Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 21 de janeiro de 2017

Com o apoio dos trabalhadores e da classe média empobrecidos, Trump e Theresa May irão enterrar a Globalização Neoliberal! - Marcos Doniseti!

Com o apoio dos trabalhadores e da classe média empobrecidos, Trump e Theresa May irão enterrar a Globalização Neoliberal! - Marcos Doniseti!
Da mesma forma que Reagan e Thatcher impuseram a Globalização Neoliberal goela abaixo do mundo inteiro, Trump e Theresa May parecem dispostos a enterrar a mesma.

No Brasil, devido à burrice e desinformação imensa que atinge as suas elites e a sua classe média reacionária, que são muito influenciadas (para dizer o mínimo) por uma Grande Mídia retrógrada e mentirosa, a ficha demora para cair. 


Logo, elas ainda não perceberam que Trump é anti-Globalização Neoliberal, à qual as elites tupiniquins veneram acima de tudo. 

E não é apenas o Trump que é anti-globalização neoliberal. 

A Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, também é. E vejam que ela é do Partido Conservador, o mesmo de Thatcher, da mesma maneira que Trump é do Partido Republicano, o mesmo de Reagan. 

E foram Reagan e Thatcher que espalharam a Globalização Neoliberal pelo Mundo, usando do FMI e do Banco Mundial como instrumentos de imposição das políticas de abertura unilateral das economias dos países em desenvolvimento, obrigando os mesmos a arrochar salários, eliminar direitos trabalhistas e previdenciários, cortar drasticamente os investimentos públicos em infra estrutura e na área social. 

Marine Le Pen, que estará no segundo turno da eleição presidencial francesa (que irá se realizar em Maio de 2017) também é contra a Globalização Neoliberal, afirmando publicamente a sua posição a favor de um Nacionalismo Econômico. Na Itália, o maior partido do país, o 'M5S' (Movimento Cinco Estrelas, liderado por Beppe Grillo) também adota um discuso anti-Neoliberal, exigindo o fim das políticas de arrocho. 
O custo de mão-de-obra na indústria de automóveis dos EUA é cinco vezes do que no México, o que explica porque tantas indústrias se instalam no país vizinho a fim de exportar a produção para o mercado ianque. Porém, Trump já avisou que irá fechar o mercado para tais empresas, obrigando-as a produzir os veículos nos EUA.

Na Espanha, o 'Podemos' (liderado por Pablo Iglesias) surgiu há pouco tempo como uma força política que também condena a Globalização Neoliberal e já é o terceiro maior partido do país, quase empatado com o tradicional e histórico PSOE de Felipe González, que se converteu inteiramente ao Neoliberalismo. 


Em Portugal, tivemos a eleição de um governo de Esquerda moderada (formado pelos Partidos Socialista, Comunista, Verdes e o Bloco de Esquerda) que enterrou as políticas neoliberais e de arrocho. Com isso, a economia lusa é, agora, uma das que mais cresce na UE e o desemprego está diminuindo de forma significativa. 

E antes de todos estes países, tivemos a Grécia elegendo o Syriza, outra força política contrária às políticas neoliberais e de arrocho, mas que foi massacrada pela UE (pela Alemanha de Merkel em especial), que impediu que o país adotasse políticas favoráveis ao crescimento econômico e à justiça social. 

A forma brutal com que a Grécia foi tratada pela Alemanha mostrou, com certeza, para muitos europeus, que não havia alternativa: Ou seus países abandonavam a UE ou então estariam sempre sob o domínio germânico, sendo proibidos de enterrar as políticas neoliberais. Isso ajuda, e muito, a explicar porque os britânicos decidiram retirar o Reino Unido da União Europeia. E a nova Primeira-Ministra, Theresa May, já avisou: Esta saída será completa. 
A Síria: Antes e depois da Guerra que teve os EUA como um dos maiores responsáveis, armando e apoiando os grupos de extremistas islâmicos, incluindo o 'Estado Islâmico'/Daesh.

No fim das contas, o Trump, junto com Theresa May, pode acabar liderando a formação de um novo bloco de países, construindo um outro tipo de relação econômica e comercial entre os mesmos, mais parecida com o que a China e a Rússia estão fazendo com o projeto 'Um Cinturão, Uma Estrada', no qual todos os 

países se beneficiam. 

É o que o Pepe Escobar chama de relação 'Ganha-Ganha', enquanto que na Globalização Neoliberal apenas os Grandes Capitalistas (dentro de cada país) lucram. Ou vocês acham que o fato de que apenas oito bilionários possuam mais riqueza do que os 3,6 bilhões mais pobres do planeta é uma mera coincidência? 

