Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 21 de julho de 2012

TCU derruba prova central do suposto esquema do "mensalão"!

TCU derruba prova central do suposto esquema do "mensalão" - do  Vermelho

O blogueiro Reinaldo Azevedo está histérico. Diz que a ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União, agiu de forma vergonhosa para livrar a cara de mensaleiros. Tudo porque tomou uma decisão, acompanhada por vários ministros do TCU, que, na verdade, repara uma injustiça. Ela reconhece a legalidade dos contratos de publicidade firmados pelo Banco do Brasil com as agências DNA e SMPB, do empresário Marcos Valério de Souza.


Antes dessa decisão, prevalecia outro parecer do TCU, que condenava a apropriação, pelas agências, da “bonificação de volume”, o chamado BV.

O BV é um termo técnico, usado por publicitários, que na verdade torna o mercado brasileiro um dos mais distorcidos do mundo. Faz com que haja uma concentração excessiva dos recursos publicitários nas maiores empresas, como Globo e Abril, mas especialmente a Globo, que devolvem a maior parte dos recursos das campanhas publicitárias às agências.

Em geral, o BV é de 20% do valor anunciado. Como os espaços na Rede Globo são os mais caros, essa devolução dos recursos às agências as incentiva a concentrar a veiculação na emissora, a despeito dos critérios técnicos.

Esta prática nunca foi exclusiva das agências de Marcos Valério, nem do setor público. Na verdade, é paga pela Globo e outras empresas de mídia a todas as agências de publicidade. E nunca houve uma agência que devolvesse esses recursos aos clientes. Esta é uma receita dos publicitários, o que reforça a distorção do mercado brasileiro.

A DNA e o governo federal

Marcos Valério prestou serviços de publicidade ao governo federal entre 2000 e 2006. Foi levado a Brasília pelas mãos do amigo Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso. Venceu algumas licitações e prestou serviços a empresas como Banco do Brasil e Correios, além de alguns ministérios.

As campanhas foram veiculadas, os veículos de imprensa receberam os recursos e alguns deles – especialmente a Globo – devolveram o BV à agência. Portanto, se este fosse o mensalão, seria o da Globo em relação às agências.

O impacto no mensalão


A revolta de setores da oposição é compreensível. A decisão do TCU fragiliza a denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República contra os réus do mensalão. Sem o uso de recursos públicos, cai, por exemplo, o crime de peculato.

Isso não significa, no entanto, que tudo deverá ser esquecido. Os empréstimos tomados pelo PT junto aos bancos Rural e BMG foram usados para pagar dívidas de campanha pretéritas e alimentar campanhas futuras. 


No caso do Rural, Marcos Valério já admitiu que tentou fazer lobby junto ao governo federal, para que o banco assumisse a massa falida do Mercantil de Pernambuco – o que poderia ganhos milionários à instituição. Parlamentares também receberam recursos que não declararam em suas campanhas.

Mas a única fonte comprovada do mensalão até agora são os contratos de empréstimo com os bancos.

Fonte: Brasil 247


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=189060&id_secao=1

 

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