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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CPI do Cachoeira: Collor ataca Editora Abril e Policarpo Jr e quer convocar Gurgel!


Depoentes se calam em CPMI do Cachoeira - da Carta Maior

Andressa Mendonça (foto), mulher de Cachoeira, e Joaquim Gomes Thomé Neto, acusado de realizar interceptação de e-mails, valeram-se de seus direitos de permanecerem calados. Revista Veja é novamente citada e convocação de seus representantes pode estar próxima. Para o relator da CPMI, o deputado Odair Cunha (PT-MG), o silêncio é mais um indício de que “a organização criminosa continua atuando de maneira organizada”.

Brasília - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira retomou os trabalhos após recesso na manhã desta terça-feira (7) tendo agendado os depoimentos de Andressa Mendonça, mulher do contraventor, e Joaquim Gomes Thomé Neto, agente aposentado da Polícia Federal (PF) e acusado de realizar interceptação de e-mails para o esquema criminoso. Ambos depoentes, entretanto, valeram-se de seus direitos de permanecerem calados e nada acrescentaram à investigação.

Para o relator da CPMI, o deputado Odair Cunha (PT-MG), o silêncio é mais um indício de que “a organização criminosa continua atuando de maneira organizada”. Segundo o relator, Thomé Neto havia manifestado anteriormente à CPMI o interesse em falar. Outro indício desta atuação está na denúncia feita pelo juiz federal de Goiânia, Alderico Rocha, na semana passada. De acordo com o juiz, a mulher de Cachoeira ameaçou publicar um suposto dossiê produzido pela revista Veja, caso ele não absolvesse o contraventor. Mendonça evitou prisão preventiva após pagar fiança de R$ 100 mil.

Apesar do silêncio dos depoentes, novos elementos foram levantados na sessão da CPMI desta terça. A senadora Katia Abreu (PSD-TO) afirmou que também foi vítima de intimidação por parte de Andressa Mendonça. No último dia 31, o juiz Alderico Rocha revelou que a mulher do bicheiro teria dito também possuir um dossiê, com fotos, contra a senadora, que teria frequentado a casa do bicheiro e pedido dinheiro para campanha. 
Katia Abreu revelou ainda que no último dia 2 seu gabinete recebeu uma ligação, oriunda de um orelhão de Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal, perguntando se a senadora se retrataria pelo que disse na imprensa. Durante a sessão desta terça, Abreu desafiou Mendonça a revelar as informações e ainda a chamou de “mentirosa e cascateira”.

O senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a questionar a CPMI sobre as convocações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado por ele de prevaricação por ter atrasado as investigações da Operação Vegas, de Roberto Civita, dono da Editora Abril, e Policarpo Júnior, jornalista da revista Veja. Collor qualificou a Editora Abril como “organização criminosa” e Policarpo como “quadrilheiro”. 
O presidente da CPMI, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que estas convocações serão votadas pelo colegiado no próximo dia 14. Nos bastidores da CPMI, entretanto, crescem os rumores de que a convocação de representantes da revista Veja está próxima devido a novos elementos, ainda não divulgados, levantados nas investigações da comissão. 

Quanto a convocação de Gurgel, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) fez questão de se adiantar e dizer que a CPMI “já entendeu que há um impedimento de fato que comprometeria as funções extremamente relevantes do procurador-geral”.

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) anunciou ter recebido da PF disse a lista de pessoas com 45 rádios Nextel habilitados no exterior para conversar diretamente com a organização de Cachoeira. Entre elas estão quatro autoridades de Goiás: a ex-chefe de gabinete do governador Marconi Perillo (PSDB), Eliane Gonçalves; o ex-presidente do Detran, Edivaldo Cardoso; o ex-delegado da Polícia Civil, Aredes Pinto; e o comandante-geral da Polícia Militar, Carlos Antônio Elias.
Também integram a lista dois advogados, três diretores da Delta, seis assessores diretos de Cachoeira, cinco sócios dele, seis servidores públicos, quatro policiais, cinco familiares e quatro integrantes do poder legislativo – Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia; Santana Gomes, vereador da capital goiana; além de Demóstenes Torres e um assessor do senador cassado. 

Durante a sessão da CPMI vários parlamentares pressionaram o presidente da CPMI para desconcentrar os poderes do relator Odair Cunha através da criação de sub-relatorias, dando o tom do que deve ser a atuação da oposição na comissão. Fizeram o pedido os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), além dos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Ônyx Lorenzoni (DEM-RS). O presidente da CPMI afirmou que essa questão também será debatida no próximo dia 14.
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