Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O ciclo de crescimento econômico dos governos Lula e Dilma e o Golpe Retrógrado e Entreguista! – Marcos Doniseti!

O ciclo de crescimento econômico dos governos Lula e Dilma e o Golpe Retrógrado e Entreguista! – Marcos Doniseti!
Investimentos externos produtivos no Brasil somaram US$ 476,6 bilhões entre 2003-2014. Somando-se com os US$ 75 bilhões que entraram em 2015, o valor total acumulado chega a US$ 551,6 bilhões entre 2003-2015. 
No Capitalismo, um ciclo de crescimento econômico funciona assim:

- O Capitalista (ou o Estado) investe na construção de uma fábrica de automóveis.

- Os Trabalhadores produzem os automóveis.

- Os Consumidores compram os automóveis.

- Os Capitalistas lucram.

- Com o dinheiro dos lucros, os capitalistas pagam os impostos, salários, financiamentos, fornecedores e fazem novos investimentos.

- Com o dinheiro dos salários, os consumidores compram.

- Com o dinheiro dos impostos, o Governo investe e paga as suas obrigações (dívidas, salários, benefícios, etc).

- A economia cresce, gerando novos empregos, que resultará em mais salários, mais consumo, mais produção, mais investimentos privados, mais impostos, mais investimentos públicos.

- Cria-se um círculo virtuoso, favorável ao crescimento.
A oferta de crédito na economia brasileira teve um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, passando de 26% do PIB (2002) para 58% do PIB (2014).
- Neste processo todo, qual é o elemento fundamental? É o consumo.

- O consumo é o elo que une o investimento feito pelos Capitalistas (ou pelo Estado) com a obtenção de lucros, a arrecadação de impostos, o aumento real de salários, a criação de novos empregos e a promoção de novos investimentos.

- Sem o consumo, este ciclo econômico de expansão da economia é rompido.

- E quem investiu (Capitalista ou o Estado) terá jogado dinheiro no lixo, pois não houve o consumo daquilo que foi produzido.

- Porque a economia brasileira cresceu tanto durante os governos Lula e Dilma, passando de 13a. para a 7a. maior do mundo?

- Porque Lula e Dilma promoveram o aumento do poder de compra dos trabalhadores e dos mais pobres.

- Lula e Dilma fizeram isso de várias maneiras: aumentos de salários, criação de programas sociais e aumento e barateamento da oferta de crédito (via bancos públicos: CEF, Banco do Brasil e BNDES).

- Exemplo: O poder de compra do salário mínimo aumentou 91% entre 2003-2016. Ele foi reajustado em 340%, contra uma inflação acumulada de 130%, passando de R$ 200 para R$ 880. Se ele tivesse sido reajustado apenas com base na inflação acumulada, o valor atual do mesmo seria de apenas R$ 460.
Salário Mínimo teve uma expressiva valorização durante os governos Lula e Dilma, passando de R$ 200 (2002) para R$ 880 (2016). Aumento real chegou a 91%. Valor do salário mínimo atingiu o maior poder de compra em 50 anos. 
- Os governos de Lula e Dilma também aumentaram a oferta de crédito no país, que passou de 23% para 59% do PIB entre 2002-2015, reduzindo os juros, tornando-o mais barato, o que também estimulou o consumo e o investimento produtivo.

- A Taxa Selic (taxa real) caiu de 12,5% (2002) para 3,5% (2015), tornando os investimentos produtivos e o consumo mais atrativos do que a especulação financeira.

- Com mais dinheiro no bolso, os brasileiros consumiram mais, promovendo o crescimento econômico. E os capitalistas, até o estouro da crise econômica mundial de 2008, aumentaram os investimentos produtivos.

- E os governos Lula e Dilma, com uma arrecadação de impostos maior, também elevaram os investimentos públicos (rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas, refinarias, petroquímicas, fertilizantes, etc) e tiveram condições de ampliar os gastos sociais (educação, saúde, moradia, saneamento básico, agricultura familiar, etc).

