Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Honda investiu R$ 1 bilhão em nova fábrica no Brasil, mas mantém ela fechada em função da crise provocada pelo Golpe! - Marcos Doniseti!

Honda investiu R$ 1 bilhão em nova fábrica no Brasil, mas mantém ela fechada em função da crise provocada pelo Golpe! - Marcos Doniseti!
O modelo Urban SUV Concept servirá de inspiração para o novo modelo de SUV compacto que a Honda pretende produzir em Itirapina. Mas a crise econômica provocada pelo movimento golpista derrubou fortemente as vendas de veículos Zero Km no Brasil. Com isso, a fábrica permanece fechada, embora já esteja pronta.

Olha só o que o movimento golpista fez com o Brasil

No final de 2013 a Honda começou a construir uma nova fábrica no Brasil (em Itirapina-SP) e investiu R$ 1 bilhão na construção da mesma. Na época, esse investimento se justificava, pois as vendas de veículos Zero Km batiam recordes no país.

Somente entre 2011-2014, ou seja, no primeiro mandato de Dilma, foram vendidos 14.700.000 veículos Zero Km no Brasil (recorde histórico), atingindo uma média anual de 3.675.000 veículos vendidos.

Mas, no final de 2014 começou o movimento golpista que por meio de um gigantesco terrorismo midiático, da operação Lava Jato, das Pautas-Bomba aprovadas pelo Congresso Nacional, da sabotagem às medidas do governo Dilma para se promover o ajuste da economia jogou o Brasil na pior crise econômica de sua história.

Com isso, as vendas de veículos zero Km despencaram no Brasil e, agora, em 2016, elas deverão ficar, no máximo, em 2 milhões de unidades vendidas.
Entre 2010-2012 as vendas de veículos Zero Km chegaram a 10.948.000 unidades (exclui motos; média anual de 3,649 milhões).

Portanto, não foi à toa que Temer levou bronca do Primeiro-Ministro (Shinzo Abe) e dos empresários japoneses quando visitou, recentemente, o Japão.

Os japoneses lhe disseram claramente que o Brasil não receberá mais investimentos japoneses produtivos, pois as empresas nipônicas tiveram um imenso prejuízo com a crise econômica provocada pelo movimento golpista.

E essa crise afetou duramente não apenas ao setor automobilístico, mas também ao da construção naval. Este foi um outro setor da economia brasileira que cresceu muito durante os governos Lula e Dilma, que também recebeu muitos investimentos japoneses e que, agora, está sendo desmantelado pelo governo ilegítimo de Temer.

O resultado está aí: desemprego imenso e crescente, PIB despencando quase 10% em 2015-2016, arrocho salarial, aumento da pobreza e da miséria, investimentos produtivos despencando.


Entre 2013-2015 foram vendidos, no Brasil, 9.832.000 veículos Zero Km (exclui motos; média anual de 3,227 milhões). 

Link:

Honda desistiu de inaugurar nova fábrica de Itirapina:



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Resistência popular contra o governo Temer deverá crescer ainda mais em 2017! - Marcos Doniseti!

Resistência popular contra o governo Temer deverá crescer ainda mais em 2017! - Marcos Doniseti!
Estudantes precisaram avisar aos governantes brasileiros que 'Educação não é gasto, mas investimento', pois muitos deles não sabem disso. 

A resistência e a luta popular contra as medidas de arrocho, anti-populares e anti-nacionais, do governo Temer/PMDB/PSDB/DEM já começou.

Isso fica claro a partir de alguns eventos:

1) Convocação de greves e de paralisações nacionais por várias categorias profissionais e, também, por movimentos sociais como a CUT, MST, entre outros;

2) Ocupação de escolas e de universidades pelos estudantes por todo o país, contra a PEC 241/55 e o projeto do Escola Sem Partido. Também temos professores de Universidades Federais declarando greve;

3) Invasão da Câmara dos Deputados por grupos reacionários que exigiram a instalação de uma Ditadura Militar no país, mostrando que uma boa parte dos segmentos sociais que apoiaram o Golpe contra Dilma já está desencantada com os rumos do atual governo ilegítimo do país;

4) Conflitos políticos e sociais crescentes no RJ em função do 'Pacote de Arrocho' do governador Pezão.

Estamos assistindo, assim, a uma aumento considerável das lutas e mobilizações populares contra o atual governo ilegítimo do país.

