Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Argentina: Política Neoliberal de Macri elevou fortemente as Dívidas Pública e Externa e quebrou o país! - Marcos Doniseti!

Argentina: Política Neoliberal de Macri elevou fortemente as Dívidas Pública e Externa e quebrou o país! - Marcos Doniseti!
Pela terceira vez em sua história a Argentina mergulha numa crise econômica terrível devido ao fato de ter adotado politicas neoliberais radicais, que resultaram em brutais aumentos de tarifas de serviços públicos (água, gás, combustíveis). 
Atualização (22hs de 08/05/2018): Macri anunciou que irá recorrer ao FMI, em busca de recursos. Fala-se em um empréstimo de US$ 30 bilhões para a Argentina. Sempre que a Direita Neoliberal governa acontece isso: O país quebra e é obrigado a recorrer ao FMI. FHC fez isso três vezes (1998, 2001, 2002). Lula e Dilma nunca fizeram isso, muito pelo contrário, eles pagaram a dívida do Brasil com o FMI, sendo que o Brasil virou credor do mesmo. 

O governo direitista e neoliberal de Macri e as suas principais realizações, que levaram à nova quebra da economia da Argentina:


1)  Grande aumento da dívida pública, que já está em 60% do PIB;

2) Dívida Externa aumentou US$ 100 bilhões durante o governo Macri;

3) Déficit em Transações Correntes (contas externas) dobrou em 2017 e subiu para 5% do PIB (US$ 30 Bilhões);

4)  Aumento do Déficit Público, que está em 9% do PIB;

5) Forte aumento da inflação, que chegou a 41% e 2016 e ficou em torno de 25% em 2017 e em 2018;

6) Taxa anual de juros em 40% ao ano, a maior do mundo;

7) Queda do poder de compra dos salários reais em mais de 6%;

8) Déficit Comercial anual superior a US$ 8 bilhões.

Tudo isso, no entanto, aconteceu porque o governo Macri apostou em uma política Neoliberal ultra-radical.

Mas o fato concreto é que a Argentina não possui uma estrutura econômica adequada para que uma política dessas seja adotada. Isso explica porque esta é a terceira vez em 40 anos que um governo de Direita adota políticas neoliberais e o país acaba falindo.

Na época da eleição presidencial (no final de 2015), vencida por Macri, a Argentina tinha uma taxa de desemprego de cerca de 6%. Agora, a com a disparada do Dólar, provocada pela falência do país, a Argentina irá mergulhar na Recessão e o Desemprego voltará a crescer. 

É bom explicar: Na Argentina, não existe um sistema de financiamento interno para o pagamento da dívida pública e para financiar o déficit público.


Assim, é o capital externo que financia ambos (déficit fiscal e dívida pública). 

Portanto, a dívida pública é, ao mesmo tempo, uma dívida externa. 

Obs1: No Brasil, é bom lembrar, isso não acontece. A dívida pública do país é quase que totalmente financiada com recursos próprios, dos brasileiros. A participação estrangeira nesse processo é pequena. 

A Argentina poderia financiar a sua dívida pública e reduzir (ou até eliminar) o seu déficit se tivesse um grande superávit comercial, mas isso não acontece no governo Macri, que liberou importações industriais e acabou com a política de controle de capitais adotada pelo governo de Cristina Kirchner.

A política econômica de Cristina Kirchner conseguia manter o endividamento da Argentina sob controle, e evitava que a economia afundasse numa crise terrível, por meio das seguintes medidas:

A) Taxação das exportações agrícolas, área na qual a Argentina é muito competitiva globalmente. Na safra anterior, a produção de soja e milho chegou a quase 90 milhões de toneladas;

B) Limitação de importações de produtos industriais;

C) Controle da entrada e saída de capitais do país;

D) Déficits público e externo, que são gêmeos, mantinham-se em patamares reduzidos, evitando que o país quebrasse. 
O governo de Cristina Kirchner restringia as importações, controlava a entrada e saída de capitais e taxava as exportações agrícolas. Com isso, ela impedia que a Argentina fosse à falência. 

