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Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

China ultrapassa EUA na liderança de comércio global!


China ultrapassa EUA na liderança de comércio global - do Opera Mundi

Economia e importações norte-americanas ainda são maiores que as chinesas, o que pode mudar em pouco tempo

Reprodução/Wikicommons

Com um crescimento médio de 9,9% ao ano desde 1978, China importou e exportou mais que EUA em 2012


A China ultrapassou os EUA na liderança do comércio exterior, de acordo com informe da Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (11/02). A combinação de importações e exportações chinesas chegou a 3,87 trilhões de dólares em 2012, acima dos 3,82 trilhões de dólares dos norte-americanos, que ocupavam a liderança mundial desde a II Guerra Mundial.

“Para muitos países no mundo, a China está se tornando rapidamente o mais importante parceiro bilateral de comércio“, disse Jim O’Neill, chefe de gerência acionária do grupo financeiro Goldman Sachs e figura que cunhou o termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China como próximas potências econômicas) em 2001. O país já é o maior importador do mundo desde 2009 e o maior parceiro comercial do Brasil, desde que ultrapassou os EUA há três anos.
 
“Desse jeito, em dez anos, vários países europeus farão individualmente mais comércio com a China do que com outros países europeus". O’Neill citou à Bloomberg que a Alemanha, por exemplo, deve passar a exportar à China até o fim da década o dobro do que exporta à França hoje. O Economisttambém defendeu a maior participação chinesa em organizações globais.

Ano passado, o banco HSBC previu que a China se tornaria líder em comércio global até 2016.

Apesar disso, a economia norte-americana vale US$ 15,7 trilhões, comparados aos US$8,3 trilhões do gigante asiático e com renda per capita cinco vezes maior, de acordo com o Banco Mundial – o que pode indicar a dependência chinesa no comércio internacional para gerar empregos e rendas internos.

Quando o comércio de serviços é incluído na conta, as trocas internacionais totais dos EUA chegam a 4,93 trilhões de dólares com lucro de 195 bilhões de dólares, como indicou o Escritório de Análise Econômica norte-americano ao fim de 2012. E os EUA continuam sendo os maiores importadores mundiais, com 2,28 trilhões de dólares em 2012 frente aos 1,82 trilhões de dólares chineses.

Mesmo que seja o maior consumidor de energia, tenha o maior mercado de carros novos e as maiores reservas financeiras internacionais, uma parte significativa do comércio chinês envolve importar matéria-prima e outras peças para gerar produtos finais para a re-exportação, atividade que gera “apenas um modesto valor agregado“, disse Eswar Prasad, ex-membro do FMI (Fundo Monetário Internacional) à Bloomberg.

Ainda assim, o país asiático vence em relação a produtos: enquanto os EUA apresentam um déficit de mais de 700 bilhões de dólares, a China tem um superávit de 231,1 bilhões de díolares. Desde 1978, ano em que Deng Xiaoping iniciou a reforma econômica no país, a média anual de crescimento é de 9,9%.

Segundo o que disse à Bloomberg Nicholas Lardy, do Instituto de Economia Internacional de Washington, “é impressionante que uma economia que é apenas uma fração do tamanho norte-americana tenha um volume comercial maior“. Isso, no entanto, não é resultado da desvalorizada moeda chinesa, o yuan, impulsionando as exportações, uma vez que as importações cresceram mais rapidamente que as exportações desde 2007.

A última vez que a China foi considerada a economia líder no mundo foi durante a dinastia Qing, no século XVIII. Na época, porém, o foco chines não era o comércio: em uma carta ao rei Jorge III em 1793, o imperador Qianlong escreveu que “possuímos todas as coisas. Não dou valor em objetos estranhos ou engenhosos, e não tenho uso para seus produtos manufaturados“.

* Com informações de Bloomberg, Forbes e The Guardian

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