E isso já está se dando tanto por parte dos movimentos sociais tradicionais, como por parte de grupos reacionários e golpistas.

A probabilidade de que venhamos a ter uma reação popular crescente e maciça contra o governo Temer/PMDB/PSDB/DEM é cada vez maior e tudo indica que isso irá acontecer já em 2017.
Câmara dos Deputados foi invadida por manifestantes que pediam a instalação de uma Ditadura Militar no país. 

O Gigante do Fascismo acordou! – Marcos Doniseti!

Os líderes do governo atual jogaram o país na crise para poder derrubar Dilma (via Terrorismo Midiático, Pautas-Bomba, Lava Jato, rejeição das medidas do governo Dilma no Congresso Nacional) e, agora, não fazem a menor ideia do que fazer para superar a mesma.

Essa invasão da Câmara dos Deputados por reacionários golpistas mostra, claramente, que setores crescentes entre os que apoiaram p Golpe contra Dilma estão percebendo, aos poucos, de que o governo atual (Temer/PMDB/PSDB/DEM) está sendo um verdadeiro desastre e que tudo deve piorar ainda mais em 2017.

Os líderes do governo atual e a Grande Mídia disseram para eles que bastava tirar a Dilma e que tudo iria melhorar. E eles acreditaram.

Daí, eles perceberam que foram enganados (nem todos, é verdade, mas muitos foram) e agora os mesmos se voltaram contra o governo atual.

Notem que os invasores não pediram pela ascensão de um tucano ao poder, mas dos militares e de Sérgio Moro.

O fato concreto é que o PSDB e a Grande Mídia, na ânsia de derrubar Dilma e de destruir Lula e o PT, pariram um Monstro.

O Gigante do Fascismo acordou.

Quero ver quem é que irá colocá-lo para dormir, agora.
Capacidade de produção da indústria automobilística chega a quase 6 milhões de unidades, mas a produção deverá ficar em cerca de 2,5 milhões de unidades em 2016. Assim, a capacidade ociosa chega a 58%.

O Brasil vive uma situação trágica!

1) Temos um sistema político-partidário em decomposição, que está totalmente desmoralizado;

2) Temos uma economia que está derretendo, acumulando uma queda de cerca de 9% do PIB em 2015-2016;

3) Em 2017, na melhor das hipóteses, a economia brasileira ficará estagnada, mas o mais provável é que enfrente uma nova queda, devido à piora do cenário econômico mundial (protecionismo de Trump provocará uma guerra comercial que irá derrubar o comércio global) e aos efeitos das medidas recessivas adotadas pelo governo Temer (arrocho salarial, corte drástico de investimentos públicos, aumento dos juros reais, redução do crédito, PEC 241/55, eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários);

4) Um rápido aumento do desemprego, da pobreza e da miséria, que irão crescer ainda mais em 2017.

5) Instituições que poucos respeitam (vide a invasão da Câmara dos Deputados ontem, na qual tivemos pedido por intervenção militar e de que os parlamentares fossem presos).

6) Logo, vivemos em um país que passa por um acelerado processo de decomposição política, econômica e social.

Foi isso que o movimento golpista provocou.

7) Essa é uma combinação explosiva. Nada de bom sairá disso.

Triste.
Rio de Janeiro: Protesto dos servidores públicos contra o pacote de arrocho do governador Pezão.
Links:

Vendas de veículos despencam 17,2% em Outubro:


Paulo Kliass - Temer, PIB e estelionato golpeachmental:


Marcio Pochmann - Brasil caminha para a convulsão social:


Grupo de extremistas invade plenário da Câmara dos Deputados e exige instalação de Ditadura Militar:



Rio de Janeiro - Protesto de servidores contra pacote de arrocho de Pezão é reprimido pela Polícia:

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Hillary perdeu para Trump porque o Partido Democrata traiu a classe trabalhadora industrial! - Marcos Doniseti!

Hillary perdeu para Trump porque o Partido Democrata traiu a classe trabalhadora industrial! - Marcos Doniseti!
Trump fez uma forte campanha em quatro estados que passaram por um processo muito intenso de desindustrialização e que tradicionalmente votavam nos Democratas (Ohio, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin) explorando a insatisfação da classe trabalhadora dos mesmos. Deu certo. Ele derrotou Hillary nos quatro estados.