Tal política econômica é o que permitia à Argentina manter uma estabilidade econômica, evitando o aumento do déficit público, controlando a dívida pública e mantendo o desemprego e a inflação em patamares reduzidos. Tanto isso é verdade que na época da eleição presidencial, que foi vencida por Macri, a taxa de desemprego no país era de apenas 6,2%. 


Com essa política, o país crescia pouco, é verdade, mas não entrava em uma crise terminal, tal como caminha para acontecer agora, no governo Macri, que abandonou totalmente a política econômica de Cristina. 

Macri eliminou a taxação sobre exportações agrícolas, liberou a importação de bens industriais e extinguiu o controle sobre entrada e saída de capitais. Além disso, ele reconheceu uma dívida externa com os chamados fundos 'abutres', o que gerou o aumento da dívida externa do país. 

Neste novo contexto, a Argentina torna-se inteiramente dependente do capital externo. Se este vai em grande quantidade para o país, surge uma ilusão de prosperidade temporária e a Mídia Corporativa passa a dizer que a Argentina é um exemplo a ser seguido pelos outros países latino-americanos. 

Mas o rápido aumento da dívida pública que tal política provoca faz com que essa falsa prosperidade não dure muito tempo e, quando os credores percebem que o endividamento atingiu níveis muito elevados, eles retiram o seu capital do país, jogando-o numa grave crise. 

Assim, na Argentina, se o déficit fiscal e externo aumentam muito (como aconteceu no governo Macri), a dívida do país dispara e o capital estrangeiro acaba fugindo do país, pois os credores externos passam a duvidar da capacidade de pagamento dos hermanos. 
Tarifaço de Macri, logo no início de seu mandato, enriqueceu os Grandes Capitalistas e empobreceu milhões de argentinos. Macri entregou os cargos mais importantes do Estado argentino para executivos originários das grandes corporações multinacionais. 

Essa fuga de capitais provoca a disparada do dólar, o que obriga o governo da Argentina a elevar fortemente as taxas de juros, a fim de segurar o capital estrangeiro no país. Até porque a economia do país é dolarizada, pois os argentinos compram dólares em grande quantidade, independente da sua condição social e econômica. O esporte nacional argentino mais popular é a compra de dólares e isso é feito por todos: ricos, classe média e pobres. 


Isso explica porque o governo Macri aumentou a taxa de juros para 40% ao ano. Essa é uma medida de emergência, temporária, para que o capital estrangeiro continue financiando os déficits duplos do país (público e externo). 

O governo Macri também anunciou uma redução nos gastos públicos, mas esse é o tipo de medida que é um tiro de canhão no próprio pé, pois agrava a recessão, o que reduz a arrecadação de impostos e, claro, elevam o déficit público e a dívida pública.  

As medidas emergenciais (juros escorchantes e redução de gastos públicos) podem funcionar por algum período de tempo, mas para que possam dar resultados a médio e longo prazo elas teriam que vir acompanhadas de uma forte redução nos dois déficits: público e externo. 

E a política econômica de Macri vai na direção contrária a isso, pois mantém a liberdade de entrada e saída de capitais, não limita importações e restringeo consumo interno.

Se essa redução dos déficits não acontece, a dívida pública continua crescendo e, mais cedo ou mais tarde, o capital estrangeiro perceberá que o país está excessivamente endividado e continuará saindo da Argentina, jogando-o numa crise que obrigará o governo Macri, em pouco tempo, a decretar moratória da dívida externa. 

Logo, o governo Macri está levando a Argentina a enfrentar o mesmo tipo de crise que já atingiu fortemente o país durante a Ditadura Militar e também durante os governos Menem/De la Rua. 

A única dúvida que resta é se Macri também terá sair da sede do governo fugido, em um helicóptero, pela porta dos fundos, tal como aconteceu com Fernando De la Rua. 

Taxa de inflação disparou na Argentina, durante o governo Macri. Atualmente ela está em 25,6% ao ano. 

Links:


Argentina: Macri recorre ao FMI:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/08/internacional/1525792674_832004.html

Argentina: Dívida Externa cresceu 35% no governo Macri:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/01/internacional/1514832832_626904.html

Argentina: Déficits Público e Externo dispararam no governo Macri:


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