Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Temer: A ‘Herança Negativa’, a Ditadura Militar, a Classe Média e a Convulsão Social! – Marcos Doniseti!

Governo Temer: A ‘Herança Negativa’, a Ditadura Militar, a Crise Global, a Classe Média e a Convulsão Social! – Marcos Doniseti!
O governo Temer diz que recebeu uma herança negativa de Dilma, mas as reservas internacionais líquidas do país (de US$376 bilhões) são suficientes para pagar toda a dívida externa (US$ 333 bilhões). 
Esse discurso que começou a ser feito pelo governo de Temer de que ele teria recebido uma 'herança negativa' do governo Dilma não irá durar muito tempo, não.

Em primeiro lugar, isso vai não vai acontecer porque a herança, em muitos aspectos, é benéfica, tal como demonstram as gigantescas reservas internacionais que os governos Lula e Dilma acumularam (cresceram de US$ 16 bilhões para US$ 376 bilhões entre 2003-2016), o aumento real do salário mínimo (de 91% entre 2003-2016), o MCMV (entregou 2,5 milhões de moradias), o Bolsa Família (beneficia cerca de 14 milhões de famílias), o ProUni (já beneficiou cerca de 1,5 milhão de estudantes de menor renda), o FIES, o Luz Para Todos e os demais programas sociais.

Depois, esse discurso é insuficiente porque Temer era Vice de Dilma e quase todos os partidos que apoiaram Dilma fazem parte do seu governo. E se existisse, de fato, uma herança ruim, então ele e tais partidos seriam, em grande parte, responsáveis por isso. 

Temer, quando comenta sobre a tal ‘herança negativa’, não está falando a respeito de um governo com o qual ele não teve nada a ver, mas de um governo do qual ele fez parte, bem como o PMDB, e isso aconteceu durante muito tempo (desde 2006).

Além disso, falou-se muito que bastaria tirar Dilma e o PT do governo que a confiança na economia brasileira aumentaria e que tudo iria melhorar. E isso não está acontecendo e tampouco irá acontecer.
Durante os governos Lula e Dilma o salário mínimo teve um aumento real de 91,3%. Agora, o governo Temer diz que irá encerrar tal política. No máximo, o salário mínimo subirá no mesmo nível da inflação e ele não será mais usado para reajustas os benefícios previdenciários. Assim, seu reajuste irá beneficiar um número muito menor de pessoas do que atualmente, quando 48 milhões tem os ganhos atrelados ao Salário Mínimo (23 milhões são pensionistas do INSS).
Basta ver que as vendas de automóveis em setembro deste ano caíram 20% em relação ao mesmo mês de 2015 e que o número de falências de empresas, no mesmo mês de Setembro, aumentou 69% em relação a Setembro de 2015. 

E depois temos que levar em consideração que a paciência da população tem limites. 

Esse discurso de 'herança negativa' será aceito por um período limitado de tempo, mas quando a população brasileira perceber que está sendo prejudicada a troco de nada, a insatisfação irá explodir. Basta que um número cada vez maior de brasileiros fique desempregado (como já está acontecendo) e comece a faltar comida na mesa, que a paciência popular irá acabar. 

E isso irá acontecer quando o governo Temer começar a mostrar as garras, implantando as suas políticas neoliberais (de austeridade) e de arrocho.

Afinal, adotar medidas como a de arrochar salários, cortar gastos sociais, reduzir os investimentos públicos, extinguir ou reduzir programas sociais, eliminar direitos trabalhistas e previdenciários, promover privatizações desnacionalizantes, nunca foram e jamais serão populares.

Aliás, foi justamente por isso que os candidatos que defenderam tais propostas foram derrotados em quatro eleições presidenciais consecutivas (2002, 2006, 2010, 2014). E foi por isso que os defensores deste programa tiveram que promover um Golpe de Estado para colocá-lo em prática. Pelo caminho das urnas, eles jamais conseguiriam isso. 
A taxa de desemprego brasileira terminou 2014 no menor patamar da história (4,3%). Ele somente começou a aumentar depois do início do movimento golpista, que começou logo após a reeleição de Dilma. Coincidência? Claro que não. 
A Crise Econômica Brasileira e a Crise Mundial!!!

Não existe nenhuma possibilidade de que a economia brasileira venha a retomar a trajetória de crescimento em um curto período de tempo.

Caso isso acontecesse, o governo Temer teria condições de se manter no poder, sem maiores problemas, até o final de 2018 e, até, poderia vir a conseguir a reeleição, caso os seus problemas com a Justiça Eleitoral fossem resolvidos.

