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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 24 de novembro de 2012

Mantega: câmbio em torno de R$ 2 "veio para ficar'"!


Mantega: câmbio em torno de R$ 2 "veio para ficar"

23/11/2012 - 16h10 - Marli Moreira -Repórter da Agência Brasil
Guido Mantega: Economista sério e respeitado, que colocou a economia do país no rumo do crescimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, algo inédito no país. 

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou hoje (23) “razoável” o atual nível do câmbio, com a oscilação do dólar em torno de R$ 2 ou um pouco acima disso. Segundo Mantega, o dólar nesta faixa “veio para ficar”. Ele falou a um grupo de líderes empresariais na 32ª Reunião do Fórum Nacional da Indústria, na sede do escritório regional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.
Mantega ressaltou que, mesmo com a demanda mais baixa no mercado mundial, por causa da crise econômica europeia, as exportações de manufaturados vêm melhorando, enquanto as importações diminuem. Ele observou que as exportações brasileiras também têm sido afetadas pelo fraco desempenho da economia de parceiros comerciais como a Argentina, que “deu uma travada”. De acordo com o ministro, em negociações bilaterais, o governo brasileiro está empenhado em ajudar a reverter esse comportamento do país vizinho.
Outra consequência da valorização do dólar é que a busca de empréstimos externos fica mais cara, levando o setor a explorar mais as operações de crédito no mercado interno, disse ele. Por enquanto, o “o crédito continua um pouco retraído”. Mas, com a inflação sob controle, isso “abre condições para maior crescimento da economia”.
Para este fim de ano, o ministro espera um bom desempenho do mercado interno, por que houve aumento da massa salarial, com os reajustes obtidos por várias categorias, e o poder de compra vai aumentar com a entrada dos recursos extras do décimo terceiro salário. Segundo Mantega, se for confirmado o crescimento previsto de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, a economia deverá crescer pelo menos 1,7% no começo do ano. Ele estima crescimento em torno de 4% para 2013 e destaca que todos os setores empresariais brasileiros estão confiantes na possibilidade de uma evolução favorável dos negócios.
Sobre o cenário externo, Mantega disse que o mais provável é que permaneça no próximo ano quadro desfavorável de 2012, em razão, sobretudo, da queda de demanda na Europa. Quanto aos Estados Unidos, ainda existe expectativa de retomada do aquecimento econômico, acrescentou.
Para o ministro, o setor empresarial precisa mudar de estratégia empresarial para aumentar os ganhos. Ele recomendou “uma desintoxicação do juro alto”, alegando que os empresários estavam "viciados" em uma rentabilidade obtida por meios de juros elevados e, agora, com a nova política monetária, terão de migrar os investimentos para ativos mais voltados para a área produtiva.
A prioridade passou a ser o investimento, e o ideal é dobrar o volume proporcionalmente ao PIB, ressaltou. De 2007 a 2010, a média dos investimentos ficou em 10% ao ano. "Em 2013, trabalhamos para um investimento de 8%.” Mantega lembrou a necessidade de melhoria em infraestrutura para baratear o escoamento de mercadorias, e chamou a atenção para os investimentos feitos em rodovias e ferrovias e na concessão de aeroportos. Ele informou que, nos próximos dias, será lançado um programa dirigido ao sistema portuário.
Quanto ao custo da energia, o ministro defendeu a política de redução tarifária, que, segundo ele, dará ao país maior competitividade. Pelos cálculos apresentado pelo presidente da CNI, Robson Andrade, no caso da indústria, o setor pode ser beneficiado com uma diminuição em torno de 20% no custo de produção.
Edição: Nádia Franco
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Resumindo: Adeus, câmbio flutuante. E viva o câmbio administrado. 

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