Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Grande Capital quer tirar Lula da eleição presidencial de 2018 e transformar o Brasil na 'Velha China'! - Marcos Doniseti!

Grande Capital quer tirar Lula da eleição presidencial de 2018 e transformar o Brasil na 'Velha China'! - Marcos Doniseti!
Manifestação operária durante a Greve Geral de 1917, em São Paulo, que paralisou a cidade por 45 dias. Lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho foram as responsáveis pelas conquistas de inúmeros direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 
Um fenômeno surpreendente que tivemos no Brasil, nos últimos meses, foi o crescimento das intenções de voto em Lula, o que foi confirmado pela mais recente pesquisa do instituto MDA.  

Com o agravamento da crise econômica e social, que teremos em 2017 e em 2018, a tendência é que esse processo continue. 

Nesse texto eu irei procurar explicar o motivo de afirmar isso.

1) Lula deverá crescer muito nas pesquisas eleitorais, ainda, até 2018.

Muito provavelmente o ex-Presidente chegará à campanha presidencial de 2018 em condições de vencer a disputa já no 1o. turno, pois a sua candidatura será vista por grande parte da população como aquela que irá reverter os gigantescos retrocessos (econômicos, políticos, sociais, institucionais) que estão acontecendo no governo ilegítimo de Temer.

O fato de que o então Presidente Lula tirou o Brasil de duas crises anteriores (2002-2003 e 2008-2009) e de que saiu do governo com um altíssimo índice de aprovação popular (87%) também conta muito a seu favor. 

Seu governo ainda é lembrado de forma bastante favorável pela imensa maioria dos brasileiros, pois o mesmo foi marcado pelo crescimento econômico, melhoria das condições de vida da população, distribuição de renda mais justa, redução da Dívida Pública, controle da inflação e pleno emprego. 

Afinal, que outro líder político brasileiro tem um currículo desses? E qual o outro líder político que desfruta de tamanha popularidade?

Nenhum.
Lula, ao lado da Rainha Elizabeth II, durante a reunião do G20, em Londres, em 2010. 
2) Como seria possível inviabilizar a candidatura de Lula?

É claro que os golpistas estão pensando em inviabilizar a candidatura presidencial de Lula, e de várias maneiras, tais como:

A) Condenação de Lula em segunda instância, bloqueando a sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa;

B) Aprovação do Parlamentarismo.

Com isso, teríamos o esvaziamento dos poderes do Presidente da República. Assim, uma eventual vitória de Lula na eleição presidencial seria totalmente inútil, pois ele não teria poder algum para governar. 

O grande problema desta solução é a total desmoralização da classe política como um todo e do Congresso Nacional em especial.

Vocês já imaginaram qual será a reação popular quando as pessoas ficarem sabendo que, com a adoção do Parlamentarismo, os políticos é que irão escolher o governante do país? 

Então, podemos considerar que essa alternativa é bastante problemática, para dizer o mínimo.

C) Ataques policiais, judiciários e midiáticos, visando derrubar a sua popularidade.

O grande problema é que isso já foi usado de forma exaustiva nos últimos anos e tudo indica que essa política de perseguição contra Lula já atingiu o seu ponto máximo. E mesmo assim, Lula continua sendo o favorito para vencer a eleição presidencial de 2018.

A não ser que apareça alguma prova concreta, indiscutível e irrefutável do envolvimento de Lula em qualquer irregularidade, os ataques que ele irá sofrer até 
2018 (e serão muitos) irão cair no vazio e ele continuará crescendo nas pesquisas, ainda mais que não há nenhuma perspectiva de retomada do crescimento econômico.
Pesquisa MDA de Fevereiro de 2017 mostrou Lula disparado, liderando em todos os cenários. Bastou isso para que ele sofresse novos, e fajutos, ataques por parte da Grande Mídia. 
D) Golpe Militar e Cancelamento das eleições.

Entendo que isso também é inviável. Se algo desse tipo acontecer, o país correrá o sério risco de desintegração, ainda mais em um ambiente de Recessão/Estagnação permanente da economia do país. 

Um dos grandes problemas, e que muitos esquecem (?), é que em 2018 não teremos eleição apenas para a Presidência da República, mas também para Senado, Câmara dos Deputados, Governos estaduais e Assembleias Legislativas.

Isso, na prática, acaba dificultando muito essa alternativa, pois a classe política como um todo não aceitará tal medida.

Somente com a adesão da classe política, do Grande Capital e da classe média tradicional (além dos próprios militares, é claro) é que isso (o Golpe Militar e o cancelamento das eleições) poderia acontecer. 

A classe política brasileira pode ser muita coisa, mas boba ela não é.