Claro que não é. 

Afinal, a imposição de políticas neoliberais (em todos os países, ricos e emergentes) sempre resulta no aumento da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

E muito diferente do que se pensa, a maioria da população dos EUA (classe média, classe trabalhadora industrial, pobres) também foi muito prejudicada pela Globalização Neoliberal. 

A população dos EUA passou a comprar produtos chineses e mexicanos baratos, o que contribuiu para manter a inflação sob controle? 

Sim. 
Os EUA lançaram mais de 26 mil bombas em sete países apenas no ano de 2016. E dizer que Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Mas os EUA também passaram por um processo de desindustrialização acelerada que está destruindo e empobrecendo a classe trabalhadora industrial e a classe média do país, aumentando muito a concentração de renda e as desigualdades sociais. 


A partir da década de 1970 a concentração de renda aumentou muito no país. Agora, os 20% mais ricos possuem mais riqueza do que outros 80%. A classe média está encolhendo e empobrecendo, sendo que a sua renda média é 7% menor do que era em 1999, mesmo com o PIB per capite tendo crescido consideravelmente neste período.

Os EUA também tem os piores índices de criminalidade entre todos os países desenvolvidos. E ainda possuem 47 milhões de pessoas que somente conseguem comer porque ganham um cupom do governo e o trocam por alimentos nos mercados (é o programa Food Stamp, criado por Franklin D. Roosevelt na época da Grande Depressão como parte do 'New Deal'). 

E apesar da aprovação do Obamacare, 30 milhões de habitantes dos EUA ainda não tem acesso a um plano de saúde. 
Local abandonado de Detroit que abrigou uma fábrica da Ford e que foi transferida para outro país. Nas últimas décadas os EUA passaram por um rápido processo de desindustrialização, devido à transferência de inúmeras unidades de produção para países como o México e a China. 

Atualmente, 58% dos empregos que são criados nos EUA são precários, que são caracterizados por baixos salários, longas jornadas de trabalho, virtual inexistência de benefícios ou de benefícios muito limitados (principalmente plano de saúde e previdência social) e total impossibilidade de ascender na carreira. 


E isso aconteceu porque as políticas neoliberais globalizantes destruíram os sindicatos, visto que a espinha dorsal do movimento sindical eram os trabalhadores industriais. E as indústrias foram embora dos EUA, para o México e para a China, principalmente. 

Antes do governo Reagan, pouco mais de 24% dos trabalhadores do setor privado dos EUA eram sindicalizados e, com isso, conseguiam negociar e conquistar bons salários, muitos benefícios e boas condições de trabalho. Agora, esse índice de sindicalização é de apenas 6,7%. 

Neste momento, 35% dos trabalhadores dos EUA são precários. E o percentual aumenta a cada ano, já que a maioria absoluta dos novos empregos que são criados também são precários. 
A porcentagem de trabalhadores sindicalizados despencou nos EUA nas últimas décadas. Em 1955, 35% dos trabalhadores dos EUA pertenciam a algum sindicato. Em 2015 esse percentual era de apenas 11%. Entre os 31 países membros da OCDE, os EUA estão apenas na 27a. posição em porcentagem de trabalhadores sindicalizados. 

Logo, os EUA são um país rico que estão construindo relações de trabalho típicas de países subdesenvolvidos. É como se tivéssemos um grande Bangladesh dentro da sua economia. E essa 'Economia de Bangladesh' cresce a cada ano que passa. 


Quando comentamos sobre tudo isso a impressão que temos é que estamos falando sobre um país pobre e subdesenvolvido, mas não é o caso. Trata-se da nação mais rica do mundo, com um PIB de US$ 18 trilhões (cerca de 23% do total mundial), uma renda per capita de US$ 55.000 e que possui um orçamento militar de US$ 1,5 trilhão anuais, o que representa 43% dos gastos militares mundiais.  

Assim, a participação dos gastos militares dos EUA no total mundial é quase o dobro da participação do PIB do país no total global, demonstrando claramente o quanto tais gastos são exagerados. 

E é exatamente destes gastos que Trump pode retirar os recursos necessários para financiar os seus projetos de reindustrialização dos EUA e de investimentos em infra-estrutura (ele pretende investir US$ 1 trilhão em 10 anos no setor). 
O número de greves com a participação de 1000 trabalhadores ou mais despencou nos EUA a partir do governo Reagan. Na década de 1970 ou 1980 o número de greves (média anual) foi de 280. Em 2015 foram apenas 12. Nos EUA, os trabalhadores sindicalizados recebem salários melhores e tem melhores planos de saúde e de previdência social do que os que não são sindicalizados. E as diferenças de salários entre homens e mulheres também são menores entre os sindicalizados. 

