Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Trump é o Gorbatchev dos EUA! - Marcos Doniseti!

Trump é o Gorbatchev dos EUA! - Marcos Doniseti!
Putin e Xi Jinping, presidentes das duas maiores potências eurasianas. Aliança entre China e Rússia obriga os EUA a modificar radicalmente a sua política, algo que Obama recusou-se a fazer durante o seu mandato, o que o levou a acumular inúmeros fracassos em sua política externa.

O brilhante historiador brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira diz que os EUA tem a intenção de criar uma Ditadura Global do Capital Financeiro, o que é absolutamente verdadeiro. 


Essa Ditadura Mundial do Capital Financeiro tem um projeto por trás, que se chama PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que foi elaborado pelos Neocons (Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld e Dick Cheney são alguns dos seus principais líderes) e que foi colocado em prática a partir dos atentados de 11/09/2001.

E um dos itens mais importantes do PNAC é o de derrubar qualquer governo, em qualquer lugar do planeta, que adote políticas nacionalistas e reformistas (ou revolucionárias) e que se recuse a se submeter aos interesses estratégicos dos EUA.

Assim, governos que promovem a nacionalização do petróleo ou dos recursos naturais (como o governo Lula fez com o pré-sal, adotando o Regime de Partilha) ou que adotam políticas que valorizam os salários dos trabalhadores, ampliam os direitos trabalhistas e previdenciários, criam programas sociais de distribuição de renda, aumentam a intervenção do Estado na economia (via bancos públicos ou empresas estatais, tipo Petrobras, BB, CEF e BNDES) e que inserem o país de uma forma soberana no cenário mundial, acabam sendo vítimas de Golpes de Estado, Processos de Desestabilização, Guerras Sujas (com o uso de milhares de Drones e de Forças Especiais), Intervenções Militares e de Espionagem Global (via NSA).

Estes foram os casos de governos de países como Honduras (Manuel Zelaya), Paraguai (Fernando Lugo), Venezuela (Hugo Chávez e Nicolás Maduro), Equador (Rafael Correa), Bolívia (Evo Morales), Brasil (Lula e Dilma), Ucrânia (Victor Yanukóvich), Egito (Irmandade Muçulmana), Líbia (Khadafi), Síria (Assad), Iraque (Saddam)... A lista é longa.
PNAC: O Projeto para um Novo Século Americano visa criar uma Ditadura Global dos EUA. Para isso, os governos nacionalistas e reformistas de países que não se submetem aos interesses dos EUA são derrubados, via Golpes de Estado, Processos de Desestabilização, Guerras Secretas e Guerras por Procuração.

Em todos eles tivemos algum tipo de intervenção do Império Ianque: Golpe, Guerra, Processo de Desestabilização, Espionagem. Em alguns países as ações dos EUA deram certo e os governos nacionalistas e reformistas foram derrubados (Honduras, Paraguai, Brasil, Líbia, Iraque, Ucrânia). Em outros, isso fracassou (Venezuela, Bolívia, Equador, Síria).


Mas o projeto de criar uma Ditadura Global dos EUA ainda está sendo colocado em prática, pelo governo criminoso de Obama, que deu continuidade às políticas do governo de Bush Jr, que foi um fundamentalista cristão que se aliou aos Neoliberais e aos Neocons. Foi o governo de Obama que destruiu a Síria e a Líbia, por exemplo, e espalhou Forças Especiais e usou milhares de Drones pelo mundo todo. 

Mas agora, com a eleição de Donald Trump, o cenário mundial está mudando radicalmente, pois o novo presidente dos EUA pretende adotar políticas econômicas intervencionistas e protecionistas (abandonando as políticas neoliberais, de livre comércio) e irá priorizar a resolução dos problemas internos dos EUA, tais como: desindustrialização, infra estrutura precária, falta de empregos qualificados, empobrecimento e encolhimento da classe média e da classe trabalhadora industrial, gastos públicos excessivos com guerras, armas e segurança nacional, entre outros.

Trump sempre criticou os gastos gigantescos com guerras, dizendo que somente no Oriente Médio foram gastos US$ 6 trilhões com as mesmas. E isso não resolveu em nada os problemas da região. Na verdade, tais guerras agravaram tais problemas.
Gorbatchev e Trump: Tal como o líder soviético, o novo Presidente dos EUA é um membro da elite dirigente do seu país, mas que percebeu a necessidade de se promover mudanças na sociedade e na economia estadunidenses, antes que o Império Ianque desmorone totalmente, tal como aconteceu com a URSS.
Assim, países como Síria, Líbia e Iraque tornaram-se territórios livres para a ação de extremistas islâmicos, sendo que durante os governos de Saddam, Assad e Khadafi isso não acontecia, pois seus governos eram laicos e seculares, sendo inimigos mortais dos extremistas islâmicos. 