Hillary teve, nesta eleição, quase 10 milhões de votos a menos do que Obama conquistou em 2008.
E o que esse excelente artigo do El País Brasil mostra é que grande parte destes eleitores recusou-se a votar em Hillary porque o Partido Democrata traiu a sua base política e eleitoral fundamental, ou seja, os membros da classe trabalhadora industrial, principalmente em estados como Ohio, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.
Estes estados formavam, antigamente, o chamado 'Cinturão da Ferrugem', ou seja, eram estados com economia essencialmente industrializadas e que, portanto, possuíam uma numerosa classe trabalhadora que votava maciçamente nos Democratas.
Por isso mesmo é que estes quatro estados deram a vitória para Obama em 2008 e em 2012.
Pois nesta eleição, Trump venceu nos quatro estados (O-M-P-W).
Será que a população destes quatro estados se tornou racista e passou a odiar mulheres, imigrantes e muçulmanos apenas quatro anos depois de ter eleito um Presidente negro e cuja família tem origem africana e que possui muitos integrantes que são muçulmanos?
Claro que não. Isso é ridículo.
Michael Moore explicou, em Julho, porque Donald Trump era o favorito para vencer a eleição presidencial. Ele acertou em cheio.

O que levou estes estados a virar as costas para os Democratas é o que está nestes trechos dessa ótima matéria do El País Brasil:
1) "Desde o New Deal da era Roosevelt, foram nestes trabalhadores que o Partido Democrata apostou para construir a máquina política mais robusta da história americana e dominar através dela, por décadas e décadas, a vida política do país.
Em contrapartida, aos trabalhadores foram prometidos direitos, respeito e uma vida digna. Eles acreditaram no american dream e no Partido Democrata.
Ao contrário dos agricultores racistas do Sul, o chamado "Cinturão da Ferrugem" não abandonou o Partido Democrata depois da desagregação promovida pelo partido dos anos 60. Mesmo com fortes valores conservadores, esses trabalhadores não se deixaram seduzir pelo discurso cada vez mais focado em religião do Partido Republicano.
E mesmo depois que o NAFTA assinado pelo presidente Clinton começou a acelerar o fechamento definitivo de suas fábricas e a destruição das suas comunidades, continuaram votando nos democratas.
Ficaram cada vez mais pobres. Com seus filhos obrigados a procurar emprego em outras regiões, se tornaram também menos, mais velhos e mais isolados. O flagelo das drogas tomou conta de muitos que não souberam lidar melhor com o seu desespero. E mesmo assim, a esperança de que o contrato social do passado continuasse vigorando levou eles a votar pelo primeiro presidente negro da história do país. Acreditaram no Obama e torceram pelo “Yes, we can!
EUA passam por um processo de aumento da concentração de renda e das desigualdades sociais.: A participação dos mais ricos na renda nacional está aumentando desde a década de 1970, enquanto que a classe média e os pobres tiveram queda na sua participação.

2) Por décadas, o Cinturão da Ferrugem ficou cada vez mais pobre enquanto o país ficou cada vez mais rico. Não se trata de um exagero ou de uma medida relativa. Em Michigan, por exemplo, a família mediana ganhava 49.041 dólares por ano em 1984. Até 2015, este valor havia caído para 48.801dólares: 30 anos sem aumento. E isso enquanto o PIB per capita do país cresceu em mais de 70%. Quem foi que absorveu este 70% de crescimento? As elites urbanas das grandes cidades, que se beneficiaram com os lucros gigantescos das grandes corporações multinacionais e do mercado financeiro.".
É isso.
E depois a Hillary vem a público dizer que perdeu a eleição por culpa do FBI?
Que piada.
O Partido Democrata adotou, internamente, uma política neoliberal que foi imensamente prejudicial aos trabalhadores industriais destes quatro estados, que foram desprezados por Hillary em sua campanha eleitoral.
Exemplo disso, diz o El País, é que ela não foi uma única vez a Wisconsin e somente apareceu em Michigan na véspera da eleição.
Provavelmente os Democratas contavam que esses estados eram favas contadas para eles. Enquanto isso, Trump apostou fortemente nestes quatro estados, fazendo um discurso anti-livre comércio e anti-globalização neoliberal, prometendo trazer de volta os empregos industriais perdidos durante as décadas anteriores.
Deu no que deu...
Moral da história: Nunca traia o seu eleitorado pois, mais cedo ou mais tarde, ele lhe dará o troco.
Atualmente, a Dívida Pública dos EUA é maior do que o PIB, chegando a 104% do mesmo.