Os políticos, com certeza, não se esqueceram do Golpe de 64, ao qual a imensa maioria deles apoiou, pois pensaram que os militares iriam derrubar Jango e que devolveriam o poder poucos meses depois, por meio de novas eleições.

A classe política golpista de 64 acreditou que as novas eleições (que devolveriam o poder aos políticos civis) aconteceriam após o expurgo que os Militares promoveriam contra os líderes políticos mais progressistas (Jango, Brizola, Arraes), contra os partidos de Esquerda (PCB, PTB, PSB, PCdoB), bem como reprimiriam e silenciariam os movimentos sociais (sindical, camponês, estudantil, intelectuais) e suas respectivas entidades CGT, UNE, Ligas Camponesas, Sindicatos Rurais, Contag.

Como é do conhecimento de todos que estudaram um pouco sobre o Golpe de 64, os militares não devolveram o poder aos civis, mesmo depois que expurgaram os líderes, partidos e movimentos esquerdistas da cena política, e governaram o país por 21 anos.
Auro de Moura Andrade (primeiro à esquerda) declarou vaga a Presidência da República, no dia 02 de Abril de 1964, de forma totalmente ilegal. A classe política da época, na sua maioria, apoiou o Golpe, pois acreditava que os militares iriam devolver o poder aos civis em poucos meses. Quebraram a cara. A classe política brasileira atual não é tão ingênua, assim, muito pelo contrário. 
Com certeza, a classe política não deseja repetir tal experiência.

O Grande Capital seria o segmento mais beneficiado por um Golpe que cancelasse as eleições, mas a classe média continuaria empobrecendo, tal como já está acontecendo, pois as políticas neoliberais e de arrocho tem na destruição da classe média uma das suas principais consequências. 

E o desmonte do Estado Nacional, por sua vez, também seria muito prejudicial às Forças Armadas, que ficariam sem recursos para desenvolver projetos como o do submarino nuclear, a compra dos caças Gripen e a construção do cargueiro CK-390, bem como dos blindados Guarani, todos projetos de modernização que foram iniciados pelos governos Lula e Dilma. 

Além disso, a reação internacional a um Golpe Militar e ao cancelamento das eleições seria muito negativa, prejudicando o projeto golpista de aprofundar a integração do país ao Capitalismo Globalizado Neoliberal.

E as próprias Forças Armadas, caso viessem a tomar o poder, não teriam a menor ideia do que fazer com ele. Em 1964, setores golpistas tinham, claramente, um projeto para o país. Golbery do Couto e Silva já tinha em mente o que fazer depois que Jango fosse derrubado e os militares tomassem o poder. 

E agora, o que as Forças Armadas fariam caso promovessem um novo Golpe? Nem os militares sabem;

E) Invenção de um novo Collor.

Uma possível solução seria a Grande Mídia fabricar e preparar um 'novo Collor', ou seja, uma 'cara nova' na política, que se apresentasse como um não-político, que diria que não tem  envolvimento direto (mesmo que somente nas aparências) com os tradicionais esquemas de poder. 
Evolução do Salário Mínimo mostra que ele teve. nos governos JK e Jango, o seu maior poder de compra. Daí, a Ditadura Militar arrochou o mesmo. Somente nos governos Lula e Dilma é que o poder de compra do Salário Mínimo voltou a aumentar bastante, crescendo 91,3%.
Há vários candidatos a 'novo Collor' na praça, mas será que um deles, pelo menos, é viável?

Fabricar um 'novo Collor' em tempos de Internet e Redes Sociais poderá não ser tão fácil quanto foi em 1989, quando a Grande Mídia era a única fonte de informação de toda a população. 

F) Prisão de Lula.

O 'timing' para isso já passou, como já confessaram os próprios golpistas, pois não encontraram nada contra Lula em suas intermináveis investigações. Nada.

E agora que Lula está crescendo nas pesquisas é que não é mais possível efetuar a sua prisão.

Afinal, não se coloca um líder político que tem quase 1/3 das intenções de voto na prisão impunemente.

Prender Lula, ou mesmo impedi-lo de ser candidato, seria o mesmo que anular o voto de quase 1/3 dos eleitores brasileiros. Como estes irão reagir caso isso venha a acontecer? 

G) Assassinato de Lula.

Isso poderia ser providenciado, sim, e de várias maneiras:

Envenenamento, queda de avião (esse é o que está 'na moda'), tiros disparados por algum ‘coxinha’ maluco e descerebrado. Assim, colocariam a culpa apenas no sujeito, que seria sacrificado depois (alguém aí pensou em Lee Harvey Oswald???).    

A CIA (e o Mossad também) é craque em assassinar líderes políticos progressistas pelo mundo afora e sem deixar muitos rastros da sua participação nos mesmos.

Tenha cuidado, Presidente Lula!

