processo de ascensão dos mais pobres, impedindo que os mesmos comprem carros zero km, adquiram a sua casa própria, viajem de avião ou se recusem a prestar serviços baratos para a mesma classe média. Com isso, a classe média vai continuar vivendo na ilusão de que ela está mais próxima da burguesia do que dos assalariados. 

Assim, não é à toa que na Itália dos anos 1920, na Alemanha dos anos 1930, no Brasil do governo Jango e, agora, no Brasil de 2015-2016, a burguesia e a classe média se uniram em torno de movimentos políticos profundamente retrógrados e anti-trabalhistas. 

Links:

Inflação brasileira (IPCA):

http://br.advfn.com/indicadores/ipca

2 comentários:

Maria Thereza Freitas disse...

faltou mencionar a sanha entreguista. abraço

Marcos Doniseti disse...

Faço isso em inúmeros textos aqui no blog. O objetivo deste era mais demonstrar como a Classe Média reage sempre que temos processos de ascensão dos mais pobres.