Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 14 de julho de 2013

Guido Mantega e a política econômica! - por Roberto São Paulo!

Guido Mantega e a política econômica! - por Roberto 
São Paulo - SP 2013, do blog do Nassif

O ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Creio que precisamos lembrar que o Copom iniciou a redução dos juros da Selic em 31 de agosto de 2011, de forma lenta e gradual, e somente em outubro de 2012 o juros da Selic foram reduzidos para 7,25%, e em abril de 2013, portanto depois de 6 meses, o Copom iniciou um novo processo de aumento dos juros da Selic.
Leva um certo tempo, pelo menos seis meses, para que a redução dos juros da Selic comece a ter efeito na economia, ou seja não saberemos qual seria o efeito de uma redução dos juros da Selic para 7,25%, já que o Copom vem aumentando os juros desde Abril de 2013.
Alem disso, em uma situação de queda no ritmo de atividade econômica, há sempre um período de ajustes nos estoques, para só depois a economia votar a acelerar novamente.
A redução dos juros da Selic de 13,75% para 8,75%, durante  janeiro a março de 2009, só teve efeito completo em 2010, quando o PIB cresceu 7,5%. Em 2009, ano da redução dos juros da Selic, o PIB caiu 0,3%, como pode ser observado no (anexo 1 abaixo,). Muito provavelmente, caso o Copom tivesse mantido os juros da Selic em 7,25%, o PIB em 2014 iria crescer acima de 5%. Agora o crescimento de 2014 depende do nível dos juros da Selic a ser estabelecido pelo Copom no atual processo de elevação de juros.
De qualquer maneira o Ministro Guido Mantega conseguiu realizar duas tarefas gigantescas: a primeira reduzir os juros para a meia dos juros internacionais, a segunda foi realizar a correção da taxa de câmbio para um patamar próximo da taxa de equilíbrio.
Precisamos lembrar ainda que apesar de um maior entrosamento entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central do Brasil, ainda há grandes diferenças,  o que impede  o Ministro Guido Mantega de implementar todas as medidas que gostaria, precisando constantemente de negociar e fazer concessões.
O atual processo de aumento dos juros da Selic promovido pelo Copom, quando ainda o ritmo de crescimento do PIB está se recuperando gradualmente, é apenas uma das demonstrações dos grandes obstáculos enfrentados pelo Ministro Guido Mantega.
Diante da atual situação política no Brasil, tanto a tarefa redução dos juros da Selic, como a correção da taxa de câmbio precisa ser feita em momentos de queda da atividade econômica, quer em função da inflação, quer em função de os interesses econômicos só se mobilizam diante do risco de grandes perdas.
O PIB do ano passado (2012) foi de 0,9% e para este ano (2013) a tendência é de PIB acima de 2,5%, logo uma tendência de quase triplicar o ritmo de crescimento do PIB este ano. Pessoalmente creio que o PIB deve crescer acima de 3%, caso o patamar do câmbio seja mantido acima dos R$ 2,25,  o PIB de 2013 deve crescer acima de 4%, em função da substituição de parte das importações pela produção nacional.
O ritmo de crescimento do PIB vem aumentando desde do terceiro trimestre de 2012 (anexos 1,2 e 3), e a taxa de desemprego vem caindo, e está no patamar de 5,8%(anexos 4 e 5), o que é  historicamente muito baixo;
Além disso,  segundo os dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, desde de agosto de 2011 o número de empregos com carteira assinada aumentou mais de 2 milhões (anexo 6).
Creio que a redução do custo da tarifa de energia elétrica e a desoneração da folha de pagamento terão um impacto exponencial na competitividade das empresas instaladas no Brasil, com o atual patamar da taxa de câmbio, o que deve possibilitar a substituição de parte das importações pela produção nacional, o que irá alavancar a produção industrial nos próximos trimestres.
Comentário adicional - por Roberto São Paulo - SP 2013!
Caso ocorra uma substituição das importações pela produção nacional, haverá uma aumento da renda e do emprego, o que vai permitir continuar aumentando a arrecadação mesmo com as desonerações.
No caso da redução temporária do IPI e do IOF, está ocorrendo um aumento na arrecadação de PIS/Cofins, ICMS, IPVA e ISS.
No caso dos produtos da cesta básica, do sistema elétrico e do setor do etanol, as desonerações estão viabilizando a redução da inflação, o que vai pressionar o Copom a interromper o atual processo de aumento dos juros da Selic, o que significa diminuir as despesas com juros, a principal despesa do setor público.

anexo 1
PIB-.INFORMATIVOS ECONÔMICOS-pdf 19 páginas.... Ministério da Fazenda/Secretaria de Política Econômica (SPE)....29 de maio de 2013
anexo 2...PIB(Variação trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. %).Ministério da Fazenda/Secretaria de Política Econômica (SPE)....29 de maio de 2013

anexo 3....PIB-.INFORMATIVOS ECONÔMICOS-pdf 19 páginas.... Ministério da Fazenda/Secretaria de Política Econômica (SPE)....29 de maio de 2013
anexo 4
Em maio, desocupação foi de 5,8%(IBGE-Comunicação Social...20 de junho de 2013)
anexo 5
Desocupação foi de 6,0% em abril(IBGE-Comunicação Social...24 de maio de 2012 )
anexo 6
Caged maio de 2013-apresentação-pdf(Ministério Do Trabalho e Emprego)
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