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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Arábia Saudita é a principal exportadora do Islã radical!

Arábia Saudita é a principal exportadora do Islã radical! - 

Quarta-feira, 18 de julho de 2012



“Relatório sobre o banco HSBC força o Ocidente a repensar a aliança com a Arábia Saudita”


18/7/2012, Russia Today – Entrevista com Ali Rizk
Tradução realizada pelo pessoal da Vila Vudu

Uma subcomissão do Senado dos EUA descobriu que o banco britânico gigante HSBC transferiu dinheiro a um banco saudita sobre o qual pesam suspeitas de laços com organizações terroristas entre as quais al-Qaeda. A Arábia Saudita não comentou as conclusões da subcomissão.
Para Ali Rizk, especialista em Oriente Médio, em entrevista a Russia Today, o que aquela subcomissão descobriu força o Oriente Médio a repensar a relação amistosa que mantém com a Arábia Saudita. 
Relatório publicado pela Subcomissão Permanente de Investigação comprovou que o Banco HSBC repassou fundos para o Banco Al-Rajhi, saudita, que inúmeros relatórios oficiais e matérias de imprensa já denunciaram, por manter laços com organizações terroristas, dentre as quais a al-Qaeda. 
O principal executivo do HSBC depôs ante aquela subcomissão ontem, 3ª-feira, e pediu desculpas por não ter impedido aqueles repasses. O diretor do departamento jurídico do HSBC [orig. HSBC’s Head of Compliance], David Bagley, disse que estava pedindo demissão. Mas, até agora, nem a Arábia Saudita nem o Banco Al-Rajhi responderam às acusações da subcomissão. 
Russia Today: O relatório denuncia o Banco Al-Rajhi, saudita, o maior banco do mundo muçulmano, como patrocinador de atividades terroristas. O que significa isso?
Ali Rizk: Acho que a raiz de tudo é o fato de a Arábia Saudita ser o principal exportador do que se pode chamar de Islã radical, o islamismo que manchou a essência do islamismo, que é a moderação. 
RT: De que tipo de grupos terroristas estamos falando?
AR: Estamos falando de extremistas wahhabitas, os mesmos que estão provocando a violência na Síria, os mesmos que foram mandados para a Chechenia, grupos no Uzbequistão. 
Alguns membros da família real saudita também contribuem para manter a al-Qaeda. 
Bandar bin Sultan, ex-embaixador saudita em Washington, por exemplo, encontrou-se várias vezes com Osama bin Laden. Estamos falando, portanto, de grupos extremistas sunitas. O papel dos sunitas no financiamento à rede al-Qaeda e a extremistas ativos no Iraque é muito bem conhecido. 
Mais importante que isso, acho que esse relatório lança nova luz sobre a aliança entre a família real saudita e alguns países ocidentais. As recentes descobertas da subcomissão do Senado dos EUA aumenta a pressão sobre governos ocidentais, para que mudem suas políticas. Claro que a Arábia Saudita é considerada aliada. Mas muita gente já especula que, muito provavelmente, é chegada a hora de vários governos ocidentais reconsiderarem essa posição. 
RT: Por que reconsiderariam?
AR: Em primeiro lugar, porque há hoje os levantes populares, que também pressionam os governos de EUA e Grã-Bretanha. Até o presente, a Arábia Saudita nada fez na direção de reformas políticas. 
Outro motivo é que a Arábia Saudita é a principal fonte desse extremismo que leva a aumentar as medidas de vigilância e prevenção em países como EUA e Grã-Bretanha. 
Nesses e noutros países, entendo que as pessoas estão mais bem informadas, hoje, sobre o que a Arábia Saudita realmente representa. 
Não é difícil entender que os EUA podem estar sendo empurrados para um impasse. 
A própria Hillary Clinton disse recentemente que estão combatendo o wahhabismo. Não é difícil ver que há já alguma divergência bem clara entre o ocidente, de um lado; e a Arábia Saudita, de outro. Ainda não alcançou nível crítico de impasse, mas creio que esse relatório e outros desenvolvimentos semelhantes aumentarão a pressão sobre os EUA e outros governos ocidentais. 
RT: O senhor espera alguma reação de Riad, sobre o relatório da Subcomissão?
AR: Acho que não haverá qualquer tipo de desculpas. No meu modo de ver, a Arábia Saudita está agindo irracionalmente. A Arábia Saudita está irracionalmente apavorada, ante o que aconteceu no Iraque; os xiitas ali, com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. No Líbano, está o Hezbollah. E a influência do Irã está aumentando. 
Essas são as razões pelas quais a Arábia Saudita está tão empenhada em derrubar Bashar al-Assad, porque os sauditas o veem como figura de peso do eixo xiita. Entendo que o que estamos vendo hoje em Damasco é uma resposta da Arábia Saudita à crescente influência do Irã.
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