A produção de petróleo no pré-sal teve um crescimento muito rápido desde que o mesmo foi descoberto, em 2006, e já ultrapassa 1,4 milhão de barris diários (somando a produção de petróleo e gás natural). O pré-sal tem petróleo de alta qualidade, produtividade altíssima e, assim, gera uma lucratividade maior do que os outros tipos de petróleo. 
3) O desmonte do Estado Social-Desenvolvimentista e a Depressão Econômica provocada para destruí-lo!

Esse Golpe de 2016 foi feito para destruir o Estado Social-Desenvolvimentista e, assim, aprofundar a integração do Brasil ao Capitalismo Globalizado Neoliberal, por meio de várias mudanças de caráter profundamente retrógrado.

Desta maneira, será possível aumentar fortemente o processo de exploração da força de trabalho do país pelos Grandes Capitalistas (nacionais e estrangeiros).

Para conseguir isso, o governo Temer está adotando várias medidas, tais como: 

A) Privatizações desnacionalizantes (da Petrobras, do petróleo do pré-sal); 

B) Reformas que destruirão a Seguridade Social e as Leis Trabalhistas (fim da CLT e Terceirização generalizada); 

C) Entrega de todas as riquezas nacionais (água, terras, minérios, etc) ao capital estrangeiro; 

D) Aumento brutal da taxa real de juros, o que foi feito para beneficiar o capital especulativo, nacional e estrangeiro, o que explica a forte valorização que ocorreu na Bolsa de Valores nos últimos meses. 

Esta forte valorização acionária aconteceu ao mesmo tempo em que o PIB brasileiro despencou mais de 4,3% em 2016, o que comprova a total desvinculação entre a economia real (produtora de riquezas) e a especulação financeira (que é mera criadora de capital fictício, caracterizando uma riqueza ilusória e artificial); 

E) Esvaziamento e posterior privatização dos bancos públicos (BB, CEF, BNDES).

Todas essas medidas visam desmontar o Estado Social-Desenvolvimentista que se construiu no Brasil a partir do governo de Getúlio Vargas (criador da Petrobras, da CLT, da CSN, da Vale do Rio Doce, do BNDES), que teve continuidade nos governos JK (Plano de Metas) e Jango (criador do Estatuto do Trabalhador Rural e do 13o. Salário, por exemplo) e que foi atacado (mas não destruído) nos governos neoliberais de Collor/Itamar/FHC. 
Lula governou dialogando com os movimentos sociais (como é o caso da UNE), enquanto que o atual governo ilegítimo do país reprime brutalmente aos mesmos. 
Este projeto Social-Desenvolvimentista renasceu, pro sua vez, nos governos de Lula e Dilma (primeiro mandato dela; 2011-2014), devido ao total fracasso das políticas neoliberais privatizantes adotadas a partir do governo Collor e que perduraram até o governo FHC.

Foi justamente esse ‘Estado Social-Desenvolvimentista’ que foi o grande responsável pelo desenvolvimento econômico e social que o Brasil passou a vivenciar a partir da década de 1930 e, de 1940, em especial. 

Com isso, entre 1930-1980 o Brasil foi, ao lado do Japão, a economia que mais cresceu no mundo. Sem os imensos investimentos estatais feitos neste período (siderúrgicas, usinas hidrelétricas, rodovias, telecomunicações, petroquímica, petróleo, universidades) o país jamais teria crescido tanto. 

O setor privado apenas complementou esse processo de desenvolvimento econômico do país e mesmo os seus principais investimentos sempre contaram com um forte apoio do Estado, via subsídios, incentivos fiscais, empréstimos com juros subsidiados, reserva de mercado. 

E é justamente esse forte e atuante Estado Social-Desenvolvimentista que o Golpe de 2016 visa destruir, o que atende aos interesses do Capital Financeiro Globalizado, comandado por Wall Street, e aos Neocons imperialistas, que controlam a política externa dos EUA desde o governo de Bush Jr. e que desejam impor uma Ditadura Global dos EUA por todo o século XXI (é o PNAC, Projeto para um Novo Século Americano).
As reservas internacionais líquidas brasileiras cresceram muito durante os governos Lula e Dilma, passando de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376  bilhões (2016).
Portanto, tal política de desmonte do Estado brasileiro também atende aos interesses globais dos EUA, que fazem de tudo para impedir que qualquer país, em qualquer lugar do Mundo, venha se tornar uma Potência regional que contrarie os seus interesses.

Durante os governos de Lula e Dilma, por exemplo, tivemos a nacionalização do petróleo do pré-sal (via Regime de Partilha) e a criação da Unasul e da Celac, levando a um aprofundamento do processo de integração latino-americana, algo que vai totalmente contra os interesses dos EUA na região. 

