Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Renzi é derrotado na Itália e Hollande desiste de tentar a reeleição na França! Eleitores dos países desenvolvidos estão mandando para casa os seus principais líderes! Desejo de mudança é cada vez mais forte! - Marcos Doniseti!

Renzi é derrotado na Itália e Hollande desiste de tentar a reeleição na França! Eleitores dos países desenvolvidos estão mandando para casa os seus principais líderes! Desejo de mudança é cada vez mais forte! - Marcos Doniseti! 
A sensação de que a integração europeia não beneficia a maioria da população é cada vez mais forte no bloco. E o risco de desmoronamento da UE não é desprezível. 

Na França, François Hollande, que é o mais impopular presidente do país desde o final da Segunda Guerra Mundial, desistiu de se candidatar à reeleição. Ele é o primeiro Presidente francês que desiste da reeleição  desde 1965.

A eleição presidencial francesa irá se realizar em 2017.

Hollande se elegeu Presidente da França em Maio de 2012 com um discurso que criticava as políticas neoliberais e era visto como alguém que poderia enfrentar as políticas de arrocho impostas por Angela Merkel ao bloco europeu.

Mas depois que tomou posse ele mudou radicalmente de postura, aprofundou tais políticas neoliberais e se submeteu ao poder crescente de Merkel na UE e na Zona do Euro.

Hollande chegou a impor uma reforma trabalhista (que foi rejeitada pelo Parlamento) que é bastante prejudicial aos trabalhadores e que era rejeitada pela imensa maioria da população, mas que atendia aos interesses do Grande Capital.

Ele também revelou-se incapaz de impedir atentados terroristas promovidos pelos extremistas do ‘Estado Islâmico’.

Com isso, Hollande se tornou tão impopular que desistiu de tentar a reeleição, abrindo caminho para que o seu Primeiro-Ministro, Manuel Valls, venha a postular a candidatura pelo Partido Socialista.

Assim, a crise econômica, política e social que atinge com força a União Europeia está aposentando as principais lideranças políticas do Velho Mundo.
Na campanha presidencial, Trump fez uso de um discurso protecionista e que condenava o livre-comércio, prometendo tirar os EUA do NAFTA e de acordos que visam aprofundar o livre-comércio. Ele prometeu aumentar as tarifas de importação de aço, a fim de beneficiar as siderúrgicas dos EUA.

David Cameron (Reino Unido) foi derrotado com a aprovação do Brexit, François Hollande (França) desistiu da reeleição e Matteo Renzi (Itália) foi derrotado no referendo italiano. Os três líderes eram identificados com a imposição de políticas neoliberais e de arrocho que são imensamente prejudiciais aos trabalhadores, aos mais pobres e aos idosos e aposentados e que são rejeitadas por um número crescente e expressivo da população europeia.

Em contraste com essa situação, em Portugal temos um governo de Esquerda Moderada (que tirou a Direita Neoliberal do poder na última eleição parlamentar, realizada em 2015) e que está obtendo bons resultados aos abandonar as políticas neoliberais e de arrocho, desfrutando de uma elevada aprovação popular.

E nos EUA ainda tivemos a vitória de Trump, um outsider que derrotou a liderança dos dois principais partidos, Republicano e Democrata, e venceu a eleição presidencial. As lideranças do Partido Republicano nunca simpatizaram com Trump, que chegou a romper com elas durante a campanha presidencial.

Assim, a chanceler alemã (a conservadora Angela Merkel) que se prepare, pois ela poderá vir ser a próxima líder política a ser demitida pelos eleitores.
François Hollande e Matteo Renzi são dois dos governantes europeus que foram derrotados pelos eleitores. A elevada impopularidade de Hollande fez com que ele desistisse de tentar a reeleição, algo que não acontecia há 50 anos, enquanto que Renzi foi derrotado no referendo sobre a proposta de reforma política que apresentou, pedindo demissão do cargo de Primeiro-Ministro. Antes deles, David Cameron já havia sido derrotado quando o Brexit foi vitorioso. Todos eles foram derrotados devido à imensa e crescente insatisfação popular dos europeus com a imposição das políticas neoliberais e de arrocho. E Angela Merkel já deve estar preocupada com isso, sendo que poderá vir a ter o mesmo destino de Cameron, Hollande e Renzi. 
Matteo Renzi é derrotado em referendo na Itália! - Marcos Doniseti!

