Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 23 de dezembro de 2012

Filme chileno 'No' faz retrato cativante do final da ditadura Pinochet!


'No' faz retrato cativante do final da ditadura Pinochet - Por: Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual
Gael Garcia Bernal, no filme 'No', que mostra o fim da Ditadura Militar no Chile. 
Eleito o melhor filme pelo público da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo, “No”, de Pablo Larrain, chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (21) e traça um retrato da campanha que conseguiu comover a população chilena e dar término à ditadura do general Augusto Pinochet, em 1988, valendo-se de uma linguagem publicitária que dava nova cara para as até então sisudas campanhas políticas televisivas.
Estrelado por Gael Garcia Bernal, o longa-metragem tem pelo menos dois grandes destaques – a realização com uma câmera U-matic 3/4, o que transmite a sensação de uma textura que remete à estética dos anos 80; e o jingle “Chile, la alegria ya viene”, que é acompanhado de imagens que lembram comerciais felizes como os dos refrigerantes e de marcas de roupas para os jovens.
Pinochet ficou no comando do Chile entre 1973 e 1990, mas em 1988 tomou um duro golpe quando convocou um referendo a respeito de seu mandato, em função da pressão internacional que vinha sofrendo. Foi quando o jovem publicitário René Saavedra (muitíssimo bem interpretado por Gael Garcia Bernal) resolveu fazer uma campanha mais moderna e alegre a favor da não continuidade da ditadura. O resultado foi que a campanha diária de 15 minutos da televisão agradou em cheio a população, provocou revolta nos adversários e fez com que o “Não” tivesse 55,99% de votos.
O filme prende a atenção do espectador desde a primeira cena e termina de modo comovente com René Saavedra caminhando com o filho por entre os manifestantes felizes comemorando a vitória. É interessante observar as entranhas de como essa campanha, que, no início, obteve tanta resistência de todos os lados, aos poucos, foi se mostrando vitoriosa e empolgando os próprios responsáveis por ela.
Em 1989, foram realizadas as primeiras eleições no país desde 1970, quando Pinochet passou a presidência para o democrata-cristão Patricio Aylwin. Coincidentemente, no mesmo ano, no Brasil, também acontecia a primeira eleição direta desde o golpe de 1964, com a vitória de Fernando Collor de Mello. O que aconteceu nos dois países nos anos subsequentes é mais do que conhecido, lamentavelmente.
“No” carrega uma boa carga de nostalgia, como reconhece o diretor Pablo Larrain, que transforma essa campanha política num típico drama com final feliz, sem grandes ousadias narrativas. Mas trata-se de um registro histórico ficcional bastante importante e bem realizado. E é impossível sair do cinema sem cantarolar o jingle. Portanto, o filme é responsável por trazer de volta um momento em que havia grandes esperanças de mudança e tenta trazer, com sucesso, aquela alegria de volta.
guibryan1@redebrasilatual.com.br

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