Links:
A vingança da ferrugem:
Michael Moore explicou, em Julho, porque Donald Trump era o favorito:
BCE alerta para era de protecionismo e incerteza com vitória de Trump:

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O discurso de Trump durante a campanha eleitoral combinou propostas reacionárias e progressistas! – Marcos Doniseti!

O discurso de Trump durante a campanha eleitoral combinou propostas reacionárias e progressistas! – Marcos Doniseti!
A saída do Reino Unido da União Europeia foi provocada pelas políticas neoliberais, que prejudicaram a maioria da população, que empobreceu e viu a distância que a separa dos mais ricos crescer bastante.
O Discurso de Trump durante a campanha eleitoral!

A Grande Mídia global enfatiza muito o discurso (repulsivo e reacionário) que Donald Trump faz contra imigrantes, mulheres e negros. Porém, o discurso que ele usou na campanha presidencial não se limitou a tais questões. Se o tivesse feito, jamais teria conseguido vencer a eleição.

De fato, nem todo o discurso do Trump durante a campanha eleitoral foi reacionário.

As críticas dele, por exemplo, à desindustrialização dos EUA e ao empobrecimento da classe trabalhadora e da classe média, bem como ao livre-comércio não são reacionárias.

Inclusive, tal discurso foi decisivo para que ele derrotasse Hillary em estados que se desindustrializaram fortemente nas últimas décadas (Pensilvânia, Michigan, Ohio e Wisconsin) e que quase sempre votam nos Democratas nas eleições presidenciais.
Nestes estados o processo de desindustrialização provocou o empobrecimento da população, principalmente da classe trabalhadora industrial tradicional destes estados.

As indústrias que os empregavam fecharam as portas, devido às importações de países com menores custos de produção ou devido à transferência das unidades produtivas para outros países, tais como o México e a China, por exemplo.
Trump ataca o livre-comércio e defende a saída dos EUA do NAFTA, o que contraria os interesse do Grande Capital Financeiro Globalizado.  
Essa classe trabalhadora industrial sempre votava, maciçamente, no Partido Democrata, mas durante os oito anos do governo de Barack Obama este nada fez para impedir que esses trabalhadores fossem prejudicados pelas políticas neoliberais e globalizantes do livre-comércio.

Sempre que ia fazer campanha nestes estados, Trump fazia discursos dizendo que iria acabar com essa situação. E isso fez muita diferença, permitindo que ele vencesse as eleições nestes estados, que acabaram sendo os grandes responsáveis por sua vitória.

E estas são críticas que as forças progressistas dos EUA também fazem à atual situação econômica e social dos EUA, onde 58% dos novos empregos criados são precários, os salários foram arrochados, os trabalhadores perderam grande parte dos seus direitos e benefícios (planos de saúde, de previdência, entre outros) e 47 milhões de pessoas somente conseguem comer porque ganham um cupom do Governo e o trocam por alimentos no mercado (é o programa ‘Food Stamp’, criado pelo governo de Franklin D. Roosevelt na época da Grande Depressão, nos anos 1930).

Trump é um fenômeno político complexo e que precisa ser bastante estudado e compreendido.

Caso contrário, não será possível combatê-lo naquilo que ele tem de mais repulsivo (racismo, xenofobia, misoginia).
Bernie Sanders tinha muito mais chances de derrotar Trump do que Hillary, mas a Plutocracia Capitalista e a liderança do Partido Democrata impediram a sua candidatura. 
Bernie Sanders era o candidato certo para derrotar Trump!

1) Se o Bernie Sanders tivesse sido o candidato dos Democratas, ele ganharia fácil essa eleição. As pesquisas da época em que ele mantinha a sua candidatura. Sua vitória se daria por algo como 10 a 15 p.p. de vantagem sobre Trump.

Político sério e equilibrado, Sanders defendia uma plataforma de mudanças que traria de volta as políticas social-democratas keynesianas, de Centro-Esquerda, da época de Franklin D. Roosevelt e que vigoraram nos EUA até a eleição de Reagan, em 1980.

2) A maioria do povo dos EUA queria mudança de rota, que foi aquilo que Obama prometeu quando venceu pela primeira vez, mas que não entregou.
O Partido Democrata não soube fazer a 'leitura', a análise correta do momento atual, deste desejo popular imensamente majoritário por mudanças.