Agora, todo esse processo de inserção soberana do Brasil no mundo global está sendo desmontado pelo governo ilegítimo.

Até mesmo as terras brasileiras poderão ser vendidas, sem quaisquer restrições, ao capital estrangeiro. O aquífero Guarani também deverá ser vendido. Negociações neste sentido já estão sendo realizadas, sendo que a Nestlé e a Coca-Cola já manifestaram interesse em comprar o mesmo. 

As plataformas de extração de petróleo passarão a ser construídas no exterior e os navios que a Transpetro encomendava junto aos estaleiros nacionais serão fretados, aumentando fortemente as despesas com fretes. 

O governo Temer também determinou que o Brasil passe a comprar, no exterior, o papel-moeda que o país necessita. Assim, a moeda brasileira passará a ser importada, o que é totalmente desnecessário, pois o Brasil domina a tecnologia de produção do mesmo desde 1978 (quando a adquiriu de uma empresa francesa) e até produz o papel-moeda de outros países. 

Esse conjunto de medidas mostra o total desinteresse do governo neoliberal e ilegítimo de Temer em desenvolver o país e em gerar empregos no Brasil. 
O BNDES é o único banco brasileiro que financia investimentos produtivos de grande porte (refinarias, usinas hidrelétricas, ferrovias, siderúrgicas) e o mesmo teve um papel fundamental no desenvolvimento econômico do país.
Os EUA, o PNAC e o Golpe de 2016 no Brasil!

As ações imperialistas dos EUA, pelo mundo afora, representam a adoção do PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que visa impor uma Ditadura Global ianque até o final do século XXI.

Tal política começou a ser adotada pelo governo de Bush Jr, que entregou o controle da política externa dos EUA para os Neocons (os neofascistas dos EUA), e a mesma teve continuidade no governo de Obama. 

A destruição, pelos EUA, da Síria, da Líbia e do Iraque fazem parte desta política, pois nestes três países tínhamos governos nacionalistas (laicos e seculares), inspirados no Nasserismo, e que agiam na contramão dos interesses dos EUA. 

Saddam Hussein queria começar a negociar petróleo sem o uso do Dólar, o que foi o motivo principal para que o país tenha sido invadido e destruído pelos EUA e para que Saddam tenha sido enforcado. 

E Khadafi, por sua vez, queria criar uma União Africana, reunindo todos os países do continente em um único bloco, e que teria a sua própria moeda. 

Isso seria imensamente prejudicial aos interesses dos EUA e da UE (Zona do Euro), que possuem as moedas mais utilizadas no comércio e nas transações financeiras internacionais, bem como são as que constituem as principais moedas reservas de valor no mundo. Afinal, a África (imensamente rica em minérios e que possui terras férteis) passaria a ter uma moeda que iria concorrer com o Dólar e com o Euro. 
A taxa de desemprego (média anual) despencou durante os governos Lula e Dilma, ficando em 4,8% em 2014, a menor taxa da história do Brasil. A partir do movimento golpista ele voltou a crescer e já está em 12%.
Não foi à toa, portanto, que EUA e UE se uniram para derrubar Khadafi e destruir a Líbia, o que está na raiz da atual crise de refugiados, que leva a que milhares de africanos tentem usar o território da Líbia para tentar chegar à Europa. Inclusive, há poucas semanas os líderes da UE assinaram um acordo com o 'governo líbio' para impedir que isso continue acontecendo, fato este que não recebeu qualquer divulgação da Mídia global.

Ah, se fosse o Trump que tivesse feito isso... 

Essa política de dominação global dos EUA, portanto, está intimamente relacionada com o Golpe de 2015/2016 no Brasil, pois as políticas nacionalistas, reformistas e favoráveis à integração latino-americana entravam em choque frontal com a mesma. 

Portanto, derrubar o governo Dilma, destruir o PT e aniquilar o prestígio popular de Lula eram essenciais para que tais políticas pudessem ser definitivamente abandonadas e para que o Brasil voltasse a ter um governo inteiramente submisso aos interesses imperialistas dos EUA (Neocons) e de Wall Street (Neoliberais).  

E assim foi feito, por meio da operação Lava Jato, do Terrorismo Midiático e da fabricação de uma Crise Econômica (Recessão e Depressão) que, combinadas, criaram as condições para que o Golpe de 2015/2016 pudesse vir a ser vitorioso, principalmente por meio da mobilização de eleitores de classe média.