E para resolver os principais problemas dos EUA, Trump precisará tirar dinheiro de algum lugar. E o mesmo deverá sair da área militar, cujo orçamento anual chega a US$ 1,5 trilhão. Se o seu governo cortar estes gastos em 20%, então ele terá US$ 300 bilhões anuais para fazer os investimentos que deseja.


Mas para que isso seja feito, é necessário que o governo de Trump atue no sentido de tornar o Mundo um lugar menos caótico, com menos guerras, golpes, processos de desestabilização, drones e forças especiais.

Daí a necessidade do seu governo de conseguir estabelecer boas relações com o governo de Putin, visto que a Rússia voltou ao cenário internacional, tornando-se cada vez mais influente na chamada Eurásia, por meio de sua aliança estratégica com a China.
Quase 60% dos novos empregos criados nos EUA são precários: Pagam baixos salários, exigem longas jornadas, oferecem poucos benefícios e não existe possibilidade de ascender na carreira. 
Se conseguir reduzir as tensões e conflitos globais (na Ucrânia, Oriente Médio, Ásia Central, Extremo Oriente, etc), Trump poderá se concentrar naquilo que é a sua prioridade, que é a de resolver os problemas internos dos EUA.

Desta maneira, o governo de Trump poderá representar o fim das políticas imperialistas e ditatoriais dos Neocons e Neoliberais, que governam os EUA junto com os fundamentalistas cristãos desde o governo de Bush Jr.

Trump: O novo Gorbatchev?

Trump é uma espécie de Gorbatchev dos EUA!

Ele é o líder político que sempre fez parte do sistema, sempre foi da elite (como era o caso de Gorbatchev na URSS), mas que, junto com membros poderosos da mesma elite, percebeu que os EUA estão em enfrentando uma grave crise e, a longo prazo, irão perder espaço no Mundo e entrarão num processo irreversível de decadência e de enfraquecimento, a não ser que o país passe por mudanças, abandonando certas políticas e adotando novas.

Sem estas mudanças, os EUA poderão ter o mesmo destino da URSS e seu Império poderá vir a desmoronar, tal como aconteceu com o chamado 'Império Soviético'.
Nos EUA, entre 1970 e 2013, a participação dos 20% mais ricos na renda nacional passou de 43% para 51%, enquanto que a participação dos 40% intermediários (classe média) sofreu uma queda, de 42% para 37%. Já a participação dos 40% mais pobres também diminuiu, de 15% para 12%. Assim, ocorreu um grande aumento na concentração de renda e das desigualdades sociais no país nas últimas décadas. Isso explica grande parte da imensa insatisfação popular que existe nos EUA e que levou à vitória de Trump em 2016.
O fracasso do governo Obama!

Algumas pessoas dizem que o governo de Obama teria promovido uma retirada dos EUA de certas regiões do mundo, mas o fato concreto é que Obama não retirou nada. Ele apenas mudou o jeito de interferir nos outros países, utilizando-se de outros métodos.

Obama deu preferência às chamadas 'Guerras por Procuração', por meio das quais os EUA dão dinheiro, armas, apoio logístico, usam de satélites, enquanto que outros lutam as guerras por eles... Foi o que os EUA fizeram na Síria e Líbia, apoiando a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, entre outros grupos de extremistas islâmicos, com o objetivo de derrubar os governos nacionalistas, laicos e seculares de Assad e Khadafi.

O governo de Obama também promoveu 'Guerras Sujas e Secretas' em vez dos conflitos em grande escala, como fez Bush, que invadiu o Afeganistão e o Iraque, utilizando-se de centenas de milhares de soldados. Obama preferiu usar de milhares de Drones e de Forças Especiais, que matam dezenas de milhares de pessoas anualmente pelo mundo inteiro, dando continuidade a 'Guerra contra o Terror'. E a imensa maioria das vítimas é de pessoas inocentes, sendo muitos são mortos quando participam de festas de aniversário e de casamento. 

Obs: Sugiro que leiam o livro 'Guerras Sujas' de Jeremy Scahill, que mostra como acontecem as Guerras Secretas promovidas pelos EUA. Também foi produzido um documentário a respeito, que chegou até a ser indicado ao Oscar. 