O Primeiro-Ministro italiano, Matteo Renzi (Partido Democrático, de Centro-Direita) foi derrotado no referendo que se realizou ontem na Itália, que visava aprovar mudanças no sistema político, historicamente conturbado e instável do país.

As propostas de Matteo Renzi para reformar o sistema político italiano eram boas e permitiriam uma maior estabilidade política para a Itália.

Porém, a crescente insatisfação popular por parte dos italianos, que existe em função dos muitos anos de crise econômica e social, provocou a derrota das propostas defendidas por Renzi.

O 'Não' às mudanças ganhou com quase 60% dos votos, pois o referendo foi transformado em um plebiscito sobre o atual governo e a respeito da situação do país.

Como eu já afirmei na época da crise grega e do Brexit, ou a União Europeia muda, abandonando as políticas neoliberais e de arrocho, ou o processo de integração europeu irá desmoronar.

Será que Angela Merkel, François Hollande e os demais líderes europeus ainda não perceberam isso? Quando é que eles irão acordar, afinal?
Enquanto que nos países desenvolvidos a população rejeita, de forma cada vez mais contundente, as políticas neoliberais e de arrocho, o governo Temer apresenta as mesmas como a solução para os problemas brasileiros. É o Brasil rumando na contramão da história. 
Na véspera da votação no referendo, eu postei o seguinte comentário, na minha página do Facebook, e no qual eu já antecipava o resultado mais do que previsível do referendo italiano:

Reforma Política defendida por Matteo Renzi poderá ser rejeitada na Itália!

A Itália passa por uma gravíssima crise econômica e social, fruto das políticas de arrocho impostas após o estouro da crise global de 2008/2009. Seu PIB, atualmente, é menor do que era há 10 anos, a renda per capita diminuiu, o desemprego está em 12%, chegando a absurdos 40% entre os jovens. A dívida pública italiana é de 130% do PIB (na UE ela é menor apenas do que a da Grécia). E o sistema financeiro do país está literalmente quebrado.

Neste cenário, não é de surpreender que uma reforma política que foi apresentada pelo Primeiro-Ministro Matteo Renzi (Partido Democrático), e que possui vários pontos positivos (permitindo uma maior estabilidade política ao país) possa vir a ser rejeitada, devido à imensa insatisfação popular existente no país contra as políticas de neoliberais e de arrocho que são impostas pela UE e pela Zona do Euro a todos os países membros.

Essa é a mesma insatisfação que gerou o Brexit e a vitória de Trump.
Antônio Costa, o atual Primeiro-Ministro de Portugal. Ele foi eleito graças a uma coalizão feita entre os Partidos Socialista (de Costa), Comunista, Verdes e o Bloco de Esquerda. Somados, eles elegeram a maioria absoluta dos deputados na eleição realizada em Outubro de 2015. O governo de Costa é de Esquerda Moderada e adotou medidas que beneficiaram aos trabalhadores e aos pensionistas, como o aumento do salário mínimo, abandonando as políticas neoliberais e de arrocho do governo anterior. Atualmente, o governo de Costa tem um índice de aprovação de 63% e o PSP é o partido mais popular, com 43% de intenções de voto (obteve 32,3% na eleição de 2015).  
Links:

Michael Moore - Por que Donald Trump é o favorito:


Vitória do Brexit derruba governo de David Cameron:


François Hollande desiste de candidatura à reeleição:


Trump declara guerra ao Partido Republicano:


Matteo Renzi é derrotado em referendo na Itália e pede demissão do cargo de Primeiro-Ministro:


Partido de Angela Merkel é ultrapassado em eleição regional por partido (AfD) que rejeita refugiados e que adota discurso de apoio à Xenofobia e ao Racismo:


Portugal: Governo progressista de Antonio Costa tem aprovação de 63% dos portugueses:


Aumenta a popularidade dos partidos que fazem parte do governo progressista de Portugal:

Será que Angela Merkel, que governa a Alemanha desde 2005, poderá vir a ser a próxima vítima da crescente insatisfação popular com os rumos do processo de integração europeu? 

Comunistas e Socialistas fecham acordo em Portugal:


Socialistas e Bloco de Esquerda fecham acordo em Portugal:



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