A classe média é, historicamente, constituída de eleitores profundamente reacionários, e que tem um imenso ódio das políticas de inclusão social e de distribuição de renda que os governos Lula e Dilma colocaram em prática durante os seus governos (aumento real do salário mínimo; ProUni; Bolsa Família; construção de 18 universidades federais e de 422 escolas técnicas federais; PEC das Domésticas).
Alguns dos principais líderes do PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que visa impor uma Ditadura Global dos EUA durante todo o século XXI. 
O Golpe de 2016 e a integração do Brasil ao Capitalismo Financeiro Globalizado!

O governo ilegítimo de Temer pensa que é possível iniciar um novo processo de atração de capital estrangeiro para o Brasil, a fim de que o mesmo possa promover a retomada do crescimento econômico do país, embora este se destine a beneficiar apenas aos 20% mais ricos da população (tal como aconteceu durante a Ditadura Militar). 

Aliás, isso também já acontece nos EUA e na União Europeia desde que as políticas neoliberais e de arrocho passaram a ser impostas nestes países (a partir dos governos Reagan e Thatcher). Tais políticas empobreceram e encolheram violentamente a classe média e a classe trabalhadora industrial nos EUA e da UE, criando uma nova 'classe social em formação' (expressão usada por Guy Standing), que é o 'Precariado'. 

Na União Europeia os empregos precários já representam 30% do total. Nos EUA esse percentual chega a 35% e quase 60% dos novos empregos criados no país também são precários. 

É esse mesmo tipo de política que será imposta no Brasil a partir da vitória do movimento golpista que derrubou o governo Dilma. Com a adoção destas políticas neoliberais, entreguistas e de arrocho, de perfil inteiramente retrógrado, a imensa maioria da população trabalhadora brasileira também passará a constituir um vasto e gigantesco ‘Precariado’.

Com isso, os trabalhadores brasileiros ficarão submetidos a uma brutal exploração, recebendo baixos salários, trabalhando como terceirizados, cumprindo longas jornadas de trabalho, sem ter qualquer garantia de que irão se aposentar e sem possuir qualquer direito trabalhista (pois o negociado entre empresários e trabalhadores irá prevalecer sobre o legislado).
Manifestação contra o trabalho precário em Portugal. 
E tudo isso irá se desenvolver enquanto o país terá que conviver com o congelamento dos investimentos sociais pelo período de 20 anos (durante o qual a população brasileira aumentará em 50 milhões de pessoas), bem como com elevadas taxas de desemprego, pois o modelo de política econômica do governo ilegítimo de Temer visa derrubar a inflação para o patamar de 3% ao ano.

E para se reduzir a inflação para um patamar tão baixo é necessário promover uma 
Depressão Econômica no país. O atual presidente do Banco Central já dizia, quando era economista do Banco Itaú, que era necessário aumentar bastante a taxa de desemprego a fim de, assim, poder reduzir a inflação. E é justamente essa política que está sendo adotada atualmente. 

Vejam o que Ilan Goldfajn escreveu, em texto publicado no 'Estadão' em Março de 2013: "Na atual conjuntura talvez seja necessário desaquecer temporariamente tanto o consumo, adequando-o, no curto prazo, à oferta mais restrita, quanto o mercado de trabalho, para permitir ajustar os aumentos de salários ao crescimento da produtividade do trabalho".

Traduzindo o que ele disse em 'economês': Vamos promover uma recessão, para poder aumentar o desemprego e, assim, arrochar os salários. Com isso, os lucros dos capitalistas irão aumentar.

Qualquer semelhança com a atual política econômica que foi adotada pelo governo Temer não é mera coincidência. 

E é exatamente por isso que o Brasil já se encontra em Depressão Econômica. 

Para se constatar isso basta saber que o PIB do país desabou 3,8% em 2015 (primeiro ano do movimento golpista) e que despencou mais de 4,3% em 2016. Somando os dois anos, o PIB brasileiro desmoronou 8%, o que caracteriza uma Depressão Econômica. A taxa de desemprego, no mesmo período, aumentou de 4,3% para 12%. E os salários dos trabalhadores passaram a ser arrochados. 
Manifestação contra o PL 4330, que permite a terceirização generalizada. Projeto de lei está no Senado e deverá ser votado (e aprovado) após o Carnaval. 
Esta Depressão foi provocada, de forma deliberada, pelo movimento golpista e, depois, foi aprofundada pelo governo ilegítimo de Temer, a fim de se justificar a aprovação das ‘reformas’ trabalhista e previdenciária, da terceirização generalizada e do congelamento dos investimentos na área social por vinte anos, bem como para reduzir a inflação para 3% ao ano.

Tais ‘reformas’ são apresentadas para a população (pelo governo Temer, pelo Grande Capital e pela Grande Mídia) como sendo as soluções para se promover a retomada do crescimento econômico, o que é uma mentira deslavada, pois elas irão empobrecer a imensa maioria dos brasileiros e beneficiarão apenas aos Grandes Capitalistas.