O governo de Obama também promoveu inúmeros Golpes de Estado e Processos de Desestabilização, em vários países mundo afora (Brasil, Ucrânia, Venezuela, Paraguai, Honduras, Egito, etc), a fim de derrubar governos nacionalistas e reformistas que não se submetiam aos interesses do Imperialismo Ianque. 
Neste local funcionava uma fábrica da Ford, em Detroit... Mas daí veio a Globalização Neoliberal e as indústrias foram transferidas para o México, China e para outros países, nos quais os custos de produção são bem menores. Foi por prometer levar essas indústrias de volta para os EUA que Trump venceu a eleição presidencial de 2016. 
E também não podemos esquecer da NSA e da sua espionagem globalizada e altamente sofisticada, feita em conjunto com mais quatro países aliados dos EUA (Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia), o que deu origem a uma espécie de 'Internacional Anglo-Saxônica' de espionagem, vigilância e controle da população em escala global. Este é o chamado 'Projeto Echelon'. 

Todas as formas de comunicação eletrônica são vigiadas por agências secretas destes países e esta espionagem atingiu até mesmo a Presidenta Dilma e Angela Merkel (Chanceler da Alemanha).

Tais políticas, de Bush e Obama, geraram uma situação de caos pelo mundo inteiro: Ucrânia, América Latina, Ásia Central e, principalmente, no Oriente Médio e no Norte da África. 

Internamente, o governo de Obama fracassou nas áreas econômica e social. 

A desindustrialização (5 milhões de empregos industriais foram perdidos nos últimos 20 anos), o aumento da concentração de renda (os 20% mais ricos tem mais riquezas do que os outros 80%), o crescimento das desigualdades sociais, a precarização dos empregos (quase 60% dos novos empregos são precários) continuaram em seu governo. As políticas neoliberais e de livre-comércio foram fortalecidas durante o governo Obama, que negociou novos acordos de livre-comércio que beneficiam apenas aos Grandes Capitalistas, principalmente ao capital financeiro (Wall Street).

E foram justamente as fortes críticas que Trump promoveu contra esta grave situação em que se encontram os EUA, com parcelas crescentes da população empobrecendo, que o levou à vitória. Trump concentrou a sua campanha em quatro estados (Ohio, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin) que, antigamente, eram muito industrializados e que sempre votavam nos Democratas, mas que perderam muitas indústrias e cuja população empobreceu nas últimas décadas. Com isso, Trump derrotou Hillary nestes quatro estados e garantiu a vitória na eleição presidencial. 

Assim, o fracasso do governo Obama é que levou Trump à vitória. 
A Síria: Antes e depois da Guerra que Obama ajudou, e muito, a promover no país, inclusive apoiando fortemente a grupos de extremistas islâmicos (Al-Qaeda, Estado Islâmico, entre outros) com o objetivo de derrubar o governo de Assad.
Trump, a China e a Rússia!

China e Rússia possuem uma aliança estratégica, de longa duração. 

A China fez um acordo energético de US$ 400 bilhões com a Rússia. Ambas estão unidas para conter o Imperialismo dos EUA na Ásia e estão ampliando a sua influência por toda a Ásia (vide guerra na Síria, por exemplo, na qual deram decisivo apoio à Assad) e já chegaram na África (o Egito é o mais novo aliado de ambos). O governo das Filipinas também demonstra interesse em se associar à China e Rússia no processo de integração econômica eurasiana que as duas grandes potências comandam e que está atraindo até mesmo países da União Europeia (Reino Unido e Alemanha, por exemplo).

Mas não é porque o governo de Trump pretende se entender com governo Putin e promete abrir zonas de conflito com a China (em torno de questões comerciais), que os dois gigantes irão abrir mão dessa aliança estratégica, que é extremamente vantajosa para ambos e por meio da qual os dois países estão ampliando consideravelmente a sua presença (política, econômica, militar) na Eurásia e, agora, na África também. 

O fato concreto é que Trump quer gastar menos com guerras e armas, sim, mas porque pretende priorizar a resolução dos problemas internos dos EUA, que não são poucos: desindustrialização, empregos precários, empobrecimento e encolhimento da classe média e da classe trabalhadora industrial, infra-estrutura precária, aumento da concentração de renda e das desigualdades sociais. 
O custo de produção nos EUA é muito maior do que na China ou no México. Com isso, muitas indústrias saíram dos EUA e se transferiram para estes países, processo este que Trump pretende reverter, por meio da adoção de uma política industrial, usando de financiamentos facilitados, subsídios, incentivos fiscais, aumento das tarifas de importação. 

