Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 5 de janeiro de 2013

Morte de Hugo Chávez o transformará em um Mito inatacável! - por Marcos Doniseti!

Morte de Hugo Chávez o transformará em um Mito inatacável! - por Marcos Doniseti!


Caso venha a morrer, Hugo Chávez irá se transformar em um Mito, tal como aconteceu com Che Guevara.

Atualmente, é possível notar que existe uma gigantesca torcida das forças políticas mais retrógradas e reacionárias pela morte de Hugo Chávez.

E isso está acontecendo na Venezuela, no Brasil, América Latina e pelo mundo afora. 


Porém, entendo que agir dessa maneira à doença e possível morte do presidente Hugo Chávez, recentemente reeleito, é uma atitude extremamente burra e completamente estúpida por parte dos seus opositores, tanto dentro, como fora da Venezuela.


E afirmo isso por vários motivos. 


Uma possível morte de Hugo Chávez, neste momento, e logo depois de vencer a mais acirrada eleição presidencial desde que se elegeu pela primeira vez em 1998, o transformará automaticamente em um Mito inatacável.


E isso irá fortalecer a Revolução Bolivariana, da qual ele, Hugo Chávez, ainda é a grande liderança.


Vejam que logo depois do anúncio do agravamento da sua doença foram realizadas eleições regionais na Venezuela. E qual foi o resultado? O partido liderado por Chávez, o PSUV, venceu em 20 dos 23 estados do país, mostrando uma força imensa, ainda maior do que aquela que demonstrou possuir quando da vitória de Chávez na eleição presidencial, quando derrotou o candidato oposicionista, Capriles, por 54% X 46%. Foi a vitória mais apertada desde 1998, quando Chávez ganhou pela primeira vez. 


Assim, a doença dele, Chávez, beneficiou e fortaleceu o seu partido, em vez de enfraquecê-lo. 


Agora, imaginem o que aconteceria se Hugo Chávez morresse? 


Ele se transformaria, instantaneamente, em um Mito inatacável. Sua morte faria dele um Mártir, um Herói, que lutou para melhorar as condições de vida dos venezuelanos mais pobres e para fazer da Venezuela uma nação forte e soberana. 



A força e o Mito de Che Guevara ajudaram a manter viva a chama da Revolução Cubana. 
Logo, Chávez se transformaria no Che Guevara da Revolução Bolivariana e, tal como o líder revolucionário cubano-argentino, a sua morte ajudaria a fortalecer os seus herdeiros políticos e a manter viva e unida a Revolução Bolivariana, da mesma forma que o Mito de Che Guevara ajudou muito a manter viva a chama da Revolução Cubana.

O Mito de Hugo Chávez também ajudaria a manter unidos os seus herdeiros políticos, até porque nenhum deles teria força política suficiente para, sozinho, dar continuidade à Revolução Bolivariana.


Assim, muito dificilmente o chavismo irá rachar (como disse Henrique Capriles) caso Chávez venha a morrer. Quem apostar nisso (como faz o Capriles), irá quebrar a cara.


Assim, caso Chávez venha a morrer, deverá acontecer exatamente o contrário. Seus principais herdeiros políticos (o vice-presidente Nicolas Maduro, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, entre outros) terão que se unir caso desejem continuar governando o país com base nos princípios da Revolução Bolivariana.


E o próprio impacto de uma possível morte de Chávez fará com que, nas eleições presidenciais que teriam que ser realizadas 30 dias após a mesma, o candidato natural do chavismo, o atual vice-presidente, Nicolas Maduro, acabasse se elegendo facilmente, alcançando uma vitória ainda maior do que aquela que o próprio Chávez alcançou.


Assim, a atitude de segmentos expressivos da oposição venezuelana, de torcer pela morte de Chávez, é um verdadeiro tiro de canhão no próprio pé, pois trata-se de um líder extremamente popular e que acabou de se reeleger presidente da República. 