O que Trump vai fazer, em seu governo, é dar uma série de estímulos para reindustrializar os EUA:


A) incentivos fiscais;

B) subsídios;

C) aumento de tarifas de importação;

D) financiamentos em condições favoráveis.

O nome disso é Política Industrial, expressão essa que os Neoliberais odeiam, pois entendem que se trata de uma 'interferência indevida' do Estado sobre a economia. 

O que os neoliberais não dizem é que é graças a essa 'interferência do Estado na economia' que países como EUA, Alemanha, França e, também, o Brasil cresceram e se desenvolveram. 

Nos EUA, por exemplo, as pesquisas em ciência e tecnologia são, essencialmente, financiadas pelo Estado. Os gigantescos gastos militares e, no passado, na indústria aeroespacial  (NASA) são maneiras pelas quais o Estado subsidia indústrias privadas que investem tais recursos em novas tecnologias. 
'O Precariado': Livro de Guy Standing mostra que um percentual cada vez maior de trabalhadores dos países desenvolvidos são precários. E é justamente isso que levou à vitória do Brexit, de Trump e do 'Não' no referendo italiano convocado por Matteo Renzi. 

As empresas que conseguem os contratos com o Estado para atuar nestes setores são dos próprios EUA (Boeing, Lockheed Martin, entre outras). 


Assim, por meio dos maciços investimentos na área militar e aero-espacial, os EUA acabam adotando uma política industrial que subsidia e estimula a formação de grandes empresas privadas, que desenvolvem tecnologia de ponta, o que contribui decisivamente para o desenvolvimento econômico nacional.

Em seu livro 'O Estado Empreendedor' (página 134), a economista italiana Mariana Mazzucato também diz que empresas como a Apple receberam uma série de incentivos diretos e indiretos por parte do Estado, tais como: 

A) Investimento direto de capital nos estágios iniciais de criação e crescimento; 

B) Acesso à tecnologias resultantes de programas de pesquisa governamentais, iniciativas militares e contratos públicos, ou desenvolvidas por instituições de pesquisa públicas, todas financiadas com recursos federais ou estaduais;
O livro 'O Estado Empreendedor', da economista italiana Mariana Mazzucato, prova que o Estado sempre teve um papel fundamental no desenvolvimento de pesquisas que resultam em novas tecnologias. Graças à elas, pequenas empresas como a Apple puderam crescer e se desenvolver, tornando-se grandes corporações. 
C) Criação de políticas fiscais, comerciais ou de tecnologia que apoiavam empresas americanas como a Apple, permitindo que elas mantivessem seus esforços voltados para a inovação em períodos nos quais os desafios nacionais e/ou mundiais impediam que as empresas norte-americanas continuassem à frente, ou faziam com que ficassem atrás na corrida pelos mercados mundiais.

Mazzucato também diz, em seu livro, que "Quando a Apple foi criada para vender o 
Apple 1 em 1976, as tecnologias básicas do produto estavam fundamentadas em técnicas desenvolvidas com investimentos públicos feitos nas décadas de 1960 e 1970 na indústria de computadores" (página 135). 

Então, o que Trump quer fazer nos EUA, durante o seu governo, não é nenhuma novidade. Ele apenas está adotando, em benefício de outros setores da economia do país, uma série de políticas públicas de apoio e fortalecimento industrial e tecnológico que já beneficiam, há muito tempo, os setores militar, de informática, entre outros. 

Lula fez o mesmo no Brasil, principalmente em setores como petróleo, a construção civil e a construção naval, com a política de conteúdo nacional para a construção de sondas, plataformas e navios a fim de poder explorar o petróleo do pré-sal. 
A concentração de renda aumentou muito nos EUA entre 1970 e 2013. Os 20% mais ricos passaram a deter 51% da renda nacional, contra 49% dos outros 80% da população (classe média e trabalhadores pobres). 

A ideia do governo Lula era a de usar a exploração do pré-sal para desenvolver setores industriais cujas atividades estão diretamente relacionadas à exploração das gigantescas reservas do pré-sal, gerando renda e empregos no país.


Com isso, o Brasil passou a ter a 4a. maior indústria de construção naval do mundo e suas principais construtoras passaram a ganhar contratos para a construção de inúmeras obras pelo mundo afora, principalmente na América Latina e na África.