E mesmo a classe média será prejudicada por tais medidas, pois grande parte dela terá que pagar (e caro) por saúde, previdência e educação privadas, ao mesmo tempo em que muitos micros e pequenos empresários já estão falindo (mais de 108 mil lojas fecharam apenas em 2016) e o desemprego está disparando (já está em 12%, contra apenas 4,3% em Dezembro de 2014). 

Assim, como é que a classe média poderá pagar pelos serviços privados (caros) de educação, saúde, previdência, segurança, ao mesmo tempo em que ela estará empobrecendo e rapidamente? 

Sem chance. 
Durante o logo período em que Getúlio Vargas governou o Brasil (1930-1945; 1951-1954) foram lançadas as bases da industrialização e da modernização do país, criando a CSN, Vale do Rio Doce, CLT, Petrobras e BNDES.
Além disso, as medidas de política econômica que estão sendo adotadas pelo governo Temer são fortemente recessivas e provocarão uma estagnação permanente da economia brasileira, tais como: 

A) Arrocho salarial: A maioria doa acordos salariais está fechando com reajustes abaixo da inflação acumulada e a maioria do funcionalismo público está ficando sem reajuste. E boa parte da chamada classe média brasileira é formada por funcionários públicos e por trabalhadores melhor remunerados. Ambos os grupos estão empobrecendo agora

B) Aumento da taxa real de juros (passou de 3,5% ao ano em 2015 para quase 8% ao ano em 2016), estimulando a especulação financeira e desestimulando os investimentos produtivos e o consumo; 

C) Corte drástico nos investimentos sociais, com os mesmos ficando congelados por 20 anos (PEC 55); 

D) Redução drástica dos investimentos públicos (petróleo, infra-estrutura), o que afeta negativamente economia do país, que depende bastante dos mesmos;  

E) Valorização do Real, o que que encarece as exportações e barateia as importações e estimula a saída de turistas brasileiros e desestimula a vinda de turistas estrangeiros; 

F) Redução da oferta de crédito na economia, que fica mais caro e escasso. Com isso, o investimento e o consumo desabam; 

G) Destruição das principais Construtoras/Empreiteiras do país, levando à paralisação de inúmeras obras pelo país inteiro e derrubando fortemente os investimentos produtivos; 

H) Congelamento da tabela do Imposto de Renda, o que aumenta a carga tributária sobre a classe média e sobre os trabalhadores assalariados melhor remunerados;
O Salário Mínimo deixou de ter aumento real durante o governo Temer. Agora o seu valor real ficará estagnado por 20 anos, devido à aprovação da PEC 55. 
I) Disparada do Desemprego, que já se encontra em 12%, contra apenas 4,3% em Dezembro de 2014.

Com tudo isso, há uma grande possibilidade de que a economia brasileira fique estagnada pelos próximos 20 anos, pelo menos. 

É bom não esquecer que o Brasil já enfrentou uma situação semelhante, entre 1981 e 2000, quando o país ficou vinte anos seguidos sem crescer economicamente. Assim, tivemos duas décadas perdidas em termos de crescimento econômico. E tudo aponta para o fato de que, agora, isso irá se repetir.

Outro objetivo dessa política econômica retrógrada do governo Temer é promover um grande aumento do desemprego, o que permitirá reduzir o poder de negociação dos trabalhadores e facilitará imensamente a imposição das tais ‘reformas’ (trabalhista, previdenciária, terceirização), transformando os trabalhadores do país em um vasto ‘Precariado’. É por isso que o desemprego chegou a absurdos 12%. 

Com todas essas medidas e políticas fortemente retrógradas, o Brasil se transformará numa espécie de ‘Velha China’, passando a viver da produção e exportação de produtos de baixo valor agregado e que serão fabricados por uma força de trabalho extremamente barata e inteiramente desprovida de quaisquer direitos (sociais, trabalhistas, previdenciários).

A questão é que mesmo a China já está abandonando, há vários anos, esse modelo de crescimento que beneficia apenas aos Grandes Capitalistas. O governo chinês criou, há alguns, uma Previdência Social ampla e também criou uma legislação trabalhista.
O governo de Trump promete adotar políticas nacionalistas e protecionistas, o que entra em choque com a Globalização Neoliberal. 
Desta maneira, nos últimos anos, tivemos um grande aumento dos salários reais chineses (em função também de um forte movimento operário, que realizou inúmeras greves) e da produção industrial chinesa estar se voltando, cada vez mais, para bens de alto valor agregado.

Por estes motivos pelos quais muitas das indústrias que produziam na China se transferiram para outros países (Indonésia, Vietnã, Filipinas), que possuem um menor custo de produção. Agora, até mesmo países da África estão recebendo tais investimentos, que fogem do aumento dos custos de produção chineses.

