Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 3 de setembro de 2016

Os erros de Dilma, Mossadegh, os EUA e o Golpe de 2016! - Marcos Doniseti!

Os erros de Dilma, Mossadegh, os EUA e o Golpe de 2016! - Marcos Doniseti!
"Todos os Homens do Xá": O ótimo livro do jornalista Stephen Kinzer conta toda a história do Golpe de Estado que derrubou o governo de Mossadegh, que nacionalizou a indústria do petróleo e criou as leis sociais e trabalhistas no país.
Entre as principais críticas que se fazem ao governo de Lula-Dilma-PT está a de que os mesmos preservaram uma política econômica tucana. Tal crítica foi feita por Cid Benjamin em um texto de sua autoria. 

Bem, o problema dessa afirmação de Benjamin é que isso não aconteceu e por vários motivos.

Vamos aos mesmos: 

1) Não existiu "política econômica tucana" no governo Lula e nem no segundo mandato de FHC. 

A política que levou a adoão de câmbio flutuante, juros reais e ajuste fiscal foi uma política econômica elaborada pelo FMI, que a impôs ao governo FHC quando este recorreu ao mesmo em 1998. 

Em troca, o governo FHC recebeu um empréstimo de US$ 40 bilhões para não ter que decretar moratória da dívida externa, pois as reservas do país estavam evaporando e no ritmo em que elas estavam diminuindo o Brasil ficaria sem nada até o fim de 1998.

2) Além destas medidas, o FMI também impôs políticas de aumento de impostos, privatizações (energia, por exemplo), corte de gastos públicos, reforma da previdência social e de arrocho salarial. 
Governos Lula e Dilma reduziram drasticamente a pobreza crônica no Brasil, segundo dados do Banco Mundial. 
3) Na época (1998), Bill Clinton mandou, no entanto, o FMI esperar que FHC fosse reeleito para que o Real fosse desvalorizado, porque se a desvalorização acontecesse durante a campanha, ele perderia a eleição presidencial para Lula. 

Assim, o governo FHC praticou um descarado estelionato eleitoral, tal como o PMDB também fez em 1986, quando o governo Sarney deixou para enterrar o Plano Cruzado depois das eleições.  

4) Quando Lula venceu a eleição presidencial, em 2002, ele manteve parte da política do FMI (a parte fiscal, cambial e de juros) porque FHC havia entregado um país quebrado para ele governar. Exemplo disso é que as reservas internacionais líquidas do país pagavam apenas 4 meses de importações.

5) Gradualmente, Lula abandonou uma outra parte da política econômica que o FMI impunha: As privatizações foram interrompidas, o arrocho salarial foi abandonado (salário mínimo teve aumento real desde o primeiro ano do governo Lula) e os gastos públicos (na área social e em infra estrutura) foram consideravelmente elevados depois que não se renovou o acordo com o FMI e que Lula pagou a dívida com o mesmo (no final de 2005).
"A Segunda Guerra Fria': Excelente livro do historiador brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira explica como os EUA promovem os processos de desestabilização e Golpes de Estado pelo mundo afora. 
6) Dizer que Lula não fez reformas é errado: Em primeiro lugar, porque a grande mudança que Lula promoveu em seu governo (política à qual Dilma deu continuidade) foi incluir os pobres no Orçamento, e de maneira significativa, algo inédito na história brasileira. 

Tanto isso é verdade que o ministro da Fazenda do governo Temer, Henrique Meirelles, declarou que o maior erro dos governos Lula-Dilma foi ter gasto muito dinheiro com educação, saúde e seguridade social.


Realmente, este tipo de coisa só pode ser obra de um governo comunista... 

E foi justamente tal política, de inclusão social, que permitiu a criação de inúmeros programas de distribuição de renda e de justiça social (Bolsa Família, ProUni, Minha Casa Minha Vida, etc) que permitiram tirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU e retirar 40 milhões de brasileiros da miséria. 

Além disso, reformas como a tributária e a política não são feitas pelo poder Executivo, mas pelo Legislativo, que tem a última palavra em todos os assuntos, fato este que Cid Benjamin ignora em seu texto. 

Parece até que ele não leu a Constituição de 1988, que é inteiramente Parlamentarista. 

Aliás, essa Constituição foi feita por Ulysses Guimarães e seu PMDB, que nada tem a ver com o PMDB de Temer/Renan/Jucá/Sarney que derrubou Dilma agora. 
Ulysses Guimarães e a Constituição de 1988, a mesma que o Golpe de 2016 está começando a desmantelar. Exemplo disso é que as vinculações orçamentárias que obrigam a um investimento mínimo educação e seguridade social (Saúde, Previdência e Assistência Social) deixarão de existir caso a PEC 241 venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Como se percebe, o PMDB atual, retrógrado e entreguista, é bem diferente do PMDB do Dr. Ulysses. 
Havia inúmeras propostas de reforma política e tributária tramitando no Congresso Nacional já há muitos anos quando Lula se elegeu Presidente, mas nunca se chegou a um consenso sobre as mesmas e foi por isso que elas empacaram e não por culpa de Lula ou de Dilma.

Empresários, classe política e governo puxavam a sardinha para o seu lado, recusando-se a fazer concessões, levando à que as reformas não fossem levadas adiante.  

8) Cid Benjamin 'esqueceu' que Dilma, já no primeiro do seu primeiro mandato, promoveu uma política de drástica redução das taxas de juros, o que irritou profundamente o sistema financeiro, a burguesia e a classe média mais abastada que tem recursos para fazer aplicações especulativas (em ações, títulos públicos, fundos de investimentos, fundos cambiais, etc).

Com isso, a taxa Selic foi drasticamente reduzida e os bancos públicos (BB e CEF, principalmente) também promoveram uma sensível redução nas taxas de juros que cobravam, fato este que foi duramente atacado pela Grande Mídia e pelos colunistas econômicos que trabalham na mesma. Estes diziam que tal política iria acarretar grandes prejuízos para os bancos públicos, pois a inadimplência iria aumentar bastante. 

Mas nada disso aconteceu.

Na realidade, o que ocorreu foi que os bancos públicos aumentaram a sua participação no mercado de crédito, tirando participação dos bancos privados (Itaú, Bradesco, HSBC) e os seus lucros aumentaram em função disso. 
Desembolsos do BNDES cresceram fortemente durante os governos Lula e Dilma, passando de R$ 38 bilhões (2002) para R$ 190 bilhões (2013). Ele é o único banco que financia investimentos produtivos de longo prazo no Brasil: usinas hidrelétricas, ferrovias, rodovias, siderúrgicas, petroquímicas. O BNDES desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento econômico do Brasil desde que foi criado, por Getúlio Vargas, em 1952.
Na realidade, o que ocorreu foi que os bancos públicos aumentaram a sua participação no mercado de crédito, tirando participação dos bancos privados (Itaú, Bradesco, HSBC) e os seus lucros aumentaram em função disso. 

7) O fim da bonança externa (do superciclo das commodities), que é citado por Benjamin, prejudicou a todos os países, indistintamente, e não apenas ao Brasil.

Isso é comprovado pelas crises da Venezuela e da Argentina, por exemplo, onde a Direita Neoliberal também ganhou muito espaço, com Macri vencendo a eleição presidencial de 2015 e a oposição venezualana tornando-se majoritária no Parlamento. 

A Rússia também entrou em crise profunda depois que o superciclo das commodities chegou ao fim e que o preço do barril de petróleo desabou. Toda a América Latina entrou em recessão, bem como os países do Oriente Médio, visto que são todos grandes exportadores de tais produtos (petróleo, alimentos, minérios). 

8) Não foi apenas a Lava Jato e o fim da bonança externa que provocaram a crise no Brasil. 
A CIA entregou armas para 'rebeldes sírios' (a imensa maioria, mais de 90%, vinha de outros países): Quando um processo de desestabilização não é suficiente para se derrubar um governo, os EUA promovem invasões ou 'guerras civis' a fim de destruir tal país. Foi assim na Iugoslávia, Iraque, Líbia e Síria. 
O Terrorismo Midiático teve um papel fundamental neste processo, pois a repetição incessante, pela Grande Mídia, de que 'o PT quebrou o Brasil' acabou sendo assimilado por um povo que, essencialmente, mal sabe fazer as quatro operações simples (somar, multiplicar, dividir e subtrair) e que não entende lhufas sobre questões econômicas mais complexas. 

Assim, em função da ignorância popular a respeito de como funciona uma economia moderna, foi fácil para a Grande Mídia dizer que Dilma-Lula-PT eram culpados exclusivos pela crise econômica brasileira, sendo que, de fato, a mesma começou nos EUA em 2007-2008 (crise das hipotecas subprime, Lehman Brothers, quebra do sistema financeiro privado ianque) e que ainda não terminou. 

Mesmo em um país como a China, por exemplo, a taxa de crescimento econômico despencou (o que provocou o fim do superciclo das commodities), caindo de cerca de 13% ano antes de 2008 para algo em torno de 7% ao ano atualmente, embora tenhamos analistas econômicos privados que atuam no mercado chinês que dizem que a economia do Dragão Asiático esteja crescendo, no máximo, 5% ano. 

Como resultado desta crise, somente em 2015 saíram cerca de US$ 680 bilhões da economia chinesa, que somente não entrou numa crise terrível porque as reservas internacionais do país eram de US$ 3,9 trilhões no início daquele ano e, também, porque, nos anos anteriores, o governo chinês estimulou a formação de bolhas especulativas nos mercados imobiliário e acionário do país a fim de sustentar a atividade econômica. Tais bolhas, no entanto, começaram a implodir em 2015-2106. 
Pelo Regime de Partilha do pré-sal, 75% da receita líquida gerada pelo mesmo fica com o Estado brasileiro. Mas o governo ilegítimo de Temer tenta aprovar, no Congresso Nacional, um projeto de lei de autoria de José Serra (PSDB), para extinguir tal sistema, passando a permitir que toda a renda líquida com as petroleiras estrangeiras. A venda, a preço de banana, do Campo de Carcará, pelo governo Temer, foi o primeiro passo para que tal medida, que será extremamente prejudicial ao Brasil e ao seu povo, venha a ser aprovada.
9) Cid Benjamin também nada comenta sobre as 'Jornadas de Junho de 2013', que foi a versão brasileira das chamadas 'Revoluções Coloridas' promovidas pelos EUA em países cujos governos não se submetem aos seus interesses. 

A CIA e Gene Sharp sabem tudo a respeito. Grandes empresários ianques (Soros, irmãos Koch) as financiam mundo afora. E quando tais 'Revoluções Coloridas' não são possíveis ou não suficientes, os EUA promovem 'guerras civis' em tais países, a fim de destruir a capacidade do Estado Nacional local de resistir às suas interferências. 

A Iugoslávia, Iraque, Líbia, Síria, Egito e Ucrânia que o digam...

10) Tais 'Jornadas de Junho de 2013' promoveram queda brutal na aprovação popular de Dilma e resultaram na eleição do Congresso Nacional mais conservador desde 1964, segundo o DIAP. 

E foi isso que abriu caminho para a vitória do Golpe contra Dilma neste ano.

É verdade que Dilma seguiu um rumo diferente de Lula, do PT e dos movimentos sociais no 2o. mandato, se afastando dos mesmos.
Manifestações de Junho de 2013: O Gigante acordou e levou ao poder uma classe política retrógrada que deseja, entre outras coisas, destruir a CLT, entregar o petróleo do pré-sal ao capital estrangeiro, aumentar a idade mínima para a Previdência Social, arrochar os salários e reduzir drasticamente os investimentos em saúde, educação, previdência e assistência social. E aí, gostou? 
Ela demitiu Gilberto Carvalho, que era o 'homem de Lula' no governo dela e que fazia a 'ponte' com os movimentos sociais, mantendo um diálogo permanente com os mesmos.

Quando ela nomeou Joaquim Levy e decidiu promover o ajuste econômico (necessário, embora amargo), não consultou ninguém dos das forças políticas e dos movimentos sociais progressistas que apoiaram a candidatura dela e que foram fundamentais para a sua vitória em 2014. 

Esta foi uma típica ação tecnocrática. E isto foi um erro. 

Afinal, quem se elege com o apoio dos movimentos sociais e dos partidos progressistas não pode governar de maneira tecnocrática, mas de forma política, consultando e dialogando com os mesmos o tempo inteiro. E se tiver que tomar alguma medida amarga, então que explique a necessidade da mesma a tais forças progressistas antes de fazê-lo. 

Dilma também errou na articulação da eleição para a Câmara dos Deputados, no final de 2014, e em toda a articulação política do seu governo em seu segundo mandato. E quando ela se deu conta disso, já era tarde demais. 
Poder de compra do Salário Mínimo aumentou 91,3% durante os governos Lula e Dilma. Se ele tivesse sido reajustado apenas pela inflação acumulada, seu valor, atualmente, seria de R$ 460 e não de R$ 880. 
Dilma errou em seu segundo mandato, sim, mas ela não foi tirada do poder, por meio de um Golpe de Estado, em função dos seus erros, mas sim por causa dos acertos (dela e de Lula), como a criação do Minha Casa Minha Vida, do Ciência Sem Fronteiras, a criação do Regime de Partilha do pré-sal e dos aumentos reais para o Salário Mínimo e para o Piso Salarial Nacional dos professores. 

Estes reajustes salariais, aliás, desagradavam profundamente a grande parte dos governadores e dos prefeitos de todo o país, que diziam não ter verbas suficientes para pagar tais reajustes, embora tenham verbas para manter milhares de funcionários em cargos de confiança que são ligados aos grupos políticos que os apoiam, bem como inúmeras mordomias para os mesmos. 

Porém, mesmo que Dilma tivesse feito tudo certo, em seu segundo mandato, o Golpe teria acontecido do mesmo jeito, pois quem o promoveu o fez porque foi derrotado na eleição presidencial de 2014 e não aceitou essa derrota. 

E não estou me referindo apenas aos candidatos da oposição que foram derrotados, mas a todas as forças políticas e sociais que foram derrotadas nesta eleição e que promoveram tal Golpe: Fiesp, Sistema Financeiro, Grande Mídia, Petroleiras estrangeiras, classe média abastada e reacionária, agronegócio, Igrejas empresariais conservadoras (de mentalidade medieval). 
Como se percebe, a participação dos bancos públicos na oferta de crédito aumentou significativamente durante os governos Lula e Dilma, passando de 35% do total (2002) para quase 49% do total (2012). Este foi um dos principais motivos pelos quais a economia brasileira passou por um ciclo de crescimento que durou uma década (2003-2013). Mas isso também fez com que o sistema financeiro privado declarasse guerra ao governo Dilma e apoiasse fortemente o Golpe contra a mesma.
Talvez a resistência ao Golpe fosse maior, sem tantos erros por parte de Dilma. Mas, independente disso, o Golpe teria acontecido do mesmo jeito.
As forças reacionárias envolvidas neste Golpe estavam mais do que dispostas a não permitir que Dilma conseguisse governar, promovendo uma descarada sabotagem ao seu governo.

E isso foi feito por meio de um brutal terrorismo midiático, da seletiva operação Lava Jato, das Pautas-Bombas aprovadas no Congresso Nacional e impedindo a implementação das medidas do ajuste econômico. 

E isso foi possível porque o Congresso Nacional eleito em 2014 foi o mais conservador desde 1964, segundo o DIAP (agradeçam às manifestações de Junho de 2013 por isso). 

A estratégia golpista teria passado por ajustes, caso Dilma não tivesse errado tanto, mas quem comandou esse Golpe estava determinado a tirar Dilma e a destruir Lula e o PT de qualquer jeito, pois eles eram os grandes obstáculos à imposição de um projeto neoliberal, retrógrado e entreguista por parte das elites capitalistas tupiniquins que, em sua quase totalidade, apoiaram e financiaram o Golpe. 

Logo, mesmo que Dilma, Lula e o PT não tivessem cometido um único erro teríamos tido Golpe de Estado do mesmo jeito. 
'O Globo' fez campanha contra a criação do 13o. Salário. Como se percebe, a Grande Mídia brasileira sempre apoiou medidas que prejudicam os trabalhadores. E agora acontece o mesmo, com a Mídia exigindo que Temer promova reformas trabalhista e previdenciária que irão prejudicar imensamente aos trabalhadores.
Quando o Império Ianque e as Elites Trogloditas locais e globalizadas se dispõe a derrubar um governo nada os impede. E se os EUA não conseguem derrubar por meio destes processos de desestabilização ou Golpes, então o Império Ianque promovem 'guerras civis' em tais países. 

A Iugoslávia, Iraque, Ucrânia, Líbia e a Síria que o digam.

Aliás, vejam que foi a embaixadora anterior dos EUA no Brasil: Foi a mesma embaixadora que estava no Paraguai (Liliana Ayalde) quando golpistas apoiados pelos EUA derrubaram o governo eleito democraticamente de Fernando Lugo. E o novo embaixador dos EUA no Brasil (Pete McKinley) veio do... Afeganistão, pais que está em 'guerra civil', promovida pelos EUA, desde 2001. 

Aliás, no Paraguai o Golpe foi muito parecido com o brasileiro em um outro aspecto: O Vice-Presidente de Fernando Lugo, que também era de um partido de Centro-Direita (um PMDB do Paraguai) atuou ativamente no movimento golpista e assumiu o cargo no lugar deste após a vitória do Golpe. 

Qualquer semelhança com o Golpe no Brasil não é mera coincidência.

Há um livro excelente sobre como os EUA promovem Golpes de Estado mundo afora. Chama-se 'Todos os Homens do Xá', de autoria de Stephen Kinzer (jornalista do TNY Times). 

Em seu livro, Kinzer mostra como a CIA, com a ajuda do MI6 (Serviço Secreto britânico), derrubou o governo nacionalista e reformista de Mossadegh, no Irã, em 1953. 
Em 2002, a CEF era o quarto maior banco brasileiro em ativos (o Banco do Brasil era o primeiro). No primeiro trimestre de 2016, a CEF já havia ultrapassado o Bradesco e o Itaú, tornando-se o segundo maior banco brasileiro em ativos (o Banco do Brasil continua sendo o primeiro). Fortalecimento dos bancos públicos pelos governos Lula e Dilma irritou profundamente o setor financeiro privado, que apoiou ostensivamente ao Golpe contra Dilma.
Mossadegh havia feito duas coisas muito parecidas com o que Lula e Dilma fizeram no Brasil: 

1) Nacionalizou o Petróleo (como Lula e Dilma nacionalizaram o pré-sal); 

2) Criou leis sociais e trabalhistas (como Lula e Dilma fizeram, criando programas de inclusão social no Brasil). 

Resultado: Mossadegh foi derrubado por um Golpe de Estado.

E para isso, a CIA subornou toda a elite iraniana da época: deputados, generais, aiatolás. Até arruaceiros de rua para promover quebra-quebras eles pagaram (vocês acham que os Black Blocs surgiram agora?). 

E nas décadas seguintes este modelo de Golpe de Estado foi reproduzido pelos EUA em inúmeros outros países, principalmente na América Latina, começando pela Guatemala, em 1954, quando os EUA derrubaram o governo reformista e nacionalista de Jacobo Arbenz. O governo democrático, reformista e nacionalista de Jango, no Brasil, também foi derrubado com base no mesmo 'modus operandi' adotado no Irã em 1953. 
Além de ter se tornado o segundo maior banco brasileiro em ativos, a CEF também passou a ser o segundo em depósitos totais, encostando no líder, que é o Banco do Brasil. Fortalecimento dos bancos públicos promovido por Lula e Dilma será, agora, devidamente interrompido pelo governo ilegítimo de Temer, que colocou um ex-economista do Itaú para ser o novo presidente do Banco Central.
Portanto, eu recomendo a leitura do livro de Kinzer, sem dúvida alguma.

Aliás, para quem não sabe, o livro dele é inteiramente baseado em documentos liberados pelo próprio governo dos EUA na época em que Bill Clinton era presidente, pois o mesmo estava interessado em melhorar as relações diplomáticas com o governo do Irã. 

Logo, não dá nem para os coxinhas reacionários puxa-sacos dos Ianques dizerem que o livro de Kinzer é propaganda comunista ou invenção de 'petralhas' e de 'bolivarianos'.

Agora, no atual cenário brasileiro, caberà às forças progressistas ter que se mobilizar e lutar para desgastar esse governo golpista e ilegítimo de Temer, a fim de inviabilizar a imposição de um plano de governo que foi rejeitado em quatro eleições presidenciais consecutivas (2002, 2006, 2010 e 2014) e tentar salvar a Democracia em nosso país.

Por tudo isso, a luta continua, sim!
O orçamento do Pronaf (programa de financiamento à agricultura familiar) cresceu fortemente durante os governos Lula e Dilma, passando de R$ 4,5 bilhões (safra 2002/2003) para R$ 24 ,1 bilhões (2014/2015). 
Links:

O desmonte social do plano Temer-Meirelles:

http://www.cartacapital.com.br/politica/o-desmonte-social-no-plano-temer-meirelles

Texto de Cid Benjamin:

http://oglobo.globo.com/brasil/artigo-dias-dificeis-virao-por-cid-benjamin-20030572

Embaixadora dos EUA no Brasil atuou no Paraguai na época do Golpe contra Fernando Lugo:

http://www.vermelho.org.br/noticia/278160-7

Novo embaixador dos EUA no Brasil veio do Afeganistão:

https://www.brasildefato.com.br/2016/05/27/eua-indicam-novo-embaixador-no-brasil/

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/44281/estados+unidos+anunciam+troca+de+embaixador+no+brasil+.shtml

Golpe no Paraguai - 4 anos de devastação social:

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Golpe-no-Paraguai-4-anos-de-devastacao-social-e-economica-neoliberal/4/36326

Governo Macri: Taxa de Desemprego aumenta de 5,7% para 9,3% nos noves primeiros meses de governo neoliberal:

http://www.hispantv.com/noticias/economia/285829/desempleo-aumenta-argentina-durante-mandato-macri

O Golpe no Irã em 1953:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/01/os-conflitos-entre-eua-x-ira-e-o-golpe.html

CEF ultrapassa o Itaú e torna-se o segundo maior banco brasileiro em ativos:

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/os-20-maiores-bancos-do-brasil-em-valor-de-ativos

Ensino Superio registra mais de 7,3 milhões de matrículas em 2013:


Percentual de jovens de 18 a 24 anos que frequentam Ensino Superior cresceu de 32,9% (2004) para 58,5% (2014): 

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