Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 14 de julho de 2013

Politica econômica é disputa política na veia - por Claudio Bala!

Politica econômica é disputa política na veia - por 
Claudio Bala, do blog do Nassif
Governos Lula e Dilma romperam com tradição brasileira de governos elitistas e oligárquicos. 
Falar em falta de transparência, quando se sabe o que se fez, e dentro de padrões internacionais, quando a dívida pública líquida vem caindo sistematicamente e a níveis pré-tucanos é um absurdo. 
Desoneração em setores estratégicos não surte efeito imediato, mas é sim eficiente no logo prazo. Em alguns casos corrigiu-se distorções herdadas, como no caso da energia elétrica. É óbvio que empresas do setor queriam manutenção do esquema, assim como o PSDB não aceitou a redução das tarifas nas empresas governadas por eles.
Coloca-se crescimento do PIB como algo DIVINO, mas não o é. Se corta lucro exagerado dos bancos, reduz crescimento do PIB. Se na mesma proporção faz casa popular, crescimento do PIB será ZERO, porém com uma economia mais eficiente e socialmente melhor.
Na ditadura, o PIB chegou a crescer dois dígitos anualmente, só que poucos se beneficiaram; 85% dos impostos eram diretos ou indiretos de estatais. Grandes agricultura e indústria de São Paulo foram os grandes beneficiários, enquanto favelas aumentavam como nunca.
Desconsideram a pior crise do Capitalismo da história. Se considerarmos base 2007, antes da crise, crescimento do Brasil só perde para o da China entre as grandes economias, onde Capitalismo é de Estado.
Com enxurrada de dólar promovida principalmente pelo FED (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Guido Mantega foi o primeiro no mundo a falar em guerra cambial, criticado à época aqui, depois apoiado pelo mundo afora. Com um diagnóstico correto, adotou medidas para segurar valorização do dólar, contrariando o mercado, que reclamava do excesso de intervenção do Estado.
A correção do dólar, principalmente dos R$ 1.55 para R$ 2.00, traz benefícios internos, de longo prazo, mas junto temos uma inflação maior. 
É NA INFLAÇÃO QUE OPOSIÇÃO, MÍDIA E MERCADO batem. 
Matérias sobre o "aumento dos custos de insumos" têm objetivos claros, que é promover um desgaste político, principalmente do Guido, como principal intervenção. 
Mesmo com toda a crise internacional, ESTAMOS EM PLENO EMPREGO.
Se pegarmos a taxa de inflação de hoje, ela está na média histórica dos últimos treze anos, 6.5% a.a., pouco acima da média dos últimos seis anos, ou seja, nada sério.
Mesmo assim, ela tem dois fatores principais, que são: 
1) Efeito do ajuste do dólar;
2) E o outro fator, E QUE É NA VERDADE O FATOR PRINCIPAL da oposição ao ministro Guido Mantega: A INFLAÇÃO DE SERVIÇOS. Se desconsiderar serviços, a taxa de inflação volta para o centro da meta, que é de 4.5% ao ano.
E o que vem a ser inflação de serviços? Salários estão subindo acima da média, dando ganhos reais, ou "subindo acima da produtividade", ai esta a grande questão: Não querem dividir o bolo da riqueza com a sociedade, querem mão-de-obra qualificada, mas com baixa remuneração.
Com tudo isso, o Brasil oscila entre os três ou quatro países que mais recebem investimentos estrangeiros diretos, produtivos, anualmente. 
Resumindo: As críticas se baseiam em duas questões, mesmo que digam o contrário:
1- Ganhos reais dos assalariados e num contexto de pleno emprego. E qual é o remédio para isso, defendido pelos neoliberais? "Cacetinho nos Juros", para poder gerar uma recessão, provocar demissões a fim de gerar um desemprego maior, ou seja, um aumento do estoque de reserva de mão-de-obra. 
Assim, troca-se um trabalhador por outro, com um salário menor, derrubando a inflação e aumentando o lucro das empresas.
2- Intervenção do governo, promovendo, por exemplo, a redução da tarifa de energia elétrica, com a Petrobras praticando preços de combustíveis abaixo do nível internacional, com a adoção de medidas no mercado futuro do dólar, limitação dos ganhos em novas concessões, retomada de concessões por não cumprir contrato, participação obrigatória da Petrobras nos leilões do pre-sal, etc, etc.
Do ponto de vista histórico, o PT rompeu com a tradição tupiniquim e é o primeiro grupo a assumir o governo brasileiro fora das restritas e retrógradas elites/oligarquias tradicionais. 
Se manter no poder por 12 anos é um aborto: 16 anos? 20 anos? Aí é querer demais...
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