Mas neste caso estamos falando de países que possuem fortes laços econômicos e comerciais com a China. O Brasil também os possui, graças ao fato de que Lula fechou amplos acordos comerciais com os chineses (já em seu primeiro mandato) e fez o Brasil se integrar aos BRICS. 

Como disse o Pepe Escobar: Lula é BRICS. 

Mas um dos objetivos do Golpe de 2015/2016 é justamente o de afastar o Brasil dos BRICS e dos demais países emergentes e intensificar a integração da economia brasileira com as dos países ricos, EUA em especial. 

O Brexit, Trump, o Golpe de 2016 e o derretimento da economia brasileira!
O Brexit aponta, claramente, para uma crise terminal do processo de Globalização Neoliberal, o que foi confirmado pela vitória de Trump. 
No entanto, tal projeto golpista (de caráter nitidamente neoliberal, excludente, autoritário e entreguista) já foi bastante prejudicado pela vitória do Brexit, de Trump e pelo crescimento das forças xenófobas nos países ricos (EUA, União Europeia).

A tendência é de aumento claro do protecionismo e do nacionalismo nos países desenvolvidos, justamente aqueles aos quais os golpistas brasileiros pretendiam integrar mais profundamente a economia brasileira. Este processo irá inviabilizar os planos econômicos dos mesmos. Afinal, como será possível exportar para os EUA se o governo Trump já anunciou que irá adotar fortemente protecionistas? E mesmo na União Europeia as pressões populares para que tais políticas protecionistas sejam adotadas estão crescendo bastante. 

A vitória de Trump e do Brexit, o crescimento das forças de Esquerda pró-integração, mas que condenam as políticas neoliberais e de arrocho (Podemos, Syriza, um governo progressista moderado em Portugal, a liderança de Jeremy Corbyn no Partido Trabalhista britânico), o fortalecimento dos partidos e movimentos de Extrema-Direita na França (Marine Le Pen lidera as pesquisas no primeiro turno), Holanda (partido de Extrema-Direita deverá ser o mais votado na eleição deste ano) e Alemanha (onde a popularidade Angela Merkel está desabando e temos o crescimento do xenófobo e racista 'Alternativa para a Alemanha') apontam claramente para o fato de que a Globalização Neoliberal vive os seus dias finais.  

Neste cenário, levar adiante um Golpe Militar no Brasil (a 7a. maior economia mundial), adiar as eleições ou impedir que Lula concorresse à eleição presidencial de 2018 teria um alto preço em termos de imagem internacional do país, fazendo com que o país fosse visto como uma gigantesca ‘República de Bananas’, inteiramente desprovida de segurança jurídica para que pudesse receber investimentos.
Trabalhadores chineses exaustos, que são empregados da Foxconn, que fornece para a Apple. Se a reforma trabalhista de Temer for aprovada, os trabalhadores brasileiros serão submetidos a uma exploração muito mais brutal por parte dos capitalistas. 
Qualquer uma destas possibilidades aconteceria em meio a um rápido desmoronamento econômico e social do país, que é um processo que está em pleno andamento.

Os indicadores econômicos e sociais de 2016 e do início de 2017 são horripilantes: 

A) O PIB brasileiro caiu mais de 4,3% em 2016; 

B) As vendas do comércio varejista ampliado desabaram 8,7% em 2016; 

C) Os investimentos produtivos desmoronaram 10% em Dezembro de 2016 (comparando com o mesmo mês de 2015);

D) A Dívida Pública Líquida aumentou muito em 2016, passando de 35,6% do PIB (2015) para 45,9% do PIB (2016);

E) O setor de Serviços (que é responsável por 2/3 do PIB) desmoronou 5% em 2016;

F) Taxa de desemprego disparou, passando de 4,3% (Dezembro de 2014) para 12% (Dezembro de 2016). 

Portanto, tudo aponta para o fato de que o Golpe e o governo Temer (que é consequência do mesmo) estão destruindo a economia brasileira. E com isso a impopularidade do mesmo irá crescer ainda mais. 

E quanto mais intensa e duradoura for a crise (e com o atual modelo econômico neoliberal e entreguista ela deverá durar 20 anos) maior será, também, a popularidade de Lula e de Bolsonaro.
Capitalistas em um banquete, enquanto as forças militares mantém o povo à distância. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. 
Tudo indica que estes dois deverão disputar o segundo turno da eleição presidencial de 2018. 

E a Direita tradicional, que promoveu e organizou o Golpe, será fragorosamente derrotada. 

