Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 9 de setembro de 2012

Luis Nassif: Política de Estado (e não de livre-mercado) desenvolveu a Coréia do Sul!

A política de Estado da Coreia - por Luis Nassif, do seu blog

Coluna Econômica

Alguns dados importantes sobre o modelo coreano e as chamadas políticas de Estado – aquelas que ultrapassam meros períodos de governo.

Já na década de 50, havia sinais de que a Coreia começava a trabalhar uma visão estratégica de desenvolvimento. O Brasil começava a trilhar essa busca. À esquerda – com Rômulo de Almeida, Celso Furtado – e à direita – com Roberto Campos, Octávio Gouvea de Bulhões, Eugênio Gudin – havia a prospecção para as novas etapas, após o primeiro e segundo governo Vargas.

Uma das peças do milagre coreano foi a desvalorização cambial, que permitiu ao país exportar produtos de baixo valor agregado, mas que lhe permitiram acumular divisas para financiar setores novos.
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No curto governo Café Filho, Eugênio Gudin defendeu o caminho da desvalorização cambial pelo Brasil. No governo JK, a proposta voltou a sr defendida por Roberto Campos. Foi torpedeada por augusto Frederico Schmidt, advogado e poeta altamente influente.

Campos me disse que a preocupação de Schmidt foi em relação a máquinas importadas por um empresário amigo, que ficaria inadimplente com a desvalorização. Não se perca de vista que o próprio Schmidt, ao lado de Lulu Aranha (irmão de Oswaldo Aranha) tinha enormes poderes e interesses sobre a Cexim (a Carteia de Exportações e Importações, que regulava as tarifas externas).

Mas pode ser que o próprio JK temesse um recrudescimento da inflação.

O fato é que o país abdicou dessa saída cambial.
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No caso da Coreia, foi o primeiro passo apenas.

A busca do mercado externo revelou a vocação dos primeiros grupos empresariais. Nas décadas seguintes, seriam acertadas grandes parcerias do governo com o setor privado.

Estudos meticulosos selecionaram setores promissores – aliás, não era mistério para ninguém que eletroeletrônicos, automobilístico estariam entre eles. O governo estimulou a entrada de grupos coreanos e os defendeu, durante algum tempo, com proteção tarifária, subsídios e promoção de exportações por meio de agências públicas.

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O controle total sobre o sistema bancário garantiu o crédito para os novos setores. Em áreas em que o setor privado não tinha condições de atuar, entravam empresas públicas, como a siderúrgica POSCO.

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Não havia embates entre privativistas e estatizantes, mas um amplo pragmatismo. Onde coubesse o setor privado, ele seria estimulado. Onde se exigisse participação pública, ela seria implementada.

Quando empresas privadas eram mal geridas, o governo estatizava, saneava e revendia.

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Havia também um controle rígido sobre moedas estrangeiras. Quem violasse as normas poderia ser condenado à morte. Havia prioridade absoluta para o uso de divisas na importação de máquinas especiais e insumos industriais.

O capital externo era direcionado para setores previamente selecionados. E estimulava-se a “engenharia reversa” e a pirataria mais escancarada.

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No começo, o país exportava itens simples e eletrônicos baratos. Acumulavam-se divisas para, então, adquirir máquinas avançadas para os novos setores.

O conceito de proteção à indústria nascente era rigidamente obedecido. Não se pensava em criar proteção eterna, mas apenas o tempo necessário para que as empresas tivessem condições de enfrentar a concorrência internacional.

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-politica-de-estado-da-coreia 


Meu Comentário!

Brasil X Coréia do Sul:


Modelos de desenvolvimento do Brasil e da Coréia do Sul nos anos 60-80:

Coréia do Sul: Crescimento orientado e planejado pelo Estado, prioridade total ao capital nacional (afinal, capital se faz em casa), reforma agrária radical, forte investimento em educação, distribuição de renda e crescente investimento em ciência e tecnologia.

Brasil: Crescimento orientado pelo Estado, mas com grande participação estrangeira (desnacionalização da economia), sem reforma agrária, sem investimento em educação e tampouco em ciência e tecnologia, aumento da concentração de renda e das desigualdades sociais.

Deu no que deu... 

Coréia do Sul tem renda per capita US$ 31.700; No Brasil é de US$ 12.000.

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