- O crescimento econômico mundial, fortemente concentrado nos países emergentes (China, Índia, América Latina, emergentes asiáticos como o Vietnã e a Indonésia) também contribuiu para esse crescimento da economia brasileira.

- Os governos Lula e Dilma, espertamente, priorizaram as relações (comerciais, diplomáticas) com tais países, o que fez com que inúmeros acordos comerciais fossem assinados com os mesmos.
O número de unidades habitacionais financiadas no Brasil teve um crescimento significativo durante os governos Lula e Dilma. Em 2002, apenas 282 mil unidades foram financiadas. Em 2014, chegou-se a 1.400.000 unidades financiadas (crescimento de 396,5%).
- Assim, o Brasil intensificou as suas relações com os países da América Latina (via Mercosul, Unasul), que é o maior mercado de exportação dos produtos industrializados brasileiros, e passou a fazer parte dos BRICS, no qual a China é a grande compradora de commodities brasileiras (soja e minério de ferro, em especial).

- Com isso, as exportações brasileiras tiveram um crescimento expressivo, fazendo com que o Brasil acumulasse um superávit comercial de US$ 327 bilhões entre 2003-2015.

- Os investimentos estrangeiros produtivos também cresceram fortemente durante 
os governos Lula e Dilma, atingindo cerca de US$ 550 bilhões entre 2003-2015.

- As reservas internacionais líquidas brasileiras cresceram fortemente, passando de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2016).

- Desta maneira, com o aumento das exportações e a expansão do consumo interno, o PIB brasileiro passou de US$ 459 bilhões (2002; 13º. do mundo) para US$ 2,4 trilhões (2014; 7ºo. do mundo) e a renda per capita cresceu de US$ 2.800 (2002) para US$ 11.000 (2014).

- Além disso, tivemos a criação de 21 milhões de empregos com carteira assinada entre 2003-2014, o maior número da história do país, dando aos trabalhadores condições de consumir mais.
A renda per capita brasileira cresceu de forma expressiva durante os governos Lula e Dilma, passando de US% 2810 em 2002 para US$ 11.670 em 2014 (crescimento de 315,2%). 
- Assim, as políticas de distribuição de renda (aumento real do salário mínimo, aumento dos gastos sociais, barateamento do crédito, etc) e os programas sociais criados ou ampliados pelos governos Lula e Dilma (Minha Casa Minha Vida, ProUni, Fies, Pronaf) é que criaram as condições para que o Brasil tivesse um novo ciclo de crescimento econômico e que durou de 2003 a 2013 (com uma breve interrupção em 2009).

- Somente em 2014 é que tal ciclo de expansão econômica foi interrompido, em função do agravamento da crise econômica mundial e da redução dos investimentos produtivos promovidos pelo setor privado.

- A queda dos preços do petróleo no mercado internacional a partir da crise de 2008 (o preço do barril despencou de US$ 150, em 2008, para cerca de US$ 30 em 2015). Com isso, a Petrobras foi obrigada a reduzir o seu plano de investimentos previstos para o período 2015-2020.

- O preço das principais commodities exportadas pelo Brasil também despencaram a partir de 2008: minério de ferro, soja, suco de laranja, etc.
As reservas internacionais líquidas brasileiras cresceram de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2016). Elas superam a dívida externa bruta do Brasil, que é de US$ 332 bilhões (2016), em US$ 44 bilhões. Assim, durante os governos Lula e Dilma o Brasil se tornou Credor Externo Líquido, situação inédita na história do país. 
- Além disso, a crise econômica acabou sendo muito mais profunda e duradoura do que o previsto em função do Golpe de Estado que se promoveu no país a partir da reeleição de Dilma.

- As forças da Direita Neoliberal e Reacionária, que foram derrotadas em quatro eleições presidenciais consecutivas (2002, 2006, 2010, 2014), não aceitaram a quarta derrota e decidiram derrubar o governo Dilma por meio de um Golpe de Estado, usando de um pretexto inexistente na lei brasileira (as tais ‘pedaladas fiscais’).

