Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 2 de dezembro de 2012

Oposição, na Argentina e no Brasil, não consegue agradar e encontrar um líder!


Oposição, na Argentina e no Brasil, não consegue agradar e encontrar um líder - por João Peres, da Rede Brasil Atual, 02/12/2012



Sondagens mostram dificuldade de engrenar um personagem que mostre um discurso alternativo ao dos governos de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner
São Paulo – Dados divulgados hoje (2) pelo jornal Clarín, de Buenos Aires, mostram que a oposição ao governo de Cristina Fernández de Kirchner continua com dificuldades de encontrar um líder capaz de galgar a condição de verdadeiro adversário da presidenta. 65,2% dos entrevistados pela consultoria Management & Fit dizem discordar da maneira como atuam os opositores, um dado que casa com a dificuldade encontrada por aqueles que estão contra o governo de Dilma Rousseff no Brasil.
Dos dois lados da fronteira, os opositores não parecem conseguir superar o histórico de governos com alta popularidade e chancelados por recentes eleições. Os momentos, porém, são sumamente diferentes. Enquanto Dilma mantém aprovação recorde, Cristina viu a aceitação despencar de outubro do ano passado, quando foi reeleita com uma das maiores margens de vantagem da história argentina, para cá.  
De acordo com a Management & Fit, 62,9% dizem desaprovar as atitudes da presidenta, 24 pontos a mais que em abril. 30,6% dizem aprovar a gestão da Casa Rosada, ao passo que 6,5% não souberam responder. 
Mas a oposição continua com a mesma dificuldade de 2011, quando não conseguia encontrar um discurso verdadeiramente alternativo à atual gestão. Se a aprovação de Cristina de lá para cá caiu, fruto de medidas econômicas e de campanha contrária a algumas políticas sociais, não se pode dizer que os prováveis adversários ao kirchnerismo em 2015 tenham captado o momento.
Apenas 29,7% dizem nutrir boa imagem do governador de Córdoba, José de la Sota. 29,4% sentem o mesmo em relação ao segundo colocado das eleições do ano passado, o socialista Hermes Binner. 28,1% demonstram apreço por Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín e um dos poucos quadros de alguma expressão da União Cívica Radical (UCR), antiga adversária do peronismo. O chefe de governo da cidade de Buenos Aires, Maurício Macri, potencial oponente em 2015, chega a 27% de imagem positiva.
Curioso notar que o maior patamar é atingido pelo governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, com 37,1%. Embora tenha declarado recentemente a intenção de disputar a presidência, Scioli é do Partido Justicialista, o mesmo de Cristina, e não se sabe o quanto estará disposto a se afastar do governo federal na tentativa de viabilizar seu nome, apesar de atritos recentes.

Quadro brasileiro

A pesquisa argentina suscita comparações com uma sondagem divulgada há uma semana pelo Ibope. Na pesquisa estimulada sobre a disputa pelo Palácio do Planalto em 2014, Dilma tem 58% das intenções de voto, chegando a 64% no Nordeste. 
Lançado no dia seguinte à derrota de José Serra (PSDB) em 2010 ao pleito presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem apenas 9% da preferência do eleitorado, com pico de 16% no Sudeste. Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco que tem sido encorajado por parte da mídia tradicional a lançar-se à contenda, tem 3%, e a ex-senadora Marina Silva (sem partido), terceira colocada em 2010, chega a 11%. 
Na sondagem espontânea, todos eles são superados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece com 19%, contra 4% de Serra, 3% de Aécio e 2% de Marina Silva – neste cenário, Dilma tem 26%. Detalhe é que Lula já disse algumas vezes que não pretende disputar o Planalto em 2014. 
No caso da Argentina, a oposição tem mais tempo para testar o discurso contra um adversário mais desgastado. Resta saber se conseguirão encontrar o argumento certo para bater o kirchnerismo. No Brasil, pesam a forte aprovação de Dilma e o cenário mais favorável, apesar de uma economia com baixo crescimento este ano.
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