A ambição desmedida dos Clinton e dos interesses da Plutocracia Capitalista ianque falou mais forte e Hillary foi escolhida pela liderança do partido para ser a candidata, de forma totalmente equivocada.

Logo, Hillary perdeu a eleição pelo fato de representar 'tudo aquilo que está aí' e Trump venceu justamente por representar exatamente o contrário.
O ótimo e essencial livro de Guy Standing explica o processo de formação do Precariado a partir da expansão do processo de Globalização Neoliberal, que se iniciou no final dos anos 1970. Nos EUA, atualmente, quase 60% dos novos empregos criados são precários. 
Assim, venceu o ‘Outsider’, aquele sujeito que, embora não tenha origem popular, era visto pela população como o sendo o único com capacidade e vontade de dar uma chacoalhada no apodrecido e anti-popular sistema político e econômico dos EUA.

3) A elite reacionária dos EUA estava apoiando, maciçamente, a Hillary. Ela era a candidata de Wall Street, da indústria armamentista, da Grande Mídia, estavam todos do lado dela.

Trump é um Outsider da política, embora sua origem não seja popular, muito pelo contrário.

Ele é um dissidente da Plutocracia ianque globalizada. Se ele coloca em prática as suas propostas na área econômica, em especial, podem dizer adeus à Globalização Neoliberal.

Trump e a sua política externa!

A política externa dos EUA, nas questões militares e de segurança, não muda. É a mesma desde os atentados de 11/09/2001, independente de qual seja o partido que governe o país.
A Dívida Pública dos EUA passou de 76% do PIB (2008) para 104% do PIB (2015). A principal causa disso foi o fato do governo Obama ter injetado vários Trilhões de Dólares no sistema financeiro privado, a fim de evitar a implosão do mesmo. 
Mas se Trump tiver um mínimo de juízo ele irá abandonar imediatamente a ‘diplomacia de canhões’ de Bush-Obama-Hillary e tratará de negociar acordos (principalmente com a Rússia, a China e a União Europeia) que visem estabilizar o cenário mundial, diminuindo as tensões e os conflitos.

Já quanto à política econômica, aí já é outra coisa.

Afinal, Trump é um protecionista, que defende a retirada dos EUA do NAFTA e o fim dos acordos de livre-comércio.

Mas se ele quiser priorizar os problemas internos dos EUA, que foi o que disse durante toda a campanha, então ele terá que mudar, sim, a política militar e de segurança, cortando drasticamente os gastos com as mesmas, que chegam a US$ 1,5 trilhão de dólares anuais.

Trump e o Protecionismo!

Trump não é liberal. Seu discurso é totalmente protecionista, defendendo a retirada dos EUA do NAFTA e o fim dos acordos de livre-comércio.
Que país é esse? Nos EUA, 47 milhões de pessoas somente conseguem se alimentar porque ganham um cupom de alimentação do Governo e que trocam por comida no mercado. Sem isso, elas morreriam de fome.
Trump se elegeu porque soube explorar bem o descontentamento da classe média e da classe trabalhadora industrial, que encolheram e empobreceram muito nos EUA (e na União Europeia também) nas últimas décadas, dando origem a uma nova classe social, que é o Precariado.

Trump e Temer!

Trump é igual a Temer? Não. Primeiro, porque Trump foi eleito pela população e, depois, porque seu discurso vai contra as políticas globalizadas neoliberais que derrubaram o padrão de vida dos trabalhadores e da classe média dos EUA nas últimas décadas.

Trump e Bolsonaro – Nada a Ver!

Trump e Bolsonaro são fenômenos e lideranças diferentes.
Bolsonaro é um reacionário entreguista, tanto que votou a favor da entrega do pré-sal ao capital estrangeiro. Trump jamais faria algo assim.

Trump é reacionário, sem dúvida alguma, mas é contra a Globalização neoliberal.
Mas o melhor candidato para a Presidência dos EUA, disparado, era o Bernie Sanders, que teria derrotado Trump facilmente, aliás.


Putin gostou da derrota da neocon Hillary Clinton. Durante o governo Obama, os conflitos entre EUA e Rússia se intensificaram bastante em função da agressiva política externa promovida pelo governo neonazista de Barack Obama. 
Putin diz que com vitória de Trump, a Guerra Fria acabou!

A Rede Globo, o sistema financeiro global e a Grande Mídia internacional odiaram a vitória do Trump.