A respeito da atual situação econômica dos EUA e de sua população, podemos citar uma frase famosa do Ditador Garrastazu Médici: 'O país vai bem, mas o povo vai mal'. 

É por isso que quando o Trump fala que a população está empobrecendo, mesmo com as elites enriquecendo, ele sabe do que está falando. E a população dos EUA também, porque sentiu na pele todas estas mudanças que lhe foram imensamente prejudiciais. 

Trump venceu a eleição presidencial porque, mesmo sendo um membro da elite ianque, soube explorar esse descontentamento e apontou para medidas concretas que tomaria, para beneficiar os trabalhadores e a classe média, caso fosse eleito, como a promessa de tirar os EUA de acordos de livre-comércio (TPP), de renegociar outros (NAFTA) e, também, de reindustrializar os EUA por meio da adoção de uma política industrial (concedendo subsídios, incentivos fiscais, financiamentos facilitados, aumentando tarifas de importação).
Bernie Sanders era o mais progressista dos pré-candidatos presidenciais, defendendo um amplo conjunto de propostas de caráter social-democrata e keynesiana, mas o Partido Democrata sabotou a sua candidatura, beneficiando Hillary.

Quando o bloco soviético europeu desmoronou, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Francis Fukuyama, disse que, com o triunfo da Globalização Neoliberal liderada pelos EUA, a 'história havia chegado ao fim' pois, após o colapso do chamado 'Socialismo Real', não existiriam mais modelos alternativos ao livre-mercado e à 'democracia liberal' do Ocidente. 


As vitórias de Trump, o Brexit, a derrota de Matteo Renzi na Itália e todas as mudanças que estão ocorrendo no mundo atualmente mostram que a tese do 'fim da história' chegou ao fim.

Agora, existem alternativas à Globalização Neoliberal, sim. Gostem ou não delas. 

Entre as principais alternativas existentes à mesma, nós temos: 

A) Nacionalismo Econômico Protecionista de Trump, May, Marine Le Pen, entre outros;

B) Reformismo Social-Democrata Keynesiano do novo governo de Portugal, do 'Podemos' espanhol, de Bernie Sanders e do Syriza grego;

C) Globalização Inclusiva da China e Rússia, via projeto 'Um Cinturão, Uma Estrada', que é um gigantesco projeto de integração econômica, que procura atrair países da Europa, Ásia e África, e que é baseado na ideia de 'Ganha-Ganha', com todos os países se beneficiando, como já explicou o Pepe Escobar em seus inúmeros textos a respeito do assunto;

D) Nacionalismo Reformista e Progressista latino-americano (Lula-Dilma, Kirchner, Chávez-Maduro, Rafael Correa, Mujica-Tabaré, Michele Bachelet, Evo Morales, Daniel Ortega). 

Este último modelo entrou em crise em alguns países, mas ainda é cedo para enterrar o mesmo, até porque ele ainda está forte no Equador, Bolívia, Nicarágua, El Salvador e Chile e também não foi derrubado na Venezuela, apesar das inúmeras tentativas golpistas da oposição reacionária (realizadas com o apoio total dos EUA) e da fortíssima sabotagem que se promove contra a economia do país.
Chávez, Kirchner, Correa, Lula e Evo Morales formaram uma geração de governantes progressistas latino-americanos que promoveram reformas sociais e nacionalistas que reduziram fortemente a pobreza e a miséria na América Latina. Agora, os governos neoliberais de Macri e Temer estão empobrecendo rapidamente a população de Argentina e Brasil. E o México, também com governo neoliberal, sofrerá fortemente as consequências das políticas protecionistas de Trump.

Além disso, os novos governos neoliberais de Temer e Macri estão colhendo resultados catastróficos nas áreas econômica e social (uma forte Recessão, aumento do desemprego, da pobreza, da miséria, arrocho salarial, rápido aumento da Dívida Pública, eliminação de direitos trabalhistas e previdenciários) e isso está fortalecendo cada vez mais os nomes de Lula e Cristina Kirchner para a próxima eleição presidencial. 


Entre os países latino-americanos, aquele que mais irá sofrer as consequências das políticas nacionalistas e protecionistas que Trump irá adotar será, inegavelmente, o México. 

Trump já avisou Ford, GM, Toyota e BMW que se elas construírem fábricas no México para exportar a produção para os EUA, ele irá impor uma tarifa de importação de 35% sobre a mesma, inviabilizando tais investimentos. Não é à toa que o peso mexicano está se desvalorizando bastante desde a vitória de Trump.

