Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A divisão dos votos em SP na eleição presidencial de 2010! - por Marcos Doniseti!

A divisão dos votos em SP na eleição presidencial de 2010! - por Marcos Doniseti!


Muito se comenta a respeito da divisão dos votos nas eleições em relação à vários aspectos, como a escolaridade, região, sexo, idade e renda familiar, principalmente.

No aspecto da divisão dos votos por região, a última eleição presidencial mostra resultados bastante interessantes na capital paulista.

No site do 'Estadão', encontrei um excelente gráfico (ver link abaixo) que mostra como se dividiu a votação na cidade de São Paulo no 2o. turno da eleição presidencial de 2010, disputado entre Dilma e Serra.

O que se constata é uma clara divisão da cidade conforme a renda da população que vive em cada uma das zonas eleitorais da cidade.

Resumindo, o que se descobre (e nisso não há nada de surpreendente) é que quanto mais periférica (e, logo, mais pobre e carente) é a região, maior foi a votação de Dilma. E o contrário também é verdadeiro: quanto mais rica e central é a zona eleitoral, maior foi o percentual de votos obtidos pelo candidato tucano José Serra.

Exemplos disso:

1) Parelheiros - Dilma 75,3%; Serra 24,7%;
2) São Mateus - Dilma 65,2%; Serra 34,8%;
3) Itaim Paulista - Dilma 63,3%. Serra 36,7%;
4) Perus - Dilma  - 63,2%; Serra 36,8%.

5) Butantã - Dilma  31,8%; Serra 68,2%;
6) Perdizes - Dilma 26,5%; Serra 73,5%;
7) Pinheiros - Dilma 22,5%; Serra 77,5%;
8) Jardim Paulista - Dilma 17,5%; Serra 82,5%.

Para quem não conhece a capital paulista, as zonas eleitorais de número 1 a 4 estão localizadas na vasta e populosa periferia de São Paulo. São regiões mais pobres e carentes e nas quais os candidatos do PT sempre vencem as eleições, independente de qual cargo esteja em disputa (prefeito, governador ou presidente da República).

Enquanto isso, as zonas eleitorais de número 5 a 8 são as mais centrais e mais ricas, onde vive uma população de renda mais elevada. Nelas, Serra ganhou de Dilma com grande facilidade em 2010, como se percebe pelos números acima.

Se alguém se dispor a pesquisar a respeito dos resultados das eleições anteriores (para prefeito, governador e presidente da República) na capital paulista, tal pessoa irá descobrir que o mesmo padrão de divisão do voto se repetiu, com o PT sendo muito mais votado nas regiões mais pobres da periferia e o PSDB ganhando estourado nas regiões mais centrais e mais ricas.

O grande problema da candidatura de Haddad nesta campanha eleitoral, até o momento, é que ele está tendo dificuldades, que talvez sejam momentâneas (pois ainda tem muita campanha pela frente), para conquistar o voto do eleitorado petista tradicional das periferias.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Haddad tem apenas 37% das intenções de voto entre os eleitores petistas, contra significativos 33% de Russomano.

Aliás, e tal como havia afirmado aqui no blog que iria acontecer, a campanha  de Haddad já começou a reforçar as críticas à candidatura de Russomano, apontando várias das fragilidades das mesma (como o fato do candidato do PRB ter um plano de governo repleto de generalidades; ver link abaixo) e a intensificar a sua presença na periferia de São Paulo, com carreatas, caminhadas e com a crescente participação de Marta Suplicy na campanha do ex-ministro da Educação.

Portanto, Haddad tem que reforçar a campanha na periferia de São Paulo e aumentar o processo de identificação da sua candidatura com o PT, a fim de tirar de Russomano os votos dos eleitores petistas que ainda manifestam a intenção de votar nele.

Afinal, se o candidato petista conquistar 90% dos votos dos eleitores petistas (24%-25% do total, segundo o Datafolha) e mais 10% dos eleitores não-petistas (75% do total), ele chegará a 30% das intenções de voto, garantindo a sua presença no segundo turno da eleição.


Links:

Gráfico do 'Estadão' sobre 2o. turno da eleição presidencial na capital paulista em 2010:

http://www.estadao.com.br/especiais/o-2-turno-na-capital-paulista-zona-a-zona,123645.htm

Divisão do voto em SP segue padrão de classe:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2106201003.htm

As fragilidades da candidatura de Russomano:

 http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/09/as-fragilidades-da-candidatura-de.html

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