Stalin explorou muito bem a força da imagem de Lênin, o principal líder da Revolução Russa, para se legitimar no poder.
Nestas circunstâncias, torcer pela morte de Chávez é pedir para que grande parte dos venezuelanos passem a odiar a oposição. 

Trata-se uma burrice monumental. Somente sendo uma verdadeira anta descerebrada para acreditar que esse tipo de postura irá reverter em algum tipo de bônus político e eleitoral. 


Na verdade, irá acontecer exatamente o contrário, com o povo venezuelano aderindo com mais intensidade ainda ao projeto chavista e bolivariano.


O resultado das eleições estaduais venezuelanas, realizadas logo após o anúncio do agravamento da saúde de Chávez e que fortaleceram o PSUV, demonstram isso claramente. 


A verdade é que as Revoluções não se mantém vivas apenas em função das mudanças profundas que elas promovem em benefício da população, como a reforma agrária, aumentos de salários, acesso a serviços públicos de saúde e educação, participação nas riquezas produzidas pelo país, etc, mas também com base na forças e na duração dos Mitos que elas produzem.

Exemplos disso, na história, é o que não faltam. 


Vejam o caso da Revolução Francesa, no período em que o país foi governado pelos Jacobinos, quando o país enfrentava uma grave crise. Nesta fase, ocorreu o assassinato de um dos mais radicais líderes jacobinos, que foi Jean-Paul Marat, morto por uma simpatizante dos Girondinos (que eram ligados aos interesses da Burguesia enriquecida), Charlotte Corday. 


E qual foi o resultado disso? 


Marat se transformou em Mito instantâneo da Revolução Francesa e dos Jacobinos, que souberam explorar muito bem o impacto que o assassinato dele provocou junto à população francesa.


Assim, em vez de enfraquecer o governo revolucionário jacobino, a morte de Marat gerou efeitos contrários aos pretendidos pela assassina girondina. 



Assassinato de Marat o transformou em Mito e contribuiu para fortalecer  o governo revolucionário liderado pelos Jacobinos. Esta pintura, de Jacques-Louis David, feita ainda em 1793, ajudou a imortalizá-lo, levando a ser comparado com Jesus Cristo. Até na URSS o seu nome foi lembrado.

O mesmo aconteceu na URSS, após a morte de Lênin, em Janeiro de 1924. Os líderes que assumiram o governo soviético, após a sua morte, passaram a atribuir a sua legitimidade como os governantes do país ao fato de que tinham sido aliados ou seguidores de Lênin. 


Até mesmo Stálin, depois que se tornou o novo Czar da URSS, a partir de 1928, quando assumiu o controle do governo do país multinacional, passou a explorar intensamente a imagem de Lênin para que o povo soviético o visse como o legítimo sucessor do grande líder revolucionário russo.



O Brasil também teve, em sua história, um outro exemplo de que essa mitificação de um líder político extremamente popular contribui para fortalecer os seus herdeiros. 

Refiro-me, é claro, ao caso de Getúlio Vargas, que cometeu suicídio logo depois de ter sido derrubado da presidência da República por um Golpe de Estado organizado pelos seus maiores inimigos (Grande Mídia, UDN, Carlos Lacerda, multinacionais, governo dos EUA, grandes empresários, classe média conservadora). 


O suicídio de Vargas e a Carta-Testamento que ele deixou o transformaram em um verdadeiro Mito. E tal como acontece, hoje, com Hugo Chávez, Vargas também era um presidente muito popular entre os trabalhadores e os mais pobres, devido principalmente à criação das leis trabalhistas (CLT). 


E como resultado disso, os herdeiros políticos de Vargas (JK, Jango, Tancredo e Brizola) se transformaram nas mais populares lideranças do país até o Golpe de Estado de 1964. 


Logo depois do suicídio de Vargas, em Novembro de 1955, um dos mais próximos e sinceros aliados do ex-presidente, Juscelino Kubitschek, elegeu-se presidente da República, apesar de toda a campanha contrária que sofreu por parte da UDN.