- Para se promover o Golpe, as forças derrotadas promoveram um gigantesco terrorismo midiático, inventando uma mentira descarada, ou seja, a de que o Brasil era um país ‘quebrado’.

- Tal afirmação é totalmente falsa e mentirosa, até porque países quebrados não pagam as suas dívidas (interna e externa) em dia, que é o que o Brasil faz desde o governo Lula. E fez isso sem recorrer ao FMI, como aconteceu em três oportunidades durante o governo FHC (em 1998, 2001 e em 2002).

- Além disso, o Brasil acumulou, durante os governos Lula e Dilma, reservas internacionais de US$ 376 bilhões (a 6ª. Maior do mundo), enquanto que a Dívida Externa Bruta é de US$ 332 bilhões.
Durante os governos Lula e Dilma, enquanto o Salário Mínimo teve um grande aumento real (de 91% entre 2003-2016) a taxa anual média de desemprego despencou, passando de 12,5% (2002) para 4,8% (2014). O aumento do poder de compra gerou expansão do consumo, da produção e, com isso, a criação de 21 milhões de novos empregos com carteira assinada.
- Assim, durante os governos Lula e Dilma, o Brasil tornou-se Credor Externo Líquido, o que é uma situação inédita na história do país.

- O terrorismo midiático, no entanto, funcionou, e assustou a população de tal maneira que esta parou de consumir, principalmente os bens e serviços de maior valor (automóveis, imóveis, etc), jogando a economia brasileira na recessão.

- A forte recessão que tivemos derrubou a arrecadação de impostos, obrigando o governo federal a cortar os seus gastos em investimentos e na área social, embora os programas mais importantes tenham sido preservados.

- Assim, o ciclo de crescimento econômico virtuoso que tivemos entre 2003-2013 (ver acima) foi interrompido pela forte queda do consumo que tivemos no Brasil a partir de 2015, devido ao Terrorismo Midiático.

- Além disso, a oposição golpista e reacionária aprovou uma série de Pautas-Bomba no Congresso Nacional, além de ter rejeitado as principais medidas de ajuste da economia do governo Dilma.
A Dívida Pública Líquida despencou durante os governos Lula e Dilma, passando de 60,4% do PIB (2002) para 34,9% do PIB (2014). 
- Na prática, Dilma não conseguiu governar em 2015. Seu governo ficou paralisado, sem iniciativa. E quando ela tentava fazer algo, suas medidas eram bloqueadas pelo Congresso Nacional.

- Além do mais, a operação Lava Jato iniciou um processo de desmantelamento das principais construtoras do país, bem como resultou na paralisação de projetos e obras em todo o país: construção naval, submarino nuclear, refinarias, petroquímicas, etc.

- Somente em 2015, a operação Lava Jato resultou na demissão de 1 milhão de trabalhadores, enquanto que os resultados no combate à corrupção são pífios.

- O Brasil passou, assim, por um período de 10 anos de crescimento econômico, um dos mais longos períodos de expansão da atividade econômica da história do país.

- E tudo isso começou com o aumento do consumo promovido pelos governos Lula e Dilma.

- E agora o governo Temer diz que irá tirar o Brasil da crise econômica fazendo exatamente o contrário de que o Lula e Dilma fizeram, ou seja, arrochando os salários, encarecendo o crédito, reduzindo os investimentos e os gastos sociais do setor público, eliminando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, promovendo privatizações desnacionalizantes (a do petróleo do pré-sal já teve início).


- Acredite se quiser. 
A participação das exportações brasileiras no total mundial cresceu de 0,96% (2002) para 1,3% (2013). E o superávit comercial acumulado chegou a US$ 327 bilhões entre 2003-2015.

Link:

Investimentos externos produtivos no Brasil em 2015:

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