A questão é: A Direita tradicional aceitará a derrota e abrirá mão desse projeto de destruição do Brasil que ela está promovendo? Ou então ela irá aprofundar o Golpe, implantando uma Ditadura de vez no país, anulando as eleições, fechando o Congresso Nacional e os partidos políticos e reprimindo violentamente os movimentos sociais (ou seja, adotando um AI-5)?

Outra pergunta: Se a Direita tradicional partir para essas medidas extremistas, ela terá apoio popular suficiente para implantar as mesmas? Afinal, mesmo os Golpes precisam de apoio popular e de setores importantes da sociedade.

O Golpe de 64, por exemplo, teve apoio maciço da classe média (que ficou vários meses organizando grandes manifestações para comemorar a vitória do Golpe por todo o país) bem como do governo dos EUA, do Grande Capital nacional e estrangeiro (multinacionais, latifundiários, Fiesp, sistema financeiro, Igreja Católica). 

Em Dezembro de 1968, os militares adotaram o AI-5 em um momento no qual a economia brasileira vivia o início do chamado 'Milagre Brasileiro', quando o crescimento chegou a 11% ao ano (em média) entre 1968-1973, o que permitiu aos mesmos isolar e derrotar a oposição (pacífica e armada) nos anos seguintes. 
Berlusconi e Khadafi. O 'ditador líbio' era um aliado do Ocidente Capitalista, mas quis levar adiante um projeto de integração econômica de toda a África, o que contrariou os interesses do mesmo. Com isso, a OTAN e o CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) decidiram destruir o país e derrubar Khadafi. Agora, a Líbia é um país devastado. 

É bom esclarecer, no entanto, que esse 'Milagre Brasileiro' somente aconteceu porque a economia mundial também vivia um período 'milagroso', com as economias dos EUA, Europa Ocidental e Japão crescendo de forma bastante rápida. 


Assim, não foi coincidência de que o enfraquecimento da Ditadura Militar começou justamente quando o 'Milagre Econômico' terminou, devido ao fim do padrão-ouro do dólar (1971) e ao 'Choque do Petróleo' (Outubro de 1973). 

Agora, vivemos um momento econômico totalmente diferente, no qual o Brasil vive uma Depressão Econômica (PIB desabou 8% em 2015/2016), a economia mundial cresce pouco e mesmo países como a China e a Índia estão se expandindo a um ritmo bem menor do que o de antes do estouro da crise mundial de 2007/2009. O comércio internacional estagnou de tal forma que as exportações da China diminuíram 7,7% em 2016. 

Logo, não existe nenhuma perspectiva de retomada do crescimento do Brasil, seja porque a política do governo Temer não prioriza isso, seja porque o cenário econômico mundial é bastante ruim. 

Da resposta para essas questões, dependerá o futuro do Brasil. 
As vendas de veículos motorizados bateram todos os recordes no Brasil durante o primeiro mandato de Dilma. Agora, em Janeiro de 2017, elas despencaram 25% em relação ao mesmo mês de 2016.
Links:
Vendas de veículos despencaram 20% em 2016:


Vendas de veículos desabaram 5,2% em Janeiro de 2017:


Setor de Serviços desaba 5% em 2016:


Brasil terá o menor crescimento econômico no Mundo em 2017, diz FMI:


Dilma - O Golpe poderá se tornar mais repressivo:

http://www.sul21.com.br/jornal/o-golpe-nao-terminou-a-segunda-etapa-pode-ser-muito-mais-radicalizada-e-repressora/

Lula lidera pesquisa MDA em todos os cenários:

http://www.cartacapital.com.br/politica/lula-lidera-eleicoes-de-2018-em-todos-os-cenario-diz-cnt-mda

Exportações chinesas diminuíram 7,7% em 2016:

http://oglobo.globo.com/economia/china-tem-em-2016-pior-queda-de-exportacoes-desde-2009-20769971

Trabalhadores brasileiros poderão ter que trabalhar 14 horas diárias sem receber horas extras: 

http://www.cartacapital.com.br/economia/brasileiro-podera-trabalhar-14-horas-diarias-sem-receber-horas-extras

Presidente do BC do governo Temer defendeu aumento do desemprego para derrubar inflação e arrochar salários:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/95310/S%C3%B3cio-do-Ita%C3%BA-prega-desemprego-para-atacar-infla%C3%A7%C3%A3o-Ex-BC-prega-desemprego-para-atacar-infla%C3%A7%C3%A3o.htm

Desembolsos do BNDES desabam 35% em 2016 e fecham o ano em apenas R$ 88 bilhões: 

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2017/01/31/desembolsos-do-bndes-caem-35-em-2016/

PEC 55 congela investimentos na área social por 20 anos:

http://www.cartacapital.com.br/politica/pec-que-congela-gastos-sociais-e-aprovada-em-segundo-turno-no-senado

Vídeo - O que é Lawfare? 


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