E para resolver tudo isso ele precisará de muito dinheiro (US$ trilhões). 


E como Trump conseguirá isso, sem provocar aumento de inflação? Cortando no orçamento militar e com as guerras. 

O orçamento bélico dos EUA é de US$ 1,5 trilhão anuais (quase metade do orçamento mundial). Se o seu governo cortar 20% disso, já terá US$ 300 bilhões anuais para fazer o que deseja. E para fazer esses cortes, Trump terá que dialogar com a Rússia, melhorando o cenário geopolítico mundial, fechando acordos que diminuam as guerras e os conflitos pelo Mundo. 

Os conflitos do governo de Trump com a China são previsíveis, pois ele deseja levar de volta para os EUA inúmeras indústrias que se transferiram para lá. E isso também o fará entrar em choque com o governo do México, onde temos inúmeras indústrias dos EUA instaladas. 


É isso. 
Trump fez comentários no Twitter criticando políticas comerciais do governo chinês. Trump quer levar de volta para os EUA inúmeras indústrias que se transferiram para a China nas últimas décadas. E é mais do que evidente que isso irá provocar conflitos entre os EUA e a China durante o seu governo. 

Trump, a América Latina e a Política Industrial!


O que o Trump quer da América Latina é que a região pare de mandar imigrantes ilegais aos montes para os EUA e que, ao permitir a existência de um grande excedente de mão-de-obra, derrubam os salários dos trabalhadores locais. 

E ele também deseja que o México deixe de atrair investimentos industriais que, no seu entendimento, devem se destinar aos EUA. 

As recentes bordoadas que ele aplicou na Toyota, GM e Ford, ameaçando criar elevadas tarifas de importação para os veículos que estas empresas pretendem produzir no México e, a partir daí, exportá-los para os EUA, mostram que Trump não está para brincadeiras.

Para reindustrializar os EUA, aumentando fortemente os investimentos industriais nos EUA, Trump conta com a adoção de um conjunto de medidas que constituem uma clara política industrial: financiamentos em condições favoráveis, subsídios, incentivos fiscais, aumento de tarifas de importação. 

É verdade que Trump deverá enfrentar uma forte resistência dos setores que se beneficiam com as políticas da Globalização Neoliberal, mas é bom esclarecer que Trump conta com o apoio de uma parte significativa das elites capitalistas dos EUA para implantar tais políticas, pois elas também possuem consciência do crescente enfraquecimento do país no cenário mundial, ainda mais agora que a China e a Rússia passaram a liderar um vasto processo de integração econômica e comercial que envolverá o Leste Asiático, o Oriente Médio, a Europa e a África.

Aliás, se ele não tivesse esse apoio entre segmentos das elites capitalistas dos EUA, Trump jamais teria conseguido vencer a eleição presidencial. 

Porém, independente dos obstáculos que venha a enfrentar em seu governo, Trump não tem opção: Ou o seu governo adota as medidas que ele prometeu na campanha eleitoral ou então, daqui a quatro anos, ele será massacrado na eleição presidencial, com o seu eleitorado o abandonando. 


Trump avisou a Toyota: Se quiser vender seu carros nos EUA, então ela terá que produzi-los lá mesmo e não no México. 

Links:


Moniz Bandeira e a Ditadura Mundial do Capital Financeiro!

http://www.vermelho.org.br/noticia/291865-1

Moniz Bandeira, o Império Ianque e o PNAC:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2014/03/moniz-bandeira-o-imperio-ianque-e-o.html

Após Ford e GM, Trump ameaça Toyota por querer produzir carros no México:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-01/apos-ford-e-gm-trump-ameaca-toyota-por-fabricar-carros-no-mexico

http://g1.globo.com/carros/noticia/2017/01/apos-ford-desistir-trump-ameaca-toyota-por-fabrica-no-mexico.html

Michael Moore - Por que Trump é o favorito:

http://www.brasilpost.com.br/michael-moore/donald-trump_b_11217240.html

Como o México se tornou a menina dos olhos da indústria automobilística global:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150524_mexico_boom_veiculos_lgb

A nova 'Rota da Seda' da China:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-nova-rota-da-seda-da-china--imp-,1816517

Nova 'Rota da Seda': Primeiro trem chinês chega à Rússia:

https://br.sputniknews.com/mundo/201602063513074-nova-rota-seda-primeiro-trem-chines-chega-russia/

Vídeo - O projeto Echelon:

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