A UDN chegou, até, a tentar impedir que JK pudesse se candidatar e, depois, também tentou inviabilizar a sua posse, dizendo que ele não havia alcançado a maioria absoluta dos votos, mas fracassou totalmente. 


E o vice-presidente eleito de JK foi, justamente, outro herdeiro político de Vargas, o ex-ministro do Trabalho João Goulart, que voltou a se eleger vice-presidente em 1960. 


E mesmo Jânio Quadros, quando se elegeu presidente da República, em 1960, tratou de se aproximar do legado varguista, estimulando seus seguidores a criar comitês eleitorais Jan-Jan (Jânio-Jango) por todo o país, a fim de demonstrar que o seu governo não iria representar nenhuma ameaça aos direitos trabalhistas criados pelo presidente Getúlio Vargas. 


E Jango obteve uma votação expressiva, superior à do Marechal Lott, do qual era vice (na época, a lei eleitoral permitia que se votasse em candidatos diferentes para Presidente e Vice), principalmente graças ao apoio que tinha entre os trabalhadores e aos mais pobres. 


E como se não bastasse, ainda surgiu outra liderança política muito popular e que também era totalmente ligada ao legado varguista, que foi Leonel Brizola. 


Portanto, a história está repleta de inúmeros casos em que a morte de uma liderança política extremamente popular, principalmente entre os trabalhadores e os mais pobres, acabar por fortalecer os seus herdeiros políticos. 


E estes conseguem se manter no comando do país enquanto se mantém unidos e ligados ao processo de mudanças iniciado ou liderado por aquele líder que, ao morrer, passou a ser um Mito, uma Lenda, um Herói, para os seus seguidores.



Em Novembro de 1955, um ano e três meses após o suicídio de Vargas, um dos seus herdeiros políticos, JK, se elegeu presidente da República, tendo outro herdeiro varguista, Jango, como Vice. 

Logo, os herdeiros políticos de Chávez tem tudo para continuar governando a Venezuela por muitos anos, ainda, desde que  mantenham-se unidos e continuem dando sequência e aprofundando as políticas e as mudanças que Hugo Chávez começou a promover em seu governo. 

Inclusive, é muito provável que Nicolás Maduro e os demais líderes chavistas estejam aproveitando esse período de tempo em que Chávez é tratado em Cuba, para fechar acordos políticos e garantir uma sucessão tranquila e sem sobressaltos (leia-se: tentativa de Golpe de Estado por parte da oposição). 

E o vice-presidente, Nicolás Maduro, também vai, enquanto a situação de Chávez permanece indefinida, se impondo como o virtual e legítimo sucessor do atual líder do país, perante os membros do movimento Bolivariano e também entre o povo venezuelano.

Portanto, urubus neofascistas, podem tirar o cavalo da chuva: 


Se o presidente Hugo Chávez morrer, aí é que a Revolução Bolivariana irá se fortalecer ainda mais. 


Quem viver, verá. 



Links:

Chavista é reeleito presidente da Assembléia Nacional; Vices-Presidentes também são chavistas:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1210666-chavista-e-reeleito-presidente-da-assembleia-nacional-da-venezuela.shtml

http://www.noticias24.com/venezuela/noticia/144212/

Nicolás Maduro é um veterano socialista e líder de confiança de Hugo Chávez:

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/89682/Quem-%C3%A9-e-o-que-pensa-Nicolas-Maduro.htm

Nicolás Maduro condena intrigas da oposição contra Hugo Chávez e fala que a mesma articula um Golpe de Estado:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-05/maduro-diz-que-oposicao-articula-golpe-de-estado-na-venezuela-e-critica-rede-de-intrigas-contra-chave


Aliados de Chávez vencem eleições em 20 dos 23 estados:


http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE8BG00C20121217


Henrique Capriles aposta que chavismo ficará vulnerável sem Hugo Chávez:


http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/capriles-define-chavismo-como-vulneravel-sem-hugo-chavez,43646d44edcbb310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html




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