Mas o Putin gostou.

E aí?

Votação de Hillary e a de Obama!

Hillary teve quase 10 milhões de votos a menos do que o Obama obteve em 2008.

Qual foi o motivo disso?

É que o governo dele foi uma decepção para os trabalhadores e para a classe média, que empobreceram muito, e Hillary também é uma belicista maluca e que é totalmente submissa às políticas neoliberais que interessam apenas aos Grandes 
Capitalistas (Wall Street).
Em julho deste ano o cineasta Michael Moore (ligado às alas progressistas do Partido Democrata) explicou porque Trump era o favorito para vencer a eleição presidencial. Ele acertou em cheio. 
Comentário de um amigo do Facebook sobre quem financiou Trump!

"O pior é que não, porque os eleitores e patrocinadores dele eram, respectivamente, classe média branca norte-americana que perdeu poder de compra e teve salários reduzidos nos EEUU de Obama; 40% dos negros de classe média que se sentiram ameaçados pela presença de imigrantes no país e negros pobres que tiveram seus salários reduzidos ou estavam desempregados com Obama; e os patrocinadores de Trump foram industriários e comerciantes da região dos lagos que perderam competitividade industrial e mercado no resto do mundo devido à expansão ‘globalizadora’ de Obama. Esses empresários exportavam para países que se tornaram hostis aos EEUU de Obama e muitas empresas do Wisconsin, Ohio, Pensilvânia, Michigan quebraram por isso, gerando milhões de desempregados na era Obama. Justamente porque também tiveram que competir forte com países como China e Coreia do Sul dentro dos próprios EEUU.".

Trump e as suas promessas!

Investimentos em infra-estrutura = PAC.

Trabalho para todos e nenhum americano será esquecido? = Inclusão social.

Defender os interesses dos EUA é obrigação de todo e qualquer Presidente do país, é claro, mas se ele fizer isso por meio do diálogo, em vez de guerras (que é a política de Obama-Hillary), já estará muito bom.
A Líbia, antes e depois da guerra que Obama e outros líderes europeus (Cameron, Sarkozy, Berlusconi) promoveram contra o país. Atualmente, a Líbia é uma espécie de 'terra de ninguém', que mal possui um governo. O país está tomado pela violência. 
Sanders era o candidato certo para derrotar Trump (parte 2)!

Já caiu a ficha da Mídia internacional de que Bernie Sanders teria chances muito maiores de derrotar Trump do que Hillary.

O jornal inglês ‘The Independent’ fez uma matéria mostrando que Bernie Sanders era o candidato ideal para derrotar Trump, pois sua vantagem sobre este, nas pesquisas, era muito maior do que a de Hillary.

E isso ocorria porque Sanders representava a mudança, em favor da maioria da população, enquanto que Hillary era a candidata de Wall Street, da Grande Mídia e da indústria Bélica e de Segurança Nacional.

Enfim, ela era a candidata que simbolizava 'tudo que está aí'. Por isso é que ela perdeu.

Mas a Plutocracia Capitalista e a liderança do Partido Democrata não quiseram saber e sabotaram a candidatura de Sanders.

Deu no que deu.
Alguns dos principais líderes Neocons dos EUA, que desejam criar uma Ditadura Global ianque, a fim de garantir que o século XXI seja um 'século americano'. 

Obama, Hillary e os Neocons!

A culpa da vitória de Trump é dos incompetentes do Partido Democrata que impuseram a candidatura de Hillary. O Partido Democrata virou as costas para a classe trabalhadora dos EUA e tornou-se totalmente submisso aos interesses de Wall Street e da indústria bélica.

Obama e Hillary adotaram e implantaram as mesmas políticas do governo Bush, dando continuidade à política de 'Guerras Infinitas' de Bush Jr e que destruiu vários países pelo Mundo, que financiou e armou o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, destruiu a Líbia e a Síria, criou a crise dos refugiados, além de ter apoiado todos os Golpes de Estado que tivemos na América Latina (Honduras, Paraguai, Brasil) nos últimos anos.

O governo de Obama foi neocon (neonazista), foi de Extrema-Direita, então esse discurso de que Trump é o neonazista da história não se sustenta.

Os neonazistas são Obama e a Hillary e o que eles fizeram durante estes oito anos de um governo desastroso, interna e externamente, é a comprovação disso.

Não foi por meio de Trump que a Extrema-Direita chegou ao poder nos EUA. 