Em primeiro lugar, essa retomada da economia brasileira não vai acontecer porque todas as medidas do governo Temer possuem um caráter nitidamente recessivo: 

A) Arrocho salarial; 

B) Cortes drásticos de investimentos públicos e de gastos sociais; 

C) Aumento dos juros reais; 

D) Eliminação de programas sociais; 

E) Privatizações desnacionalizantes; 

F) Fim da CLT e do SUS, entre outros direitos duramente conquistados pelo povo brasileiro durante várias décadas de intensas mobilizações sociais.
Desde o início da crise econômica mundial o ritmo de expansão da economia chinesa desabou, passando de 14,2% em 2007 para 7,7% em 2013. Atualmente, a China cresce a um ritmo inferior a 7% ao ano, mas há analistas financeiros que dizem que essa expansão não passa de 5%. 
E em segundo lugar, esse crescimento não acontecerá porque a economia mundial está enfrentando uma grave crise desde 2008 e não existe nenhuma perspectiva de superação da mesma. E o comércio internacional também estagnou já há vários anos.

Então, não haverá como apelar para um aumento de exportações ou para uma maior integração da economia brasileira à economia mundial a fim de sair da crise, tal como aconteceu em outros momentos da história brasileira, como foi o caso da época da Ditadura Militar. E é justamente essa proposta que é defendida pelo governo Temer e pelos partidos que o apoiam (PSDB, PMDB, DEM, PSB, PPS, PR, PSD, SD, entre outros). 

O cenário atual é totalmente diferente daquele enfrentado pela Ditadura Militar, que conseguiu superar a crise em que se encontrava em 1968 por meio da retomada do crescimento econômico.

A Ditadura Militar adotou, durante o governo de Castello Branco (1964-1967), uma política neoliberal e de arrocho que acabou empobrecendo aos assalariados e aos pobres, mas que também afetou duramente à classe média (que também empobreceu) e ao capital produtivo brasileiro (ocorreram muitas falências e concordatas de empresas nacionais, bem como aquisições por empresas estrangeiras).
A renda per capita brasileira cresceu bastante durante os governos Lula e Dilma: Ela passou de US$ 2.810 (2002) para US$ 11.670 (2014), acumulando um crescimento de 315,3%.
Com isso, a mesma classe média que comemorou intensamente a vitória do Golpe de 01 Abril de 1964, promovendo imensas manifestações populares durante vários meses daquele ano, acabou apoiando o movimento estudantil em 1967 e que se intensificaram nos primeiros meses de 1968.

Obs1: A respeito do assunto, sugiro a leitura do ótimo livro ‘1968: O Ano Que Não Terminou’, de Zuenir Ventura.

Sentindo-se traída pelo Regime Militar, a classe média passou a apoiar as manifestações estudantis, que se espalharam pelo país inteiro e que cresceram rapidamente no primeiro semestre de 1968. O auge deste processo foi a chamada 'Passeata dos Cem Mil', que ocorreu em Junho, no Rio de Janeiro.

O Milagre Econômico Mundial salvou a Ditadura Militar!

Percebendo claramente que a Ditadura Militar corria o sério risco de vir a ser derrubada por manifestações populares cada vez maiores, e que poderiam levar milhões de pessoas às ruas de todo o país, o governo ditatorial de Costa e Silva decidiu reprimir as manifestações e fechar o regime (por meio do AI-5).

E seu governo fez isso ao mesmo tempo em que promoveu uma total mudança na política econômica, que foi efetivada por Delfim Netto, ministro da Fazenda do governo de Costa e Silva.

Desta maneira, a política de arrocho e recessiva que havia sido adotada pela dupla Bulhões-Campos, durante o governo de Castello Branco, foi abandonada e o novo ministro da Fazenda tratou de estimular o crescimento econômico, aproveitando-se do fato de que a economia mundial vivia um verdadeiro ‘Milagre Econômico’ durante a década de 1960.
A 'Marcha da Família com Deus pela Liberdade' foi a primeira grande manifestação favorável a um Golpe de Estado contra o governo Jango. Os discursos eram voltados para as questões da corrupção e do anti-comunismo. Qualquer semelhança com o Golpe de 2016 não é mera coincidência. 
Delfim aproveitou que toda a economia mundial da época crescia rapidamente e adotou uma política econômica expansionista.

Obs2: A década de 1960 foi a época de maior crescimento econômico do Capitalismo nos países desenvolvidos em toda a história. O clássico livro do historiador Eric Hobsbawm, 'Era dos Extremos', tem um capítulo inteiro dedicado ao tema.

Delfim Netto estimulou as exportações, atraiu investimento estrangeiro produtivo (oferecendo força de trabalho barata e cuja capacidade de luta e de mobilização havia sido praticamente destruída pelo AI-5... devido à forte repressão que se abateu sobre o movimento sindical o Brasil ficou quase 10 anos sem que ocorressem greves), aumentou os investimentos públicos, ampliou a oferta de crédito para empresas e consumidores e manteve a inflação em um patamar inferior por meio de uma política de controle de preços.

Com isso, criaram-se as condições necessárias para que ocorresse o famoso 'Milagre Brasileiro', por meio do qual a economia passou a crescer rapidamente, atingindo uma média de 13% ao ano entre 1968-1973, superando a expansão ocorrida durante o governo JK, de cerca de 11% ao ano.

Os efeitos deste ‘Milagre Econômico’ começaram a ser notados pela população justamente no segundo semestre de 1968, no exato momento em que as manifestações populares ameaçavam ganhar maior vulto, o que poderia levar à derrubada da Ditadura Militar. 

Assim, a Ditadura Militar foi salva por um triz.
Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões comandaram a economia brasileira entre 1964 e 1967. Suas políticas desnacionalizantes, de arrocho salarial, de abertura unilateral ao capital estrangeiro e de restrições ao crédito fizeram o país entrar em uma forte recessão, o que jogou a classe média contra o Regime Militar. 
E com este ‘Milagre Econômico’, a Ditadura Militar recuperou o apoio da classe média e conseguiu, também, esvaziar as manifestações populares (embora a violenta repressão também tenha contribuído muito para isso).

Já no segundo semestre de 1968 os próprios líderes estudantis perceberam que o movimento havia entrado em processo de ‘refluxo’, ou seja, de esvaziamento, em função da combinação de rápido crescimento econômico e repressão implacável contra as manifestações.

A Ditadura Militar também conseguiu manter os trabalhadores assalariados relativamente ‘contentes’, pois apesar da brutal exploração que sofriam, esta foi uma época de virtual ‘pleno emprego’, pelo menos nos centros urbanos.

E a Ditadura Militar também apelou para uma intensa propaganda nacionalista, que falava da construção de um ‘Brasil Grande’, da qual as obras faraônicas eram o seu maior símbolo, embora várias delas nunca tenham sido sequer concluídas.

Isso foi o que aconteceu com a Transamazônica, a Ferrovia do Aço, o Projeto Nuclear e a Usina de Itaipu, cuja construção aumentou imensamente a dívida externa brasileira. Somente a última obra, Usina de Itaipu, foi concluída, mas quando a Ditadura Militar já havia sido derrubada.
A Rodovia Transamazônica foi uma das grandes obras que a Ditadura Militar tentou construir, mas ela nunca ficou pronta. Teria sido muito mais barato e eficiente o uso dos rios da região para se construir hidrovias, mas os militares nunca pensaram nisso.
A conquista do Tricampeonato Mundial de Futebol pelo Brasil, na Copa de 1970, no México, também foi bastante explorada politicamente pela Ditadura Militar.

A expressão ‘Brasil: Ame-o ou Deixe-o’ e o uso de canções populares, como as da dupla ‘Dom e Ravel’, também fizeram parte deste intenso esforço propagandístico do qual a Ditadura Militar passou a se utilizar a partir do governo Costa e Silva. O governo de Castello Branco nunca adotou tal política, até porque seu governo não tinha quase nada para mostrar de positivo.

Mas o 'Milagre Brasileiro’, que evitou a derrubada da Ditadura Militar em 1968, somente foi possível porque a economia mundial crescia muito naquele momento.

A década de 60 foi uma época de 'Milagres Econômicos' na Europa Ocidental, nos EUA e no Japão. Até mesmo os países ditos socialistas (bloco soviético) tiveram crescimento nesta época (sua crise começaria apenas na década de 1970).

Assim, o 'Milagre Econômico Mundial' da década de 1960 salvou a Ditadura Militar, impedindo que ela fosse derrubada por um processo de insatisfação popular e de convulsão social, que já estava em gestação no primeiro semestre de 1968.

O governo Temer, as políticas recessivas e a Grande Recessão Mundial!!!
Delfim Netto e Costa e Silva: O novo ministro da Fazenda brasileiro (1967-1974) abandonou a política recessiva do governo Castello Branco e estimulou o crescimento da economia, aproveitando que a economia mundial vivia uma era de forte expansão e que somente foi terminar em 1973, quando ocorreu o primeiro 'Choque do Petróleo' (Outubro de 1973). 
Agora, em 2016, o cenário brasileiro e mundial são totalmente diferentes.

Todas as medidas do governo Temer possuem um claro caráter recessivo, sendo que a sua política econômica é uma cópia ridícula da política adotada pela dupla Bulhões-Campos entre 1964-1967 e que quase provocou a queda da Ditadura Militar.

Mas esta política econômica recessiva é agravada pelo desejo do governo Temer de querer desmantelar a CLT (algo que nem a Ditadura Militar sequer pensou em fazer), destruir as conquistas sociais da Constituição de 1988 (a ‘Constituição Cidadã’, como a denominou Ulysses Guimarães) e reduzir ao mínimo o alcance, ou até em extinguir, as políticas sociais inclusivas da Era Lula-Dilma (ProUni, Minha Casa Minha Vida, entre outros).

Mas agora há uma grande diferença em relação à década de 1960, que é o fato de que a economia mundial e o comércio internacional estão estagnados e isso ocorre desde 2008.

A economia global vive, atualmente, a sua maior crise desde a Grande Depressão dos anos 1930. O FMI chama a época atual da economia global de 'Grande Recessão'.

Todas as grandes economias mundiais estão crescendo bem pouco (EUA, China) ou se encontram estagnadas (UE, Japão). A crise é tão grave que a pressão popular para que as políticas neoliberais e de arrocho sejam abandonadas é cada vez maior nos EUA e na União Europeia.


A quebra do Lehman Brothers, em Setembro de 2008, desencadeou uma onda de choque que abalou toda a economia mundial. Os sistemas financeiros privados dos EUA e da UE quebraram e foi necessário que os governos destes países injetassem cerca de US$ 20 trilhões para salvá-los da total bancarrota. 
Nos EUA, o machista, racista, xenófobo e retrógrado Donald Trump somente tem chances de se tornar o novo presidente do país em função desta crise e da insatisfação social profunda que ela gerou. 

Atualmente, cerca de 60% dos novos empregos que são criados nos EUA são precários e grande parte dos empregos de melhores salários já foram transferidos para o exterior e esse processo ainda não terminou. 

A classe trabalhadora industrial dos EUA, que antigamente era muito bem remunerada e tinha acesso a inúmeros benefícios (planos de saúde e de previdência, por exemplo), hoje está reduzida a uma ínfima parte do que já foi e tem cada vez menos acesso a bons empregos, que ofereçam bons salários e direitos e benefícios amplos.

No Reino Unido, a saída do Brexit se deu muito em função do desejo do povo britânico de romper com as políticas de arrocho que o governo de David Cameron adotou e que a UE também impõem, desde 2009, aos países membros. 

Tanto isso é verdade que foram justamente os segmentos da sociedade britânica (trabalhadores de baixa renda e de menor escolaridade; idosos) que mais foram prejudicados pelas políticas neoliberais e de arrocho que votaram contra a permanência do país na União Europeia.
A saída do Reino Unido da União Europeia, do qual era a segunda maior economia (atrás apenas da Alemanha), é um sinal claro da grave crise pela qual o processo de globalização neoliberal passa atualmente. As pressões protecionistas estão crescendo muito nos países desenvolvidos.
Assim, agora não existe um cenário econômico mundial que poderia contribuir para que o governo Temer pudesse adotar políticas favoráveis ao crescimento econômico.

O discurso de Donald Trump é feito no sentido de se abandonar as políticas de livre-comércio das últimas décadas (ele quer, inclusive, retirar os EUA do NAFTA) e se isso acontecer haverá uma guerra comercial, de caráter claramente protecionista, no mundo nos próximos anos.

Portanto, as pressões políticas e sociais na Europa e nos EUA são, atualmente, em favor de uma dose muito maior de protecionismo e de fechamento das economias nacionais. 

Temos, assim, neste momento, um ambiente econômico global que é inteiramente desfavorável à adoção de políticas de livre-comércio e de maior integração à economia global, que é o que deseja fazer o governo neoliberal de Temer.

Logo, não é possível adotar, agora, uma política de estímulo às exportações ou de maior integração à economia mundial para superar a crise econômica brasileira, tal como Delfim Netto fez entre 1968-1973.

Não temos um ‘Milagre Econômico Mundial’ em andamento, tal como acontecia nos anos 1960, e que durou até o primeiro ‘Choque do Petróleo' (Outubro de 1973).
Donald Trump ataca duramente os acordos de livre-comércio e promete retirar os EUA do NAFTA. Se ele vencer e fizer isso, a economia mundial entrará numa nova etapa da crise que começou em 2008. 
Políticas de Temer são Recessivas!

E no planto interno, como já foi comentado aqui, todas as políticas do governo Temer são neoliberais e de arrocho e todas as medidas que ele pretende adotar, ou que já estão sendo adotadas, são recessivas, incluindo:

- Arrocho salarial, que empobrecerá trabalhadores, aposentados e pensionistas;

- Eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, que irão empobrecer drasticamente aos trabalhadores assalariados e os pensionistas e aposentados;

- Aumento de juros reais (a taxa inflação desacelera, mas a taxa Selic permanece inalterada, em 14,25% ao ano), o que estimula as aplicações financeiras e desestimula o investimento produtivo e o consumo;

- Cortes drásticos dos investimentos públicos e na área social (vide PEC 241 e PL 257), que ficarão congelados por 20 anos. Isso resultará no seu sucateamento, o que irá provocar crescente insatisfação popular com a perda de qualidade dos serviços públicos;

- Redução e extinção dos programas sociais (Fies, ProUni, MCMV, etc), o que resultará no empobrecimento dos mais pobres. Aqueles 40 milhões de pessoas que os governos Lula e Dilma retiraram da miséria, deverão voltar a viver na mesma.
O índice de Gini mede a distribuição da renda do trabalho. Quanto mais próximo de Zero, menor é a concentração. Durante os governos Lula e Dilma ele teve uma queda significativa, caindo de 0,593 (2002) para 0,526 (2012).
Tais medidas irão aprofundar a Recessão que o Brasil enfrenta desde 2015 e que foi provocada pelo Movimento Golpista, pelo Terrorismo Midiático e pela operação Lava Jato.

A operação Lava Jato paralisou muitas das maiores obras em andamento no país (refinarias, petroquímicas, construção naval, etc), que são grandes geradoras de empregos, e levou à virtual quebra das maiores construtoras do país. Apenas em 2015/2016 cerca de 1,5 milhão de empregos foram perdidos em função da Lava Jato. 

O Movimento Golpista resultou na inviabilização do segundo mandato de Dilma, tendo sido marcado pela aprovação de inúmeras pautas-bomba, que visavam arrebentar as contas públicas e inviabilizar o seu governo. 

A rejeição das principais medidas de ajuste econômico, principalmente a volta da CPMF, e a recusa dos líderes da oposição no Congresso Nacional em aprovar qualquer medida enviada por Dilma ao mesmo, também foram fundamentais para inviabilizar o segundo mandato de Dilma.

O Terrorismo Midiático, por sua vez, convenceu grande parte da população brasileira de que ‘o PT quebrou o Brasil’, o que é um absurdo total, já que os governos Lula e Dilma fizeram o seguinte:
O governo Temer quer transformar a CLT em letra morta, abrindo caminho para que todos os direitos trabalhistas venham a ser objeto de livre-negociação entre empresários e trabalhadores. Assim, poderão ser assinados acordos trabalhistas que não reconhecerão direitos como o 13o. salário, o FGTS ou o pagamento de férias e folgas remuneradas. 
- O PIB brasileiro cresceu de US$ 500 bilhões (2002) para US$ 2,4 trilhões (2014), passando de 13º. Para 7º. Maior PIB do mundo;

- A renda per capita subiu de US$ 2.810 (2002) para US$ 11.670 (2014);

- A taxa de desemprego caiu de 10,8% (Dezembro de 2002) para 4,3% (Dezembro de 2014);

- As reservas internacionais líquidas subiram de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2016) e, agora, superam a dívida externa total do Brasil, que é de US$ 333 bilhões. Assim, o Brasil é Credor Externo Líquido.

Mas a imensa maioria da população brasileira desconhece totalmente tais informações, que foram sonegadas pela Grande Mídia, e passou a acreditar nesse discurso falso e mentiroso sobre a ‘quebra do Brasil’, o que a levou a parar de consumir, jogando o país na crise atual.

Isso ocorreu muito em função da ausência de uma política de comunicação efetiva, por parte dos governos Lula e Dilma, que pudesse confrontar a falsa visão divulgada pela Grande Mídia a respeito da situação econômica e social do Brasil.

Este foi o maior erro cometido pelos governos Lula e Dilma nestes treze anos de governo, sem dúvida alguma.
A produção do petróleo do pré-sal cresceu significativamente e já ultrapassa 1 milhão e 200 mil barris diários. Uma das vantagens do pré-sal é que a produtividade média dos poços é altíssima, de 25 mil barris diários, contra 10 mil barris no Golfo do México e 15 mil barris no Mar do Norte. 
A operação Lava Jato, a criminalização da Política e a Despolitização da população!

A operação Lava Jato, por sua vez, possui um nítido caráter partidário e seletivo e sempre visou apenas criar um clima de insatisfação popular que contribuísse para se derrubar o governo Dilma.

A operação Lava Jato e a Grande Mídia criminalizou a atividade política, levando a que ocorresse um brutal processo de despolitização de uma parte expressiva da população brasileira.

Vejam que, recentemente, um dos procuradores da Lava Jato procurou demonstrar que a formação de governos de coalizão caracteriza a prática de um verdadeiro crime, o que é um absurdo total.

Além disso, as forças golpistas, por meio da Grande Mídia, convenceram a maior parte da população de que o PT é o partido mais corrupto de todos, o que é negado pelos dados da própria Justiça Eleitoral, que apontam o PMDB, o PSDB e o DEM como sendo os partidos campeões de políticos que foram enquadrados na chamada lei da Ficha Limpa. 

E na própria operação Lava Jato os partidos com o maior número de políticos envolvidos são o PP (32) e o PMDB (7) e não o PT.
A Dívida Pública Líquida despencou durante os governos Lula e Dilma, caindo de 60,4% do PIB (2002) para 34,9% do PIB (2014).
‘Fora Todos Eles’: O grande vencedor das eleições municipais de 2016!

Mas essa visão dos acontecimentos, que resultou na criminalização do PT, acabou se impondo e isso se refletiu, agora, nos resultados desastrosos que foram colhidos pelas forças progressistas em todo o país.

Com estes resultados, o governo Temer está com as mãos livres para fazer o que quiser no Brasil pelos próximos dois anos, pois a oposição progressista foi quase que dizimada nestas eleições, que foram marcadas por um altíssimo grau de votos nulos, brancos e de abstenções.

Os resultados das eleições de algumas das principais cidades brasileiras comprovam isso:

São Paulo (apurados 96,48%): Brancos/Nulos/Abstenções = 2.995.000 votos; Doria = 2.989.000 votos.

Rio de Janeiro (apurados 99,99%): Brancos/Nulos/Abstenções = 1.866.000 votos; Crivella + Freixo + Pedro Paulo = 1.884.000 votos.

Belo Horizonte (apurados 96,46%): Brancos/Nulos/Abstenções = 714.000 votos; João Leite + Kalil = 684.000 votos.
PMDB, PSDB, PSD e PP são os partidos com o maior número de políticos barrados pela lei da Ficha Limpa. Os quatro partidos apoiaram o Golpe e fazem parte da base aliada do governo Temer. Apesar disso, a Grande Mídia insiste em associar apenas o PT com os escândalos de corrupção, poupando os demais partidos de críticas. 
Porto Alegre (apurados 100%): Brancos/Nulos/Abstenções = 382.000 votos; Marchezan Jr + Sebastião Melo = 399.000 votos.

Curitiba (apurados 100%): Brancos/Nulos/Abstenções = 360.000 votos; Rafael Greca 356.000 votos.

Total: Brancos/Nulos/Abstenções: 6.317.000 votos; Candidatos = 6.312.000 votos.

Se somarmos as votações apenas do candidato mais votado em cada cidade, a diferença pró-Nenhum é ainda maior, pois o total deles soma apenas 4.862.000 votos.

Vejam também esses resultados em algumas das principais cidades do estado de São Paulo:

1) Ribeirão Preto (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 184.000 votos; 2 Candidatos mais votados = 170.000 votos.

2) Campinas (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 328.000 votos; Candidato reeleito com 65,4% dos votos = 323.000 votos.

3) Santo André (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 236.000 votos; 3 candidatos mais votados (73% dos votos válidos) = 244.000 votos.

4) Bauru (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 91.000 votos; Candidato mais votado (45,5% dos votos) = 78.000 votos.
O governo Temer quer aprovar uma Reforma da Previdência Social que irá prejudicar até mesmo os trabalhadores que já estão no mercado de trabalho. O governo Temer e a Grande Mídia distorcem os dados da Seguridade Social, escondendo da população o fato de que esta é superavitária. 
5) Diadema (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 136.000 votos; 2 candidatos mais votados (70% dos votos válidos) = 136.000 votos;

6) Mauá (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 120.000 votos; 2 candidatos mais votados (69,6% dos votos válidos) = 127.000 votos;

7) S.Bernardo do Campo (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 236.000 votos; 2 candidatos mais votados (73,5% dos votos válidos) = 277.000 votos;

8) Guarulhos (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 299.000 votos; Candidato mais votado = 208.500 votos;

9) Sorocaba (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 162.000 votos; candidato mais votado (45,2% dos votos válidos): 133.700 votos;

10) Itu (SP): Brancos+Nulos+Abstenções = 41.800 votos; 2 candidatos mais votados (55,2% dos votos válidos): 44.500 votos.
Temer diz que herdou uma situação ruim do governo Dilma (de quem ele foi Vice por quase 6 anos), mas as medidas que tomou aumentaram brutalmente os gastos públicos, elevando-os em R$ 125 bilhões.
O Brasil, a ‘Grande Recessão’ e a Convulsão Social!

Com essa combinação de crise econômica global, aumento do protecionismo mundial e medidas recessivas internamente, o Brasil também terá a sua ‘Grande Recessão’, sendo que a mesma irá se aprofundar e se alongar no tempo.

Essa ‘Grande Recessão’ irá resultar em um grande aumento do desemprego, forte redução do poder de compra da população, aumento rápido da pobreza e da miséria, queda drástica da arrecadação de impostos, aumento brutal do déficit público (primário e nominal) e da dívida pública (bruta e líquida).

Não é de se duvidar que quando chegarmos ao final de 2018, o Brasil já esteja em estado falimentar ou próximo disso, tendo que recorrer novamente ao FMI, tal como ocorreu em três oportunidades durante o governo FHC: 1998, 2001 e em 2002, a fim de não quebrar.

Também não é de se duvidar que um imenso processo de convulsão social já deverá estar em pleno desenvolvimento daqui a dois anos, até porque aqueles 40 milhões de brasileiros que saíram da miséria durante os governos de Lula e Dilma não irão aceitar retornar para a mesma agora.

Uma das principais causas das Revoluções é justamente a adoção de políticas que revertem conquistas importantes de segmentos expressivos da população.
A Dívida Pública dos EUA era de 63,9% do PIB em 2006. Em 2015 ela já passa de 104% do PIB. Aumento ocorreu em função do salvamento do sistema financeiro privado do país, que faliu em 2008. 
Assim aconteceu, por exemplo, aqui mesmo no Brasil, quando o governo Liberal de Portugal (que ascendeu ao poder em 1820) decidiu recolonizar o país, fazendo com que o mesmo deixasse de ser um Reino Unido a Portugal, condição esta da qual o Brasil desfrutava desde Dezembro de 1815 e da qual as elites brasileiras não aceitavam abrir mão, visto que se beneficiavam imensamente com esta situação.

Foi a insistência do governo de Portugal de reconduzir o Brasil à condição de mera Colônia que levou as elites brasileiras a escolher o caminho da Independência, que foi consolidada entre 1822-1824, quando a Guerra pela mesma chegou ao fim.

A Classe Média irá empobrecer com a ‘Grande Recessão’ brasileira!

E é mais do que evidente que esta ‘Grande Recessão’ brasileira atingirá com bastante intensidade não apenas aos mais pobres, que serão os que mais irão sofrer com o agravamento da crise, mas também irá resultar no rápido empobrecimento da classe média.

Não se pode esquecer que esta é formada, em grande parte, por micros e pequenos empresários, prestadores de serviços e por profissionais liberais que dependem da renda dos seus clientes, que são, em grande parte, originários das camadas populares. 

Estas são as mesmas camadas que foram as maiores beneficiárias das políticas de inclusão social e de distribuição de renda que foram adotadas pelos governos Lula e Dilma (ProUni, Fies, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, aumento real do Salário Mínimo, entre outros).
Governos Lula e Dilma: Durante 10 anos consecutivos o rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros cresceu. Em 2014 ele aumentou 2,7%. A queda começou apenas em 2015, em função do movimento golpista, do terrorismo midiático e da operação Lava Jato, que derrubaram violentamente a atividade econômica do país. 
Logo, o empobrecimento das camadas populares prejudicará, também, a mesma classe média que, agora, comemora a queda de um governo que adotou inúmeras políticas de inclusão social e de distribuição de renda que, inegavelmente, beneficiaram as camadas populares durante a Era Lula-Dilma.

Assim, nestas circunstâncias, é inevitável que milhares de prestadores de serviços, micros e pequenos empresários (comerciantes, produtores) e profissionais liberais, que compõem a classe média, vejam os seus negócios irem à falência ou então, na melhor das hipóteses, sofrerão uma queda sensível da sua renda e do seu padrão de vida.

E o empobrecimento da classe média irá levar a que ela enfrente aquele que é o seu maior medo, ou seja, a proletarização. E somando isso com a descrença generalizada da atividade política e com a crise econômica e social que irá se agravar com as políticas recessivas e excludentes de Temer, bem como com a piora da situação econômica mundial, estão sendo criadas as condições para a emergência de um futuro regime de caráter Fascista em nosso país.

E já temos, inclusive, vários candidatos a líder fascista, que gostariam de se transformar em um Mussolini ou em um Hitler brasileiro.

Portanto, neste contexto, é inexistente a possibilidade de retomada do crescimento pela economia brasileira, seja a curto ou mesmo a médio prazo. E a mesma classe média que, hoje, vibra com a fragorosa derrota das forças progressistas brasileiras nas eleições municipais de 2016, pagará um alto preço pelo seu brutal equívoco, que não é o primeiro que comete na história do Brasil. 
Livro 'A Doutrina do Choque': Naomi Klein explica, em seu livro, como as crises são fabricadas a fim de se justificar a adoção de políticas neoliberais e de arrocho que são imensamente prejudiciais aos trabalhadores e que beneficiam apenas aos grandes capitalistas. 
E se a crise econômica mundial se alongar ainda mais no tempo, o que é muito provável, devido ao caráter retrógrado das políticas que estão sendo adotadas nos EUA, União Europeia e Japão desde 2008/2009, o mesmo irá acontecer no Brasil.

Logo, da mesma maneira que o Brasil entrou para o ‘Milagre Econômico Mundial’ em 1968, agora o país entrará para a ‘Grande Recessão’ que atinge a economia global desde 2008, quando tivemos o colapso do Lehman Brothers e que resultou na falência de todo o sistema financeiro privado dos EUA e da União Europeia.

Donald Trump, a crise do Neoliberalismo e a Grande Recessão no Brasil!!

A salvação do sistema financeiro privado somente foi possível porque os governos dos EUA e da União Europeia injetaram cerca de US$ 20 trilhões no mesmo. Esta foi a maior operação de salvamento do sistema financeiro da história e resultou no brutal aumento da dívida pública dos países ricos.

Com isso, a dívida pública dobrou nos EUA e na União Europeia nos anos seguintes ao estouro da crise e a mesma passou a ser usada como pretexto para a imposição de políticas neoliberais e de arrocho que encolheram e empobreceram ainda mais a classe média e que está destruindo o que ainda existe da outrora imensa classe trabalhadora industrial melhor remunerada do mundo.

Uma das principais críticas que Donald Trump faz, em sua campanha eleitoral, é justamente essa, ou seja, de que as políticas neoliberais (principalmente as de livre-comércio) estão levando os melhores empregos para outros países, o que é a mais pura verdade.
Brasil: Oferta de crédito agrícola teve um aumento expressivo durante os governos Lula e Dilma. Somente a safra 2016/2017 recebeu R$ 202,8 bilhões em financiamentos. 
Seu discurso tem bastante apelo no Meio-Oeste industrial, que reúne estados importantes política e eleitoralmente como Illinois, Iowa, Michigan, Indiana e Wisconsin e que são fundamentais para a vitória de qualquer candidato (a) do Partido Democrata.

E caso Donald Trump venha a ser o vitorioso na eleição presidencial dos EUA e adote as medidas que promete (como a de tirar os EUA do NAFTA e romper com a política de livre-comércio), defendendo uma política protecionista, a economia mundial mergulhará numa nova fase da crise que começou em 2008 e que levará todos os países a ter que fazer o mesmo. Com isso, a Grande Recessão poderá vir a se transformar em uma Grande Depressão. 

Só para lembrar: O protecionismo de todos contra todos foi uma das principais causas da Grande Depressão dos anos 1930 e contribuiu muito para a ascensão do Nazi-Fascismo e para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Agora, não temos um Milagre Econômico Mundial para salvar o Governo Temer!

Portanto, neste contexto global recessivo e que tem grandes chances de vir a se agravar nos próximos anos, é virtualmente inexistente a possibilidade de retomada do crescimento da economia brasileira.

A tendência para a mesma é de aumento muito forte do desemprego, da pobreza, da miséria e das desigualdades sociais nos próximos anos. 
O Brasil ganhou espaço no mercado internacional durante os governos Lula e Dilma. A participação das exportações brasileiras passou de 0,96% do total mundial (2002) para 1,30% do total mundial (2013).
Este processo de empobrecimento aconteceu com a classe trabalhadora e também com a classe média nos primeiros anos da Ditadura Militar.

A classe média apoiou ostensivamente ao Golpe de 64, pensando que iria se beneficiar com o mesmo, o que não aconteceu. Ela empobreceu, o que a levou a se levantar contra a Ditadura Militar. E esta acabou sendo salva pelo ‘Milagre Econômico Global’ da década de 1960.

E agora não temos nenhum ‘Milagre’ em andamento, muito pelo contrário, estamos em plena ‘Grande Recessão Global’, que está muito longe de terminar e que poderá se transformar em uma Grande Depressão.

Com isso, a população brasileira perceberá, aos poucos, que foi enganada pelos ‘novos’ governantes. Os brasileiros (das camadas populares e da classe média) acabarão percebendo que as causas da crise atual não são exclusivamente brasileiras e que tampouco a mesma era ‘culpa da Dilma, da Lula e do PT’.

Talvez demore um pouco mais de tempo para as pessoas começarem a abrir os olhos, mas isso acabará acontecendo.

E quando isso ocorrer, teremos uma grande possibilidade de que o país entre em um processo de convulsão social. E talvez isso venha a acontecer já nos próximos dois ou três anos. E daí não haverá AI-5 suficiente para conter a rebelião popular.

Quem viver, verá. 
Até antes do movimento golpista ter início, no final de 2014, o Brasil possuía uma das menores taxas de desemprego do Mundo. Somente cinco países (Alemanha, México, Japão, China e Suíça) tinham taxas menores do que a do Brasil. 
Links:

FMI atribui recessão brasileira às incertezas políticas (movimento golpista) e à operação Lava Jato:

http://www.ocafezinho.com/2016/01/19/fmi-atribui-recessao-do-brasil-a-lava-jato/

Congresso Nacional e as pautas-bomba para prejudicar governo Dilma:

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-bombas-que-prometem-balancar-o-congresso-neste-mes

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/08/1664711-saiba-o-que-sao-as-pautas-bomba-nas-maos-do-congresso-contra-o-governo.shtml

Exportações brasileira diminuem para o mundo todo:

Michael Moore: Porque Donald Trump é favorito:

http://www.vermelho.org.br/noticia/284282-9

EUA: Geração de empregos precários limita expansão da economia:
http://www.cartacapital.com.br/revista/849/trancos-e-barrancos-4174.html

A farsa do déficit da Previdência Social:

http://brasileiros.com.br/2016/02/farsa-chamada-deficit-da-previdencia/

Um comentário:

Luiz Carlos Oliveira disse...

Todo coxinha fã do Bolsonaro deveria ler "1968:O Ano que não terminou". Esse livro é o número 1 da minha pequena biblioteca.