Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Banco Central (Copom) reduz a taxa Selic para 13% ao ano e perde chance de dar uma paulada nos juros! Taxa real de juros ainda é muito elevada! Economia brasileira continuará estagnada! - Marcos Doniseti!

Banco Central (Copom) reduz a taxa Selic para 13% ao ano e perde chance de dar uma paulada nos juros! Taxa real de juros ainda é muito elevada! Economia brasileira continuará estagnada! - Marcos Doniseti!
A taxa Selic caiu de 25% ao ano (2002) para 14,25% ao ano no governo Dilma. Atualmente ela está em 13% ao ano, mas em termos reais ela está acima de 2015. Redução da taxa Selic demora seis meses para gerar efeitos sobre a economia e se Copom demorar para reduzi-la mais fortemente, o ano de 2017 será um ano perdido em termos de crescimento.

Essa redução de 0,75 p.p., promovida pelo BC, foi totalmente insuficiente, pois a inflação de 2016 ficou em 6,3%.


Assim, ainda temos uma taxa real de juros altíssima, de 6,7% ao ano. No máximo, ela deveria ser de 2% ao ano, o que implicaria numa taxa Selic (nominal) de 8,3%.
No final de 2015, a taxa real de juros era de 3,55% ao ano (inflação de 10,7% e Selic de 14,25% ao ano).

Assim, a taxa real de juros do Brasil ainda está muito elevada.

A queda da Selic neste início de ano deveria ter sido muito maior, em torno de uns 3,75 p.p, reduzindo a mesma para 10% ao ano imediatamente, para surtir algum efeito sobre a atividade econômica ainda nos próximos meses.

Daí, na próxima reunião, ela sofreria uma nova redução, de 1,5 p.p., e cairia para 8,5% ao ano.

Logo, o Banco Central perdeu uma grande chance de dar uma paulada nos juros, até porque não existe nenhuma pressão inflacionária no Brasil atualmente, muito pelo contrário.

Não temos mais os efeitos da maxidesvalorização do Real (pois o déficit externo despencou para 1% do PIB), as termelétricas estão sendo desligadas, deixando de pressionar as tarifas de energia, e o PIB brasileiro deve ter sofrido uma forte queda em 2016 (de 4%), com as vendas do comércio varejista caindo ainda mais (6,4%).

Se as próximas reduções da Selic pelo Copom forem no mesmo ritmo (de 0,75 p.p.), somente daqui a seis reuniões é que teremos uma taxa Selic de 8,5% ao ano.
Assim, somente por volta de Junho/Julho é que teremos uma taxa nesse patamar (8,5% ao ano).

Com isso, o primeiro semestre estará perdido em termos de crescimento, pois demora cerca de seis meses para que as reduções da taxa Selic gerem efeitos sobre a economia.

E olha que estou sendo otimista, quando ao ritmo de redução da taxa Selic, pois estou partindo do princípio de que nas próximas seis reuniões do Copom a redução da taxa será sempre de 0,75 p.p., o que não é garantido.

Mas se o ritmo de queda da taxa for desacelerado, para 0,5 p.p., somente no final de 2017 é que teremos uma taxa Selic baixa o suficiente para estimular o crescimento econômico.

Até lá o aumento do desemprego, da pobreza e da miséria já terá feito um grande estrago no país.

Link:

Copom reduz Selic para 13% ao ano:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/banco-central-reduz-selic-para-13-ao-ano-e-surpreende-o-mercado

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