E isso acontece em um momento no qual o governo neoliberal de Enrique Peña Nieto promoveu um forte aumento no preço dos combustíveis, o que provocou protestos imensos no país, que foram chamados de 'Gasolinazo' (referência ao 'Caracazo' venezuelano de 1989). 

É bom ressaltar, também, que tais governos neoliberais serão imensamente prejudicados pelas políticas nacionalistas e protecionistas que os governos de Trum e Theresa May irão adotar. 

O mundo está mudando rapidamente e a história está muito longe de terminar. 
As dívidas das famílias britânicas aumentaram fortemente entre 2000 e 2015. Apelar para o endividamento foi uma das soluções adotadas para compensar a redução do rendimento das famílias. 

Links:


Michael Moore avisou porque Trump era o favorito:


http://www.brasilpost.com.br/michael-moore/donald-trump_b_11217240.html

Trump anuncia saída dos EUA do TPP e renegociação do NAFTA:

http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-11-22-Trump-anuncia-primeiras-medidas-EUA-fora-do-acordo-transpacifico

Theresa May e Donald Trump são aliados:

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/linhas-cruzadas/detalhe/esconde-theresa-may-um-donald-trump

George Soros ataca Trump:

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-01-20-Trump-e-um-aprendiz-de-ditador-que-vai-falhar-diz-George-Soros

Governos Lula/Dilma: Brasil passa a ter a quarta maior indústria de construção naval do Mundo:

http://www.defesaaereanaval.com.br/brasil-e-o-quarto-maior-construtor-naval-do-mundo/

Discurso de posse de Trump reafirma políticas nacionalistas e protecionistas:

http://observador.pt/2017/01/20/o-discurso-de-trump-descodificado-em-5-pontos/

Governo Temer determina que somente empresas estrangeiras participarão de obras da Petrobras no RJ:

https://www.brasildefato.com.br/2017/01/18/so-estrangeiras-participarao-da-licitacao-da-maior-obra-da-petrobras-dos-ultimos-anos/
Trump já avisou a várias empresas (Toyota, Ford, GM e BMW) que não irá permitir que eles fabriquem veículos no México e os exportem para os EUA. Se elas tentarem fazer isso, serão fortemente taxadas (em até 35%).

Depois de Ford, GM e Toyota, Trump ameaça taxar produção que BMW pretende exportar para os EUA a partir do México:


http://g1.globo.com/carros/noticia/2017/01/trump-tambem-ameaca-bmw-por-fabrica-no-mexico.html

México: 'Gasolinazo'  deixa 6 mortos e 1500 feridos:


Oxfam exalta política de aumento real para o Salário Mínimo adotada pelos governos Lula e Dilma:


Christine Lagarde dá bronca em Meirelles e defende que políticas que reduzem desigualdades sociais devem ser prioridade:


Guy Standing: A explosão de raiva dos eleitores ocidentais se deve ao crescimento do trabalho precário!


Pepe Escobar: Vitória de Trump foi revide do povo contra as elites:

A Dívida Pública dos EUA aumentou fortemente a partir dos governos de Bush Jr e de Obama, passando de U$ 7,3 trilhões (2004) para US$ 18,2 trilhões (2015). Isso aconteceu devido aos gigantescos gastos militares (Guerras do Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, Ucrânia) e à salvação do sistema financeiro privado do país (que faliu em 2008). 

Políticas antissindicais aumentaram as desigualdades sociais nos EUA:


EUA: 58% dos novos empregos são precários:


O enfraquecimento dos sindicatos nos EUA:


EUA: Enfraquecimento dos Sindicatos prejudica a ascensão social e econômica dos filhos dos trabalhadores:

2 comentários:

Luiz Carlos Oliveira disse...

Trump vai fazer lá o que no Brasil se faz ao contrário. Enquanto ele defende o emprego para os americanos, aqui o Temer defende o emprego dos gringos. Vide obras da Petrobrás e navios e sondas feitos lá fora. É a completa destruição de nossas construtoras e da nossa indústria naval, que era a 4a.do mundo, à frente até dos EUA. Lamentável que esse povo cego não entende isso.

Luiz Carlos Oliveira disse...

Trump vai fazer lá o que no Brasil se faz ao contrário. Enquanto ele defende o emprego para os americanos, aqui o Temer defende o emprego dos gringos. Vide obras da Petrobrás e navios e sondas feitos lá fora. É a completa destruição de nossas construtoras e da nossa indústria naval, que era a 4a.do mundo, à frente até dos EUA. Lamentável que esse povo cego não entende isso.