Foi com Bush, que adotou o PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), projeto dos Neocons que visa criar uma Ditadura Global dos EUA, a fim de garantir a hegemonia mundial dos EUA até o final do século XXI. 
'A Doutrina do Choque': Livro de Naomi Klein explica como os Grandes Capitalistas se aproveitam das crises (sendo que muitas delas são fabricadas) para impor uma agenda retrógrada, que elimina direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, promove privatizações generalizadas e implanta políticas neoliberais e de arrocho que são imensamente prejudiciais para os trabalhadores assalariados, para os mais pobres e, também, para a classe média. Na UE e nos EUA tais políticas estão empobrecendo e encolhendo a classe média, o que está gerando uma crescente insatisfação popular, como se percebe pelo Brexit e pela candidatura de Donald Trump.

Obama e Hillary deram continuidade a estas políticas neonazistas dos Neocons.

Logo, a política externa de Obama/Hillary foi totalmente controlada pelos Neocons, que são os neonazistas dos EUA, que espalharam guerras , destruição, caos e miséria pelo Mundo todo (Líbia, Síria, Ucrânia, etc).

Foram Obama e Hillary que fizeram tudo o que Wall Street e a Indústria Bélica e de Segurança Nacional mandaram. Foram eles que deram continuidade a políticas neoliberais que aumentaram a concentração de renda, a pobreza, a miséria e as desigualdades sociais nos EUA. Foram eles que arrocharam os salários dos trabalhadores dos EUA, eliminaram direitos dos trabalhadores, que empobreceram e reduziram a classe média.

Foram eles (Obama e Hillary), portanto, que criaram as condições para a vitória de Trump. 

Se eles tivessem apoiado o Bernie Sanders, este teria derrotado Trump sem maiores dificuldades, pois é um político sério, progressista e que não tem as mãos sujas de sangue de milhões de inocentes.


E o Michael Moore previu a derrota da Hillary (em Julho deste ano) com vários meses de antecedência. Somente os incompetentes gananciosos do Partido Democrata não sabiam que a Hillary iria perder.
Friedrich Hayek e Milton Friedman, defensores das políticas neoliberais que aumentaram a concentração de renda, as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria em todo o mundo. E isso aconteceu mesmo nos EUA, depois que o governo Reagan passou a adotá-las, no que foi seguido pelos governos seguintes, incluindo o de Obama.
Michael Moore explica a vitória do Trump!

A vitória de Trump, depois que Hillary tornou-se a candidata Democrata, era mais do que previsível. Esse texto do Michael Moore (que apoiava o U.S. Senator Bernie Sanders) ajuda a entender o que ocorreu.

Michael Moore: 5 motivos pelos quais Donald Trump será o próximo presidente dos Estados Unidos! - Link:



Trump e a suas promessas na economia:


The Independent: Sanders era o candidato ideal para derrotar Trump!

Hillary ganhou eleição no voto popular, mas perdeu no Colégio Eleitoral:

http://www.revistaforum.com.br/2016/11/09/hillary-perde-eleicao-mas-recebe-maior-numero-de-votos-absolutos/
Manifestação de trabalhadores franceses, liderados pela CGT, protestam contra as políticas neoliberais e de arrocho que os governos europeus impõe à população e que estão aumentando a concentração de renda, as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria em todo o mundo desenvolvido. 
Putin parabeniza Trump e diz que Guerra Fria com os EUA acabou!


Vitória de Trump prejudica ampliação de acordos de Livre-Comércio:


Moniz Bandeira: Dessa vez, Wall Street perdeu!


Comparar Trump a Hitler distrai da ameaça real:

Zizek: ‘Tenho horror a Trump, mas Hillary é um perigo real’:


As visões de Zizek, Harvey e Boaventura Santos sobre Trump:

http://www.cartacapital.com.br/politica/as-visoes-de-zizek-david-harvey-e-boaventura-santos-sobre-trump
'A Segunda Guerra Fria': Livro de Moniz Bandeira, lançado em 2013, é fundamental para se compreender a atual estratégia de dominação global por parte dos EUA e dos seus aliados.
O que a vitória de Trump pode ensinar à Esquerda global:

http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-que-a-vitoria-de-donald-trump-pode-ensinar-a-esquerda-global

Glenn Greenwald - Democratas: Trump e a perigosa recusa em entender as lições do Brexit: