Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 6 de novembro de 2016

Hillary X Trump ou Neofascismo Externo X Neofascismo Interno! A Flórida decidirá a eleição novamente! - Marcos Doniseti!

Hillary X Trump ou Neofascismo Externo X Neofascismo Interno! A Flórida decidirá a eleição novamente! - Marcos Doniseti!
Hillary X Trump representam duas faces do Neofascismo ianque.

Afinal, qual é a diferença entre Hillary e Trump? Ambos defendem o Grande Capital e os dois são Fascistas.
No fim das contas, o Grande Capital vai acabar impondo a sua vontade nos EUA, seja com Trump, seja com Hillary governando o país.
Trump é um Neofascista, mas tem um discurso voltado para os problemas internos dos EUA, explorando questões como os empregos precários, baixos salários, desindustrialização que atingiu o país nas últimas décadas.
E a Hillary também é Neofascista, mas seu discurso prioriza os assuntos externos, reforçando as políticas agressivas e militaristas dos EUA pelo mundo afora, defendendo a continuidade da guerra na Síria e provocando situações de conflito com China e Rússia.
Estas duas candidaturas acabam representando vertentes diferentes de um mesmo movimento político, que é o Neofascismo ianque. O único representante progressista que participou da disputa, Bernie Sanders, foi prejudicado pelas lideranças do Partido Democrata, que trabalharam intensamente para que Hillary fosse escolhida como a candidata do partido. 
Império X Padrão de Vida!
Esse é um dilema que os EUA terão que enfrentar nas próximas décadas: Manter o Império intacto e, para isso, os futuros governantes terão que sacrificar o padrão de vida da população para financias os gigantescos gastos com guerras e com a segurança nacional, ou será que irão abrir mão do Império para poder recuperar as condições de vida das pessoas, que está despencando já há várias décadas.
A Síria: Antes e Depois da Guerra que Obama e Hillary estimularam, financiando e apoiando intensamente a grupos de extremistas islâmicos sunitas (Wahabitas) como a Al-Qaeda e o ISIS/Daesh (Estado Islâmico).

A Classe média e a classe trabalhadora industrial estão encolhendo e empobrecendo rapidamente. A concentração de renda e as desigualdades sociais cresceram muito em função das políticas neoliberais que foram impostas a partir do governo Reagan e que acabaram sendo aprofundadas pelos governos seguintes (Bush, Clinton, Bush Jr. e Obama). 
Quase 60% dos novos empregos criados no país são precários, pagam baixos salários, oferecem poucos benefícios, exige longas jornadas de trabalho, não oferecendo qualquer perspectiva de melhoria das condições de vida destes trabalhadores. O salário mínimo é muito baixo. As questões raciais estão longe de serem resolvidas, mesmo depois que Obama se elegeu presidente do país. 
Obama, em sua primeira campanha presidencial, atacava duramente às políticas e interesses de Wall Street (sistema financeiro). Porém, depois de eleito, entregou os principais cargos da área econômica para representantes de Wall Street.
Obama também prometeu mudanças significativas na política externa, priorizando o diálogo e não as guerras como forma de resolução de confitos. Na prática, entregou a politica externa para o controle dos Neocons e iniciou Guerras Sujas (encobertas) pelo mundo todo, fazendo uso intenso de tropas especiais (altamente treinadas) e dos Drones, que agem literalmente sem qualquer tipo de controle prévio, assassinando milhares de pessoas inocentes, todos os anos, pelo mundo todo.
Uma das principais integrantes do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, mandou a União Europeia 'se fuder'.
E olha que a UE é aliada dos EUA...
Hillary e Obama apoiaram os Golpes de Estado que tivemos na Ucrânia e na América Latina (Honduras, Paraguai, Brasil, Bolívia, Equador, Venezuela).
Hillary e Obama apoiaram extremistas islâmicos (Al-Qaeda, ISIS/Daesh, etc) na guerra da Síria.
A concentração de renda aumentou bastante nos EUA entre 1970-2013. A participação dos 20% mais ricos subiu de 43% para 51% da renda total. Já a participação dos 40% seguintes (classe média) caiu de 42% (1970) para 37% da renda total. E a participação dos 20% mais pobres diminuiu de 15% para 12%.

Eles também destruíram a Líbia e a Síria, dois dos países muçulmanos com melhor padrão de vida de sua população, sendo que eram alguns dos poucos países islâmicos que possuíam Estados laicos e seculares e no qual não se permitiam a atuação de grupos de extremistas islâmicos (algo que Saddam também não tolerava no Iraque).
Foi desse tipo de governo que Hillary participou. Então, a sua candidatura pode, muito bem, ser definida como sendo Neofascista, tal como a de Trump.
Neofascismo Externo X Neofascismo Interno!
Essa eleição é a primeira disputa clara entre estas duas vertentes do Imperialismo Neofascista ianque. Vamos ver qual das duas versões do Fascismo que irá triunfar: Se será o Fascismo interno (Trump) ou o Fascismo externo (Hillary).
Pesquisas: A Flórida deverá decidir o resultado da eleição!
Se somarmos os resultados das 7 pesquisas mais recentes (que foram concluídas entre os dias 3 e 5 de Novembro; ver link abaixo), a média das mesmas é a seguinte:
Hillary 45,9%;
Trump 44,0%.
Assim, a disputa está em situação de um rigoroso empate técnico. Qualquer um dos dois candidatos poderá sair vitorioso.
Algumas situações serão decisivas para o resultado final:
1) Quem vai conseguir mobilizar mais eleitores para votar.
O eleitorado de Trump parece estar com mais vontade de votar e isso poderá decidir a eleição em seu favor;
Victoria Nuland ocupa um cargo importante no Departamento de Estado dos EUA, mas isso não a impediu de mandar a União Europeia se f...

2) A eleição é decidida pelo número de delegados conquistados por cada candidato.
Os estados decisivos aqueles em que as pesquisas não apontam um vencedor claro, onde a disputa está muito embolada, que são:
Flórida (29 delegados);
Pensilvânia (20 delegados);
Ohio (18 delegados);
Geórgia (16 delegados);
Michigan (16 delegados);
Carolina do Norte (15 delegados);
Arizona (11 delegados);
Colorado (9 delegados);
Iowa (6 delegados);
Nevada (6 delegados);
Novo México (5 delegados);
New Hampshire (4 delegados);
Maine (3 delegados; Hillary tem 2 e Trump 1).
Na Flórida, Pensilvânia, Michigan, Colorado, Novo México e Maine (2 delegados) há uma pequena vantagem de Hillary. A soma dela dá 81 delegados.
Em Ohio, Geórgia, Carolina do Norte, Arizona, Nevada, Iowa, N.Hampshire e Maine (1 delegado) temos uma pequena vantagem de Trump. A soma dele dá 77 delegados.
Caso estes resultados se confirmem, segundo o Mapa do Real Clear Politics indica, Hillary chegaria a 297 delegados, contra 241 de Trump.
Para vencer, é preciso ter 270 delegados (o total é de 538).
No entanto, a disputa na Flórida é a mais acirrada. A vantagem de Hillary é mínima.
Assim, tudo indica que esse estado irá decidir o resultado final da eleição novamente.
Se a Hillary perder na Flórida, ela cairá para 268 delegados. E com a vitória no estado Trump subiria para 270 delegados.
Ganhando na Flórida, Trump venceria a eleição com apenas 2 delegados a mais do que Hillary (270 X 268).
3) Voto envergonhado: Pode ser que muitos eleitores de Trump não manifestem intenção de votar nele nas pesquisas, mas acabem fazendo isso no dia da eleição.
Assim, Hillary teria que abrir uma distância de vários pontos percentuais (4 ou 5, no mínimo) para ter uma perspectiva mais sólida de vitória, mas isso não deverá acontecer.
Assim, aposto que Trump tem 51% de chances de vencer, contra 49% de Hillary.
Mas se um dos candidatos conseguir abrir vantagem na Flórida, a fatura estará liquidada.
A Dívida Pública dos EUA, atualmente, já é superior a US$ 19,8 trilhões de dólares e supera o valor do PIB do país, que é de US$ 18 trilhões, chegando a 104,2% do mesmo. Em 2006 ela era de apenas 63,9% do PIB. O crescimento se deu em função do salvamento do sistema financeiro pelo governo e também pelos gigantescos gastos com a Segurança Nacional e com as Guerras travadas pelo mundo afora. 

Links:
Mapa eleitoral dos EUA:
Eleição nos EUA: Número de delegados decide o resultado final:
EUA: Os 20% mais ricos ficam cada vez mais ricos. Já os demais...:
Dívida Pública dos EUA já supera 104% do PIB:
EUA: Dados econômicos:

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